Campanha em solidariedade a Breno Altman

Juca Kfouri e Afonso Borges lançam campanha em repúdio à denúncia apresentada contra o jornalista pelo MPF, a pedido da Confederação Israelita do Brasil (Conib).
O jornalista Juca Kfouri e Afonso Borges lançaram uma campanha em solidariedade a Breno Altman, fundador de Opera Mundi.
O procurador Maurício Fabretti, do Ministério Público Federal (MPF), apresentou uma denúncia contra o jornalista, a pedido da Confederação Israelita do Brasil (Conib), que o acusa de “racismo, incitação ao crime e apologia de crise” devido a suas críticas a Israel após dois anos de genocídio do povo palestino em Gaza.
Chico Buarque, Eric Nepomuceno, Fernando Morais, J. P. Cuenca, Lilia Schwarcz, Maria Adelaide Amaral, Maria Valéria Rezende, Paulo Sérgio Pinheiro, Paulo Vanucchi, Renato Janine, Vladimir Safatle, entre outros, subscrevem o documento.
Clique aqui para participar do abaixo-assinado. Abaixo, a íntegra da carta:
Carta em solidariedade a Breno Altman
Exmo Sr. Maurício Fabretti, do MPF
Nós, abaixo-assinados, protestamos contra sua denúncia em relação ao jornalista Breno Altman por ter usado de metáfora conhecida e que significa exatamente o que metáforas significam.
Denunciá-lo, diferentemente do que fez a Polícia Federal ao considerar a denúncia da Conib descabida, fere não só a liberdade de imprensa como a de expressão.
Não é preciso concordar com Altman para perceber que ao usar a metáfora chinesa “não importa a cor do gato, importa que coma o rato”, ele não igualou todos os sionistas ao pequeno animal.
Tivesse escrito o mesmo sobre os nazistas teria também sido denunciado por racismo?
Ou, então, que ele, judeu, considere os sionistas responsáveis pelo genocídio na Palestina equivalentes a ratos o transforma em racista ou terrorista?
Se, digamos, a metáfora fosse o com leões e tigres, águias e gaviões, haveria a mesma denúncia?
Inconformados, pedimos a retirada da denúncia e, se não atendidos, informamos que subscrevemos o escrito por Altman.

