One Art – sobre o genial poema de Elizabeth Bishop e seu uso, também genial, por Bruno Barreto

Por Paulo Nogueira Batista Jr.
No seu filme, “Flores Raras”, sobre o amor entre a poeta americana, Elizabeth Bishop, e a paisagista e arquiteta brasileira, Lota de Macedo Soares, o cineasta brasileiro Bruno Barreto, num lance brilhante, usa o poema “One Art” de Bishop para abrir e fechar seu filme. Na cena de abertura, Elizabeth lê para um amigo uma primeira versão, inacabada, incompleta do seu poema sobre a arte de perder. Na última cena, ela lê a versão acabada, magistral, sobre essa arte, a de perder, “que não é tão difícil de aprender”. Elizabeth precisou viver uma perda catastrófica – o suicídio de Lota – para escrever o seu poema irônico e dilaceradamente emotivo. O poema é realmente um espetáculo, cheguei a me emocionar ao lembrá-lo.

Economista, foi vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, estabelecido pelos BRICS em Xangai, de 2015 a 2017, e diretor-executivo no FMI pelo Brasil e mais dez países em Washington, de 2007 a 2015. Lançou no final de 2019, pela editora LeYa, o livro O Brasil não cabe no quintal de ninguém: bastidores da vida de um economista brasileiro no FMI e nos BRICS e outros textos sobre nacionalismo e nosso complexo de vira-lata. A segunda edição, atualizada e ampliada, começou a circular em março de 2021. E-mail: [email protected] / Twitter: @paulonbjr / Canal YouTube: youtube.nogueirabatista.com.br / Portal: www.nogueirabatista.com.br
