Brasil oferece equipes de saúde e insumos à Venezuela após terremotos
Abalos sísmicos de escala 7,2 e 7,5 atingiram o país caribenho na noite desta quarta-feira (24); governo venezuelano registrou até agora (17h) 188 mortes, 1.520 pessoas feridas, 157 desaparecidas e estima que 200 estejam sob escombros. Lula expressou solidariedade e ofereceu ajuda humanitária (Imagem: reprodução vídeo/ redes sociais)
POR TATIANA CARLOTTI
O governo brasileiro colocou sua estrutura de assistência humanitária à disposição da Venezuela após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o país por volta das 18h (horário local), nesta quarta-feira (24). O Ministério da Saúde aguarda um pedido formal do governo venezuelano para enviar medicamentos, insumos hospitalares e profissionais da área da saúde ao país caribenho, informa a Agência Brasil.
O governo venezuelano registrou até agora (17h) 188 mortes, 1.520 pessoas feridas, 157 desaparecidas e estima que 200 estejam sob escombros. Cerca de 250 edifícios foram danificados especialmente no estado de La Guaira. Cerca de 2.927 famílias foram atingidas pela tragédia, informa a Agência Venezuelana Nacional.
A TeleSur destacou a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Caracas. “”Recebi com grande preocupação e consternação a notícia sobre os impactos causados pelo terremoto que atingiu a Venezuela nesta quarta-feira (24). Pedi ao Ministério das Relações Exteriores que avalie, juntamente com a Embaixada do Brasil em Caracas, a situação no país e as medidas de assistência que o Brasil possa adotar.”, declarou o líder brasileiro.
“Na recuperação das áreas afetadas deste país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência diante das adversidades”, acrescentou Lula. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguéz agradeceu o mandatário brasileiro pela solidariedade.
Norte brasileiro sentiu tremores
Os fortes terremotos também foram sentidos em várias cidades do Norte do Brasil, como Manaus (Amazonas), Belém e Santarém (Pará), Macapá e Cutias (Amapá), além de municípios de Roraima, reporta a russa RT.
O MST também manifestou solidariedade à Venezuela após os abalos sísmicos, informa a TeleSur. O movimento ressaltou que acompanha a situação com preocupação e reafirmou seu compromisso histórico de cooperação com o país vizinho. “Neste momento de dor, manifestamos nosso apoio às famílias das vítimas, às cidades, bairros e comunidades afetados, aos trabalhadores que enfrentam as consequências deste desastre e às equipes que trabalham para salvar vidas.”
Lula reconhece vitória de Espriella
Após o candidato do Pacto Histórico, Iván Cepeda, reconhecer a derrota nas eleições colombianas, realizadas no último domingo (21/06), o presidente Lula se manifestou e reconheceu a vitória do ultradireitista Abelardo de la Espriella. A diferença entre os candidatos foi de apenas 1% e marcada por várias denúncias de irregularidades, em particular, nos votos contabilizados no exterior.
Lula afirmou que manterá a cooperação com a Colômbia, informa a ANSA. “Parabéns ao povo colombiano pelo processo democrático e soberano, expresso nas urnas com a eleição de seu novo presidente, Abelardo de la Espriella, no último domingo. A amizade entre Brasil e Colômbia, que transcende ideologias, é fundamental para a superação de desafios comuns, como a preservação da Amazônia, o combate à pobreza e o combate ao crime organizado. Que trabalhemos juntos pelo bem do nosso povo”, declarou.
Brasil e China avançam na emissão de títulos panda
O portal chinês Global Times informa que o governo brasileiro protocolou o pedido para a emissão dos primeiros títulos soberanos “Panda” da América Latina. A iniciativa foi formalizada em Pequim durante reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Banco Popular da China (PBC), Pan Gongsheng.
A emissão transformará o Brasil no primeiro país latino-americano a acessar esse mercado por meio de títulos soberanos denominados em yuan. Segundo o governo chinês, a operação representa um novo estágio da cooperação econômica bilateral e reforça a aproximação entre duas economias do Sul Global, ampliando os mecanismos de financiamento, investimento e integração financeira.

Segundo Durigan, o Brasil pretende captar até 5 bilhões de yuans (cerca de US$ 735 milhões) com essa primeira emissão. A operação funcionará como um teste para facilitar o acesso de empresas brasileiras ao mercado financeiro chinês ampliando sua presença na segunda maior economia do mundo. (Foto: © Divulgação/MF)
Brasil vai crescer!
