Brasil bate recordes em redução da fome e dos incêndios; Lula lidera pesquisa

Brasil bate recordes em redução da fome e dos incêndios; Lula lidera pesquisa

Insegurança alimentar severa despenca para 0,6% entre 2023-2025; queimadas na Amazônia reduzem de 15,8 milhões em 2024 para 3,1 milhões em 2025. Foto: Ricardo Stuckert / PR

POR TATIANA CARLOTTI

O Brasil registrou o menor índice de fome de sua história ao reduzir a insegurança alimentar severa para 0,6% da população no triênio 2023-2025, conforme a edição de 2026 do relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI), elaborado por agências das Nações Unidas, entre elas a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

O relatório confirma que o país permanece fora do Mapa da Fome, uma vez que a proporção de pessoas subalimentadas ficou abaixo de 2,5% da população. A redução representa uma queda superior a 91% em relação aos três triênios anteriores analisados pela FAO. Aproximadamente 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa.

O estudo também aponta melhora no acesso à alimentação saudável: a parcela da população que não consegue custear uma dieta adequada caiu de 31,2% em 2021 para 21,1% em 2025, enquanto o custo médio diário de uma alimentação saudável foi estimado em US$ 4,89 por pessoa, abaixo da média da América do Sul.

A FAO atribui parte desses resultados ao desempenho da economia brasileira, destacando fatores como o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a redução do desemprego, o aumento da renda média das famílias e a desaceleração da inflação dos alimentos. No cenário global, o relatório estima que 645 milhões de pessoas passaram fome em 2025, o equivalente a 7,8% da população mundial. (Prensa Latina)

Incêndios na Amazônia atingem menor nível histórico

A área queimada na Amazônia brasileira caiu em 2025 ao menor nível desde o início dos registros, em 1985, conforme levantamento divulgado pela rede de monitoramento MapBiomas. O relatório estima que cerca de 3,1 milhões de hectares foram atingidos pelo fogo no ano passado, frente aos 15,8 milhões registrados em 2024. Também em todo o Brasil houve queda expressiva, de 30 milhões para 12,7 milhões de hectares queimados. O resultado é considerado histórico.

Apesar da redução, quase metade da área queimada desde 1985 continua concentrada nos estados de Mato Grosso, Pará e Maranhão. A publicação destaca que os números reforçam os resultados das políticas ambientais implementadas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez da proteção da Amazônia uma das principais bandeiras de sua gestão. O balanço poderá fortalecer a campanha de reeleição de Lula nas eleições presidenciais de outubro, em um contexto internacional marcado pelo aumento dos incêndios florestais. Segundo a BBC, o MapBiomas adverte que o retorno do fenômeno El Niño poderá prolongar a estação seca e aumentar novamente o risco de incêndios florestais no país. (L´Humanité e BBC)

ELEIÇÕES

Big Data: Lula vence Flávio; cenário com Caiado registra empate técnico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida eleitoral para as eleições gerais de outubro, de acordo com pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data. No cenário estimulado para o primeiro turno, o petista aparece com 40% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 33%. A sondagem mostra ainda os demais concorrentes em patamares bem inferiores: Renan Santos registra 9%, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com 7%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, soma 2%. Os demais pré-candidatos citados pelo levantamento não ultrapassam 1% das preferências.

Veja Também:  Não é Milei, é o imperialismo!

Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula também aparece à frente de seus principais adversários. Contra Flávio Bolsonaro, venceria por 45% a 42%. Já diante de Renan Santos, o presidente alcançaria 44%, contra 35% do adversário, enquanto, em uma disputa com Romeu Zema, venceria por 44% a 38%. O levantamento também simulou um confronto entre Lula e Ronaldo Caiado. Nesse cenário, o presidente registra 43%, enquanto o governador goiano aparece com 44%, resultado considerado um empate técnico, dentro da margem de erro da pesquisa.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula também lidera com 34% das citações. O estudo avaliou ainda o índice de rejeição dos principais nomes da disputa: Flávio Bolsonaro lidera esse indicador, com 50% dos entrevistados afirmando que não votariam nele em nenhuma hipótese, seguido por Lula, com 48% de rejeição. (Prensa Latina)

Brasil registra quase 2 milhões de eleitores com deficiência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o Brasil terá quase dois milhões de eleitores com deficiência aptos a votar nas eleições gerais de outubro, o maior número já registrado pela Justiça Eleitoral. O total de 1,96 milhão de eleitores representa um crescimento de 42,5% em relação às eleições de 2022. O aumento é atribuído principalmente ao maior número de cidadãos que declararam sua condição durante a atualização do cadastro eleitoral.

Os dados mostram que a maior parte desse público está enquadrada na categoria “outros”, enquanto centenas de milhares declararam dificuldades de mobilidade, deficiência visual ou auditiva. O levantamento também identificou mais de 64 mil pessoas que relataram dificuldades específicas para exercer o direito ao voto. O TSE ampliou em 43% o número de seções eleitorais acessíveis e informou que os eleitores poderão solicitar transferência para locais adaptados até 20 de agosto. (Prensa Latina)

PDT oficializa apoio à reeleição de Lula

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante convenção realizada em Brasília. A decisão faz do PDT a primeira legenda a formalizar apoio ao presidente no início do período das convenções partidárias. Durante o encontro, dirigentes afirmaram que a escolha é estratégica e que o partido continuará defendendo suas próprias propostas.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que as eleições brasileiras terão importância para toda a América Latina e advertiu sobre o avanço da extrema direita em diferentes países. Lula também participou da convenção e defendeu a continuidade de um projeto voltado ao desenvolvimento, à democracia e à soberania nacional. Outras siglas da base governista, como PSB e a federação PSOL-Rede, também deverão oficializar apoio à candidatura do presidente nos próximos dias. (Prensa Latina)