Autor: Paulo Kliass
Lula prometeu 40 anos em 4
Para sentir o prazer de ter realizado efetivamente 40 anos em 4, os assessores econômicos do Presidente precisam abandonar essa preocupação em agradar prioritariamente aos setores do sistema financeiro
Leia maisREGIME FISCAL: ÂNCORA OU CALABOUÇO?
O governo deve enviar um projeto de lei complementar para tratar do novo arcabouço fiscal. Mas enquanto o novo texto não for aprovado, fica valendo a atual regra do teto de gastos.
Leia maisTerrorismo financeiro e crime de usura
A dominação do sistema financeiro sobre os demais setores se materializa por meio da extração de rendimentos que não guardam quase nenhuma relação direta com a produção de bens ou com a oferta de serviços essenciais para a maioria da população
Leia maisLula 3.0 e o poder do financismo
Lula já disse mais de uma vez que só teria aceitado o desafio de um terceiro mandato pois deseja fazer mais e melhor do que nos outros dois. O Presidente sabe que para cumprir tal missão não pode ficar, de novo, refém do financismo. Pois agora precisa dar mostras de que está disposto a tanto
Leia maisLiberalismo, ‘ma non troppo’
Assim como ocorreu em 2008/9, os contribuintes arcarão com o ônus dessa quantidade trilionária de recursos que estão sendo injetados na economia para salvar prioritariamente os grandes conglomerados
Leia maisJuros: herança maldita de Bolsonaro
A tecnocracia financista precisa ser pressionada a mudar o seu comportamento e a se adaptar à nova realidade de um País que deseja romper com o desastre provocado pelo governo passado e abrir o caminho para o desenvolvimento econômico e social
Leia maisLula e os preços dos combustíveis
Não existem argumentos razoáveis para que seja encaminhada a proposta de retomar de forma repentina a tributação dos combustíveis. A consequência imediata de tal medida equivocada e isolada será o de aumentar os preços dos derivados para os consumidores
Leia maisDespesa com juros não tem teto
A questão essencial que se coloca para as forças progressistas é recuperar o desastre representado por esses últimos 6 anos de destruição do Estado e de desmonte de políticas públicas, levados a cabo pelas duplinhas Temer & Meirelles e Bolsonaro & Guedes. E isso tem um custo econômico e financeiro. A implementação de uma estratégia para recolocar o Brasil nos trilhos vai exigir também um esforço fiscal. Porém, felizmente, temos condições para encarar esse desafio sem maiores riscos de “quebradeira do país”, como bradam aos quatro cantos os arautos da austeridade irresponsável
Leia maisA SELIC e a inflação
Ao longo das últimas semanas, o debate acerca dos rumos de nossa economia tem sido ocupado pelos assuntos que giram em torno da questão da política monetária. Afinal, estão mais do que evidentes todas as tentativas de colocar em marcha medidas de sabotagem ao sucesso do terceiro mandato do Presidente governo Lula. É o caso, por exemplo, das inciativas tomadas de forma meticulosa pelo Presidente do Banco Central (BC) e aplaudidas pelos articulistas que reverberam os interesses do sistema financeiro em nosso País.
Leia maisLula, juros e bancos públicos
Para obter alguma decisão favorável às necessidades de uma SELIC compatível com um cenário de crescimento das atividades, Lula precisaria convencer a maioria do COPOM daquilo que eles são contrários.
Assim, ou Roberto Campos Neto e seus diretores renunciam aos seus cargos ou fica muito difícil termos uma política monetária harmonizada com os desejos do Presidente da República.
