‘Que estranha forma de vida’ está em cartaz na Fatoflix

Documentário filma três comunidades que buscam superar o modo de vida capitalista.
Por Tatiana Carlotti
Que Estranha Forma de Vida (Portugal, 2015), do cineasta português Pedro Serra, traz o cotidiano de três experiências comunitárias que buscam superar o modo de vida capitalista, ancorado no consumismo, na concentração da propriedade, na desigualdade e na competição desenfreada, para construírem relações mais solidárias, civilizadas e integradas à natureza.
Alternando depoimentos em cada uma dessas experiências por três regiões entre Portugal e Espanha. No norte português, o documentário conta a experiência da ecoaldeia de Cabrum, uma comunidade que trabalha coletivamente, pratica agroecologia e recorre a energias não poluentes.
Já no sudoeste do país, Serra filma a experiência da Tamera, uma comunidade com décadas de existência e referência global em práticas de autossustentabilidade. Em Barcelona, o documentário traz o projeto Áurea Social ligado à Cooperativa Integral da Catalunha que construiu um sistema econômico próprio, com uma moeda comunitária, o Eco.
Ao conversar com os participantes dessas comunidades, Serra apresenta críticas ao modelo capitalista e predatório no qual vivemos, mostrando experiências, de fato, que buscam ultrapassá-lo, reinventando os modos de habitar e conviver no mundo.
Lançado em 2015, o filme recebeu prêmios no CINANTROP (Portugal) e no Planeta Doc (Brasil).

Tatiana Carlotti é repórter do Fórum 21 desde 2022. Também trabalha em Ópera Mundi e atuou por oito anos nos veículos progressistas Carta Maior (2014-2021) e Blog Zé Dirceu (2006-2013). Tem doutorado em Semiótica (USP) e mestrado em Crítica Literária (PUC-SP).
