BAHIA: Governo presente cuida da gente

Anielle Franco: “se cheguei até aqui, é por causa de Marielle e de minha mãe”

Anielle Franco: “se cheguei até aqui, é por causa de Marielle e de minha mãe”

A mídia internacional repercute hoje os 5 anos do assassinato de Marielle Franco e a renovação da esperança de resolução do caso, agora com Lula de volta à presidencia;  a viagem do presidente a terras indígenas na Amazônia, a tentativa de redução da influência das Forças Armadas na política brasileira e o escândalo das joias…

Nesta terça-feira, a mídia internacional relembrou um dos casos mais emblemáticos de violência política da historia recente do Brasil: o assassinato da vereadora Marielle Franco, que completa cinco anos sem resolução. O crime – que também vitimou o motorista de Marielle, Anderson Gomes –, chocou o mundo por sua brutalidade e motivação política, e levou à mobilização de setores da sociedade em busca de justiça. Agora, com a chegada de Lula ao poder, há uma renovação da expectativa de que o caso seja finalmente esclarecido.

O espanhol El País trouxe uma entrevista com a irmã de Marielle e hoje ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, em que ela afirma: “Se cheguei até aqui, é por causa de Marielle e de minha mãe”. O texto destaca o protagonismo de Anielle, eleita pela revista Time como uma das 12 mulheres do ano, no atual processo de transformação da democracia na América Latina, onde pessoas como ela e sua irmã estão abrindo brechas e ganhando espaço em um território antes dominado por homens brancos de classe média alta. Na entrevista, Anielle falou sobre diversos assuntos, entre eles o direito ao aborto e o lamentável legado de Jair Bolsonaro.  

O site Kaos en La Red publicou tradução de matéria do Brasil de Fato, com destaque para a fala da filha de Marielle, Luyara Santos: “As autoridades têm a obrigação de solucionar esse crime. Minha mãe deve ser lembrada pela sua mobilização da dignidade e contra as injustiças, não por um crime sem respostas”.

O site The Brazilian Report também enfatizou a irresolução do crime na matéria ‘Marielle Franco: cinco anos depois, assassinato continua sem solução’; a publicação relata que o presidente Lula pediu 1 minuto de silêncio em homenagem à vereadora durante uma reunião de gabinete nesta terça-feira, e fala da abertura de inquérito para apurar as circunstâncias dos assassinatos de Marielle e Anderson, anunciada pelo ministro da Justiça Flávio Dino no último mês. Na ocasião, Dino declarou que a resolução do caso era “questão de honra”.

Outros veículos, como Independent, Página/12, Nodal, Washington Post, Prensa Latina, Jacobin e Público, também repercutiram o assunto.

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A agência AP News distribuiu conteúdo informando sobre a primeira viagem de Lula a terras indígenas na floresta amazônica desde que assumiu a presidência, em 1º de janeiro. “Precisamos tentar regularizar rapidamente todas as terras cujos estudos (de demarcação) estão quase concluídos para que os indígenas possam tomar as terras que são deles”, disse o presidente, na 52ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima, na companhia de Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, e de Joenia Wapichana, presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

O argentino Página/12 também abordou a visita de Lula à região da Raposa Serra do Sol, e destacou declaração do presidente sobre os que afirmam que os povos indígenas são ocupantes ilegais de suas terras: “Quando dizem que os indígenas estão ocupando 14% do território nacional, eles deveriam lembrar que os índios tiveram 100% do território nacional. Portanto, não são os indígenas que estão ocupando 14%. São os outros que estão ocupando 86% de uma terra que era 100% dos indígenas brasileiros”.

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A agência Europa Press informou que o governo brasileiro está preparando uma proposta de emenda constitucional para tentar reduzir a influência das Forças Armadas na política brasileira, exacerbada nos últimos quatro anos, com a maioria de militares ocupando cargos de importância na gestão Bolsonaro. A proposta exige que militares que pretendam se candidatar a cargos políticos ou assumir ministérios, por exemplo, devem se desvincular das Forças Armadas ou passar para a reserva. Para ser aprovado, o texto ainda precisa do apoio de pelo menos 60% dos deputados e senadores.

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O ministro da Justiça do Brasil, Flavio Dino, disse a jornalistas que Jair Bolsonaro será convocado a depor no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de tentativa de entrada ilegal de joias no valor de 3,2 milhões de dólares. As informações são do português Público. “Temos indagações em curso, audiências a decorrer, e a dada altura, o antigo Presidente será intimado”, afirmou o ministro após um evento no Rio de Janeiro.

O La Nación, via Europa Press, destacou que  Bolsonaro declarou estar disposto a devolver as joias à Justiça e que aceita depor. “De acordo com o documento enviado à Delegacia de Crimes da Fazenda de São Paulo, o ex-presidente se colocou ‘à inteira disposição para cumprir as determinações em prol do esclarecimento da verdade'”, diz a publicação.

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