Brasil registra menor taxa de homicídios de série histórica em 2024

Brasil registra menor taxa de homicídios de série histórica em 2024

Taxa de homicídios no Brasil chegou, em 2024, ao menor patamar desde o início da série histórica. Foram contabilizadas 20,1 mortes por 100 mil habitantes, queda de 7,4% em relação a 2023. (Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil)

POR TATIANA CARLOTTI

O Brasil registrou em 2024 a menor taxa de homicídios da última década, mas a redução da violência ocorreu de forma desigual entre regiões e grupos sociais. Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram contabilizados 42.590 homicídios no país em 2024, o equivalente a 20,1 mortes por 100 mil habitantes, queda de 7,4% em relação ao ano anterior.

A taxa de homicídios no Brasil chegou, em 2024, ao menor patamar desde o início da série histórica do Atlas da Violência, iniciada em 2014. A análise do período 2014-2024 revela que a taxa nacional de homicídios apresentou queda de 33,4%, com o número de homicídios diminuindo 29,6%.

Apesar da melhora geral, jovens, negros e mulheres continuam entre os grupos mais vulneráveis à violência letal. A população negra concentrou 77% das vítimas de homicídio no período. Segundo o levantamento, um cidadão negro teve 2,7 vezes mais chances de ser assassinado do que integrantes de outros grupos populacionais. Estados como Bahia, Pernambuco, Amapá e Alagoas aparecem entre os mais críticos nesse indicador.

Em relação às mulheres, o relatório reconhece que o Brasil atingiu em 2024 a menor taxa de homicídios femininos desde o início da série histórica, com 3.642 assassinatos. No entanto, observa-se que a violência doméstica permanece praticamente estável, indicando que os feminicídios não seguiram a mesma tendência de queda que outros crimes violentos. As mulheres negras também figuram como as principais vítimas. A taxa de homicídios nesse grupo foi 66,7% maior do que a de mulheres não negras.

O estudo também aponta que mais de 301 mil jovens entre 15 e 29 anos foram assassinados na última década. A violência juvenil segue fortemente associada ao uso de armas de fogo. O levantamento ainda registra aumento da violência contra indígenas, população LGBTQIAPN+, idosos e pessoas com deficiência. (Fonte: Prensa Latina e Agência Brasil).

Brasil envia ajuda humanitária à Bolívia em meio à crise social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (26/05) o envio de ajuda humanitária à Bolívia após uma conversa telefônica com o presidente boliviano Rodrigo Paz. Esta é a quarta semana de grandes protestos no país vizinho, após a escalada da crise política e social gerada pelo próprio governo Paz, que em pouco mais de seis meses conseguiu retirar direitos históricos do povo boliviano, tomando medidas neoliberais como o corte do subsídio aos combustíveis que levou a um aumento generalizado do custo de vida, além da volta do país como credor do FMI e sua participação no Escudo das Américas do presidente norte-americano, Donald Trump.

Em conversa com Lula, Rodrigo Paz solicitou diretamente o apoio ao Brasil, no curso de uma internacionalização do conflito interno que pressiona pela sua renúncia. A repressão de Paz já levou à morte e prisão de manifestantes. O governo brasileiro, em sua resposta, defendeu que autoridades e movimentos sociais priorizem o diálogo político e evitem uma escalada da violência. Lula afirmou que as divergências precisam ser solucionadas por meios pacíficos para preservar a estabilidade social em um momento de forte tensão interna.