O Banco Central revisou para cima sua expectativa de crescimento da economia brasileira em 2026 e passou a projetar uma expansão de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), ante a estimativa anterior de 1,6%. A mudança é atribuída ao desempenho melhor do que o esperado da atividade econômica no primeiro trimestre e às perspectivas mais favoráveis para setores como a agropecuária e a indústria extrativa. A informação é da Agência Brasil e da Prensa Latina.
Segundo a autoridade monetária, o avanço da economia também reflete o fortalecimento da demanda doméstica, sustentado pelo consumo das famílias, pelos investimentos privados e por medidas de estímulo fiscal e de crédito. A inflação, afirma o relatório, continuará sendo o principal desafio da política monetária. De acordo com o Banco Central, os efeitos da guerra no Oriente Médio ainda pressionam principalmente os preços dos combustíveis e dos alimentos.
Teresa Leitão na liderança do governo no Senado
O presidente Lula nomeou nesta quinta-feira (25) a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado Federal. Ela substituirá Jacques Wagner na articulação da agenda legislativa do Executivo na Casa, conduzindo as negociações para a aprovação de projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto, como o fim da escala de trabalho 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
A mudança ocorre após Jacques Wagner deixar a liderança do governo, um dia depois de se reunir com Lula no Palácio da Alvorada. O senador, que é alvo da nona fase da Operação Zero Compliance, afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo com o presidente para que possa concentrar esforços na defesa de sua inocência e na preparação de seus futuros projetos políticos, entre eles uma possível candidatura à reeleição ao Senado, informa Prensa Latina.
Petrobras e combustíveis fósseis
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o Brasil precisará decidir como conciliar os compromissos climáticos assumidos internacionalmente com a dependência das receitas geradas pela exploração de petróleo.Segundo ela, abandonar rapidamente os combustíveis fósseis significaria abrir mão de uma importante fonte de recursos para financiar políticas públicas e investimentos. Chambriard afirmou que isso significaria “renunciar a 277 bilhões de reais em ingressos fiscais, porque eso fue lo que pagamos el año pasado”.
Segundo o La Jornada, as declarações evidenciam a posição adotada pelo governo brasileiro, que mantém investimentos em novas áreas de exploração petrolífera, inclusive na região da Margem Equatorial, próxima à foz do rio Amazonas. O presidente Lula tem sustentado que essas receitas ainda são essenciais para financiar o desenvolvimento econômico e a própria transição energética, destaca o jornal mexicano.
Crise na famiglia Bolsonaro
O pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, pretende importar o “modelo Bukele” e construir cinco prisões de segurança máxima no Brasil, informa a Reuters. Ele também prometeu endurecer as penas e adotar uma atuação mais rigorosa contra organizações criminosas. A reportagem destaca que, nos últimos meses, Flávio, o deputado federal Nikolas Ferreira e o ex-governador Romeu Zema viajaram a El Salvador para conhecer de perto o sistema de segurança implantado pelo governo de extrema direita do país.
Eles visitaram o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), considerado a principal vitrine da política de encarceramento em massa adotada por Bukele e criticado por diversas organizações, incluindo a ONU, por suas violações aos direitos humanos. A retórica linha dura, destaca a Reuters, segue a linha adotada por candidatos vitoriosos na América Latina, como Keiko Fujimori, no Peru, e Abelardo de la Espriella, na Colômbia.
Nesta quarta-feira (24/06), a madrasta do candidato bolsonarista, Michelle Bolsonaro, expôs uma crise familiar nas redes sociais. A cubana Prensa Latina reporta que a ex-primeira-dama acusou Flávio de tê-la humilhado, maltratado e excluído das decisões políticas do Partido Liberal (PL). Segundo ela, o primogênito do clã Bolsonaro tentou afastá-la das decisões partidárias:”ele me disse que seria melhor que eu me mantivesse fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política.”
Flávio pediu desculpas no mesmo dia à líder do PL Mulheres em nota. Nesta quinta-feira (25), o senador voltou ao tema: “em nenhum momento eu ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se, em algum momento, fiz isso, mais uma vez peço desculpas”, afirmou em vídeo disseminado nas redes sociais. “Tenho total convicção de que todos nós — eu, Michelle, Carlos e também a família inteira — temos o mesmo objetivo”, acrescentou.
Sobre o episódio confiram os comentários do economista Paulo Nogueira Batista Jr. e do jornalista Basílio Carneiro publicados no Fórum21.

Tatiana Carlotti é repórter do Fórum 21 desde 2022. Cobre política e cultura, confira aqui.
