Fatoflix: 2 curtas em 4 pré-estreias na COP30

Documentários curtas da Fatoflix tiveram 4 pré-estreias em espaços destacados da COP30. Ontem, foi a vez do estande da ALEPA – Assembleia Legislativa do Pará.
A Fatoflix estreou dois curta-metragens na COP30 em Belém, no Pará: o documentário “Siga o Ouro — Terra Yanomami” e o ficcional “2084: A Terra Perdida”. Os filmes participaram do circuito paralelo e oficial na zona verde da COP30, incluindo sessões na Escola de Economia Criativa da Secretaria-Geral da Presidência da República, no sábado (15/11) e na terça-feira (18/11).
“Siga o Ouro: Terra Yanomami” foi dirigido por Rodrigo Petterson e Itamar Bittencourt e conta com reportagem da jornalista peruana Verônica Goyzueta, uma das pioneiras na denúncia da crise humanitária na terra Yanomami.
O curta também foi exibido no domingo (16/11), na Aldeia COP, espaço da conferência dedicado às pautas indígenas, na Escola de Aplicação da UFPA. E nesta quinta-feira (20/11) no estande da ALEPA – Assembleia Legislativa do Pará, também na Green Zone, com participação de Goyzueta.

O documentário investiga a cadeia do ouro na Amazônia e denuncia os impactos do garimpo ilegal sobre o território e a saúde do povo Yanomami. O filme também mostra o trabalho das equipes de saúde e os esforços do governo federal no combate à prática criminosa. “O ouro mata”, firma Goyzueta.

“2084: A Terra Perdida”
Além do documentário, a Fatoflix também apresentou um curta ficcional na Escola de Economia Criativa da Secretaria-Geral da Presidência da República, no sábado (15/11) e na terça-feira (18/11).
“2084: A Terra Perdida” foi dirigido e roteirizado por Carlos Tibúrcio, que aposta numa narrativa experimental de docu-ficção.
Inspirado no texto “23 de dezembro de 2084”, do sociólogo Michael Löwy, o filme projeta um futuro em colapso climático a partir do relato de uma sobrevivente que se dirige às gerações de 2025.
Utilizando recursos de inteligência artificial para compor paisagens e atmosferas distópicas, o curta reflete sobre migrações em massa, extremos climáticos e crises humanitárias — compondo um forte alerta político e ambiental. Após o lançamento houve uma roda de conversa sobre o filme.
“Eu fico imaginando essa disputa narrativa de futuro. A gente precisa imaginar nestes espaços de criatividade e só estamos conseguindo resistir e sobreviver. Eu quero outro futuro e o processo da IA é muito interessante porque ela mostra como seriam os vários caminhos. Eu gosto de inovação, de criatividade”, afirma Celina, estudante de tecnologia e inovação.
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