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Programas – de 17 a 24 de março

Programas – de 17 a 24 de março

Confira os destaques da programação cultural para o fim de semana e os próximos dias

*Dia 14 último foram relembrados os cinco anos de indefinição e silêncio na elucidação completa do assassinato à queima roupa da vereadora Marielle Franco e do seu motorista Anderson Pedro Gomes, no Centro do Rio de Janeiro. Apenas os executores estão presos aguardando julgamento. Mas e os mandantes do crime? Quem são – ou quem é ele? Onde eles estão? A pergunta que não vai calar é esta: quem mandou matar Marielle e Anderson? O programa é este: continuar perguntando e cobrando essa autoria hedionda.

*Nos meios editoriais fala-se sobre uma das principais tendências do ano de 2022: os bons livros de jornalismo investigativo sobre o bolsonarismo e seus desdobramentos. Entre os lançamentos, Poder Camuflado: os militares e a política – do fim da ditadura à aliança com o bolsonarismo, do jornalista pernambucano Fabio Victor. (Ed. Cia das Letras). Mostra como as relações que ajudam a explicar o bolsonarismo entre militares e a política sempre foram traumáticas; isto para dizer o mínimo.

*E também O Negócio do Jair, da jornalista Juliana Dal Piva onde ela demonstra a prática da corrupção e do autoritarismo simultâneamente. O volume é a reportagem de grande impacto de Juliana produzida em 2022.

*Um bom programa: ir ao Teatro Poeira, em Botafogo, Rio de Janeiro, para assistir Antígona, monólogo dirigido por Amir Haddad, com Andrea Beltrão, Premio de Melhor Atriz da Associação Paulista de Críticos Teatrais, em 2017 pelo seu trabalho nessa tradução de Millor Fernandes. Sessões de 5a. a sábado, às 21 hs e aos domingos, 19 hs.

*Economia no Cinema foi um curso montado e oferecido pelo professor e economista Fernando Nogueira da Costa como disciplina eletiva para os alunos do Instituto de Economia da Unicamp, no período de 2013 a 2019. Hoje, seus Programas, Bibliografias e Filmografias com hiperlinks se encontram disponíveis em https://bit.ly/3JnTzCA. Podem servir de guia para autodidatismo de quem quiser maratonar, aqui expressão usada no ”no sentido de adquirir cultura”, diz o professor.

*A primeira experiência do curso foi com Épicos, gênero de filme com uma interpretação cinematográfica do passado, e filmes com histórias de países significativos. Lendo a bibliografia e assistindo-os, pode-se aprender História e Economia. Eles ilustram com imagens o pesquisado pelos autores de livros indicados. ”Sugeriram a estória à imaginação ou à fantasia do criador artístico e é instrumento complementar de estudo”, observa o professor.

*A segunda experiência de Economia no Cinema foi debater respostas apresentadas pelo cinema brasileiro à pergunta-chave: Que país é este?

*Entre os filmes sugeridos: Nanook, o Esquimó, Tucker: Um Homem e Seu Sonho, Vontade Indômita, Tempos Modernos, O Homem do Terno Branco, As Vinhas da Ira, A Felicidade Não se Compra, o Sal da Terra, Síndrome da China.

*Dias festivos na cidade de Tiradentes, Minas Gerais, com a 12a. edição do já tradicional Festival de Fotografia que se estende até o próximo domingo, dia 19. Palestras, exposições, fotolivros em pauta. Um dos participantes é o grupo de 31 fotógrafos(as) do Ateliê Oriente, do Rio de Janeiro com a mostra Sonhar Futuro.

*A semana também celebrou a obra e o pensamento de Karl Marx que morreu em Londres há 140 anos deixando o legado de uma monumental obra marcando definitivamente a vida social humana. Descobrir o volume Antropologia, Economia e Marxismo – Uma visão Crítica, da antropóloga Maria Cecília Turatti é um programa interessante. O livro de Maria Cecília constitui uma retomada, oportuna nesses novos tempos de crítica e de crise, dos debates abortados especificamente no caso da antropologia econômica francesa de inspiração marxista. Maurice Godelier e Claude Meillassoux são autores estudados.

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*E leitura essencial, O Marxismo Hoje, do professor de História Econômica da USP Osvaldo Coggiola que divide a autoria desse trabalho com Michael Löwy, Jacob Gorender, Cláudio Katz e James Petras. Imperdível.

*De olho na 30ª edição do Festival de Cinema de Vitória: as inscrições para a seleção de curtas e longas-metragens estão abertas até o dia 10 de abril. Realizadores e realizadoras de todo o Brasil podem enviar seus filmes produzidos entre 2022 e 2023. O festival completa 30 anos e será realizado de 19 a 24 de setembro. Formulário oficial de inscrições, disponível em festivaldevitoria.com.br

*O mundo sem fim é o livro mais vendido na França em 2022. De Jean-Marc Jancovici e Christophe Blain, foi traduzido para o português por Bruno Ferreira Castro e Fernando Scheibe. A conversa bem humorada sobre o nosso mundo em transformação do leigo (Blain, o quadrinista) com Jean-Marc Jancovici (especialista na questão da energia e das mudanças climáticas) atravessa temas ecológicos, sociais e econômicos e chega à conclusão perguntando: a corrida pelo crescimento a todo custo é uma quimera? (Ed. Nemo).

*Outra leitura necessária: O aprendizado da força – A formação do soldado de Polícia Militar de São Paulo, (Ed. Alameda) de Thomas Machado Monteiro, jornalista e estudioso da antropologia e sociologia do policiamento. Como são formados nossos policiais? É a principal indagação que o trabalho pretende responder.

*Na apresentação deste importante trabalho, o professor Sergio Adorno, Coordenador Científico do Núcleo de Estudos da Violência/NEV da USP escreve: “Com o recrudescimento da violência urbana, acredita-se que isso ocorre porque as polícias não se encontram preparadas para contê-la dentro do estado de direito. Fala-se que a formação dos policiais não acompanhou mudanças na economia dos crimes e apresenta lacunas. Afinal, como são formados nossos policiais”?

*Programa saudável: abrir Plataforma de Filmes em Acesso AbertoVídeoSaúdeFiocruz disponibilizada pela Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. Estão lá, entre outras produções, O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível – A peleja de Noel Nutels; Saúde, Velho Chico! e Rey, ciência em defesa da vida. O acesso é gratuito.

*Sugestão de programa para fim de verão: ler ou reler Manual prático de levitação, vinte contos de José Eduardo Agualusa com ficção e realidade se confundindo. A coletânea, um dos volumes mais procurados nas livrarias do Leblon esta semana, foi selecionada pelo próprio autor para a edição brasileira e reúne contos originalmente publicados em revistas e jornais portugueses e angolanos além de incluir outros três inéditos em livro. O prefácio é do poeta Eucanaã Ferraz. (Ed. Gryphus).

(L.M.A.R.)
*As informações acima são fornecidas por editoras, produtoras e exibidoras.

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