Lula enfatiza educação e comanda reunião ministerial; relatórios da CPI do INSS vão à PF e ao STF e janela partidária termina na sexta

Lula enfatiza educação e comanda reunião ministerial; relatórios da CPI do INSS vão à PF e ao STF e janela partidária termina na sexta

AGENDA POLÍTICA

Por Carmen Munari

O presidente Lula comanda reunião ministerial na terça-feira (31/03), quando deve definir três pontos: os candidatos, a estratégia para as eleições e a passagem de bastão nas pastas. O primeiro passo é formalizar todos os ministros que concorrerão a vagas na Câmara, Senado e governos estaduais em período que está próximo à data de desincompatibilização dos cargos. Cerca de 20 integrantes do alto escalão deverão deixar os seus postos. Nomes importantes como Simone Tebet (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) já anunciaram que disputarão o Senado em São Paulo e no Paraná, respectivamente. Outras candidaturas ainda não foram anunciadas de maneira oficial e ainda são apenas especulações. O vice-presidente Geraldo Alckmin é um deles. Ele disse que deixará o Ministério da Indústria para disputar o pleito, mas ainda não divulgou se será para a disputa de vice novamente ou se para outro cargo. Esse é o mesmo cenário da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Fernando Haddad já deixou a Fazenda para disputar o governo do estado de São Paulo (com dados do Brasil de Fato).

LULA: SEMANA CHEIA

O presidente Lula participa, nesta segunda-feira (30/03), junto com os ministros Camilo Santana (Educação) e Frederico Siqueira (Comunicações), do anúncio de 107 obras de educação executadas por todo o país e divulga as 99 mil escolas públicas que já contam com internet de qualidade para uso em atividades escolares. Em Brasília. O investimento federal nas obras conta com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e do Ministério da Educação (MEC). As entregas abrangem 18 creches, 23 escolas de tempo integral, 43 obras de 12 Institutos Federais, 10 obras em nove Universidades e 13 obras em 11 hospitais universitários.

Além da reunião ministerial (acima), na terça-feira (31/03), Lula e o ministro da Educação, Camilo Santana, participarão do evento Universidade com a Cara do Povo Brasileiro, em São Paulo (SP), quando serão divulgadas ações relacionadas a programas e políticas de acesso à educação superior. Serão assinados atos relacionados ao Prouni e ao Programa Nacional Escola Nacional Hip Hop H2E, política educacional voltada para as redes de ensino públicas. Também será divulgado o resultado de propostas submetidas ao edital da chamada pública da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). O evento comemora os 21 anos de criação do Prouni e 14 anos da Lei de Cotas.

O presidente também vai ao Ceará na quarta-feira (01/04) para participar da inauguração do primeiro bloco do campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Fortaleza e celebra os dois anos do Programa “Pé-de-Meia”. Leva consigo o ministro da Educação, Camilo Santana, o governador Elmano de Freitas e o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão.

Na quinta-feira (02/04), Lula anunciará a ampliação do metrô entre Lapa e Campo Grande, em Salvador (BA). Realiza anúncios de investimentos em Habitação, Mobilidade e Encostas para a cidade de Salvador.

BIOGRAFIA LULA 2

O segundo volume da trilogia biográfica de Lula será lançado na segunda-feira (30/03) na Livraria da Travessa (shopping Iguatemi). Fernando Morais reconstitui os anos finais da ditadura até a vitória em 2002 como o primeiro presidente operário da história do Brasil. Mantendo o ritmo do primeiro volume, no qual a biografia de Lula vai até a fundação do Partido dos Trabalhadores e sua disputa ao governo de São Paulo, em 1982, Fernando Morais dá seguimento ao projeto de esmiuçar a vida da figura política mais relevante da nossa história recente. A partir de informações inéditas, esta sequência perpassa o esgotamento da ditadura, as Diretas Já, o embate com Collor nas eleições de 1989, o Plano Real de FHC e culmina na vitória das eleições presidenciais em 2002. R$ 89,90

CPMI DO INSS: oposição e governistas levarão relatórios opostos ao STF

Em uma vitória contra a oposição, os parlamentares governistas e aliados do Centrão impediram a aprovação do relatório final da CPMI do INSS e produziram um texto próprio, paralelo. Mesmo sem as aprovações de praxe, os dois textos devem ser enviados nos próximos dias ao STF e à PF. A CPMI analisou o esquema de fraudes em aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A comissão foi encerrada no sábado (28/03). Funcionou por sete meses e ouviu 36 depoentes.

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A comissão apresentou um pedido de prisão preventiva contra 21 investigados. Os crimes apontados incluem corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.  O texto do PT, encabeçado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), amplia o rol de investigados para cerca de 201 nomes e concentra a artilharia política no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

CONGRESSO PARADO

*A Câmara e o Senado terão uma semana esvaziada. O feriado da Sexta-Feira Santa desacelera os trabalhos do Congresso. Os deputados terão apenas uma sessão ordinária na terça-feira (31), mas, até o momento, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), pautou apenas dois projetos.

*A janela partidária – prazo para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições termina na sexta-feira (03/04).

CAOS NA POLÍTICA DO RIO DE JANEIRO

O STF marcou para o dia 8 de abril o julgamento que vai definir o modelo de eleição para a sucessão no governo do Rio de Janeiro, após a suspensão das eleições indiretas determinada pelo ministro Cristiano Zanin.

Segundo comunicado da presidência da Corte, o plenário deverá analisar, em sessão presencial, os processos que tratam da vacância do cargo de governador no Estado. Estão na pauta o referendo da liminar na ADI 7.942, relatada por Luiz Fux, e na RCL 92.644, relatada por Cristiano Zanin.

A decisão do plenário deverá fixar a orientação sobre como deve ocorrer a escolha do novo governador, diante da controvérsia entre eleições diretas ou indiretas.

O caos se instalou na política do Rio. É provável que os eleitores do Rio de Janeiro terão de ir às urnas para escolher o novo governador do Estado após a renúncia de Cláudio Castro (PL-RJ) em 23 de março, na véspera da condenação do ex-governador à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A eleição realizada em breve seria suplementar e definiria quem chefiará o Palácio Guanabara até o fim de 2026. Em outubro, pelo calendário oficial, os fluminenses devem escolher o governador que assumirá em janeiro de 2027. O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que deixou o cargo para concorrer ao governo estadual, é o maior interessado nas diretas suplementares para afastar opositores.

AMSUR

O Diálogo AMSUR desta segunda-feira às 20h trata do tema “Segurança Pública – Agenda Instrumentalizada pela Extrema Direita”. Realização: Instituto Sulamericano par a Cooperação e a Gestão Estratégica de Políticas Públicas com apoio do Fórum 21 e Rede Estação Democracia

Para participar clique aqui

ID: 842 2660 6505

Senha: 767443

Conta com as contribuições de: Luiz Eduardo Soares, antropólogo, cientista político, professor da Pós-graduação em Literatura da UFRJ, foi secretário nacional de Segurança Pública, subsecretário e coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro, e secretário municipal de Prevenção da Violência em Porto Alegre e Nova Iguaçu e Tarso Genro, foi prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul, deputado federal e ministro de três pastas: Justiça, Educação e Relações Institucionais, tendo coordenado o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social

CAIADO CANDIDATO

O governador de Goiás pelo PSD, Ronaldo Caiado (76 anos), anuncia sua candidatura à Presidência da República nesta segunda-feira (30/03) em uma entrevista coletiva na sede do partido em São Paulo.

Na imagem, o presidente Lula em reunião ministerial na Granja do Torto em dezembro 2025 / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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