Durante a ligação, Paz pediu a Lula que seja um interlocutor capaz de estabelecer pontes entre os manifestantes e o governo que, além da repressão, vem sendo criticado por não abrir negociações com as organizações e por tentar deslegitimar os protestos, classificando-os como ações antidemocráticas. (Fontes: Ámbito, Prensa Latina, La Política Online)

Cooperação acadêmica Brasil-África

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação da cooperação acadêmica entre Brasil e países africanos durante a abertura do I Fórum de Reitores Brasil-África, realizado em Brasília. O encontro reúne representantes universitários dos dois continentes para ampliar intercâmbios científicos, tecnológicos e educacionais. Lula afirmou que Brasil e África possuem “muito a construir juntos” e destacou a existência de 235 acordos de cooperação entre universidades brasileiras e africanas. O presidente defendeu o fortalecimento da cooperação Sul-Sul como instrumento estratégico para inovação e desenvolvimento. Uma das propostas apresentadas pelo governo brasileiro é o conceito de “universidades irmãs”, iniciativa voltada à ampliação da mobilidade estudantil e ao fortalecimento de pesquisas conjuntas. O fórum reúne 70 reitores brasileiros e 64 africanos. (Fonte: Prensa Latina)

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Audiovisual

O governo Lula anunciou a criação do Programa da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro, que integra a política da Nova Indústria Brasil (NIB), lançada para impulsionar segmentos produtivos por meio de financiamento, incentivos e apoio estatal. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o plano busca estruturar uma política pública permanente para o audiovisual, ampliando o acesso a crédito e estimulando investimentos em produção, distribuição e internacionalização de conteúdos brasileiros.

O ministro Márcio Elias Rosa destacou o peso econômico da atividade, afirmando que, para cada R$ 10 milhões produzidos pelo setor audiovisual, são gerados aproximadamente R$ 12 milhões no Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, a indústria audiovisual representa cerca de 0,6% da economia brasileira e possui impacto semelhante ou superior ao de segmentos industriais tradicionais. O lançamento oficial está previsto para 30 de maio, no Rio de Janeiro, com participação de Lula. (Fonte: Prensa Latina)

Inteligência artificial e investimentos tecnológicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um alerta sobre os impactos da desinformação política e do uso indevido da inteligência artificial durante cerimônia de entrega de 576 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Manaus, no Amazonas, que beneficiará aproximadamente duas mil pessoas.

Segundo Lula, parcelas mais vulneráveis da população continuam sendo frequentemente afetadas por campanhas baseadas em promessas falsas e manipulação política. Ele demonstrou preocupação com ferramentas de inteligência artificial capazes de manipular imagens, áudios e conteúdos digitais. Ao defender maior responsabilidade dos eleitores, Lula argumentou que a população precisa aprender a distinguir fatos reais de informações manipuladas. O presidente também sustentou que o debate sobre regulamentação digital deve envolver Congresso Nacional, instituições públicas e diversos setores da sociedade. (Fonte: Prensa Latina)

O governo brasileiro também anunciou um aporte de R$ 3,1 bilhões para ampliar investimentos ecológicos na Amazônia por meio do programa Eco Invest, estratégia criada para estimular iniciativas sustentáveis e fortalecer a chamada bioeconomia na maior floresta tropical do planeta. A iniciativa integra a política ambiental lançada pelo governo federal após a COP30. Os recursos financiarão projetos ligados ao turismo sustentável, infraestrutura regional e atividades econômicas voltadas ao aproveitamento de recursos naturais sem destruição da floresta. Cooperativas locais produtoras de alimentos amazônicos, como açaí e castanha-do-pará, também deverão receber financiamento. (Fontes: Ámbito)

Estudo aponta desigualdades persistentes entre jovens brasileiros

Um estudo divulgado no Brasil identificou 13 perfis de jovens particularmente expostos a desigualdades sociais, econômicas e educacionais, revelando obstáculos persistentes relacionados à pobreza, violência, exclusão social e dificuldades de acesso a direitos básicos. A pesquisa “Juventudes Brasileiras Minorizadas” analisou a situação de grupos como jovens negros, indígenas, quilombolas, moradores de áreas rurais, população LGBTQIAPN+, adolescentes submetidos ao trabalho infantil, mães jovens, refugiados e pessoas com deficiência. Segundo dados utilizados pelo levantamento, o Brasil possui mais de 46 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. Desse total, cerca de 7,9 milhões estão fora da escola sem concluir a educação básica. O estudo também aponta que quase 12 milhões vivem em situação de pobreza. (Fonte: Prensa Latina)

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