Lula rumo ao 4o mandato enfoca a soberania nacional
Lula: “Se eu vencer essas eleições, será como se fosse minha quarta Copa”
O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão empatados na corrida para a eleição presidencial de outubro, segundo pesquisa da Nexus/BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira. O senador de direita reduziu a diferença em relação ao atual presidente, de esquerda. Em um segundo turno simulado, Lula receberia 46% do apoio dos eleitores, contra 45% de Bolsonaro. A pesquisa da Nexus realizada em 27 de julho mostrava Lula à frente de Bolsonaro por 47% a 43%. Em um cenário de primeiro turno, Lula lideraria com 41% dos votos, seguido por Bolsonaro (37%), Ronaldo Caiado (5%), Renan Santos (4%) e Romeu Zema (3%). A pesquisa anterior mostrava Lula com 42% e Bolsonaro com 33% no primeiro turno. A Nexus entrevistou 2.002 pessoas entre 31 de julho e 2 de agosto; margem de erro de 2 pontos percentuais. (Reuters) (La Nación)
A convenção que oficializou a candidatura de Lula (foto de Ricardo Stuckert) no domingo à reeleição e ao 4.o mandato foi objeto de reportagem de inúmeros veículos de comunicação estrangeiros. Seguem alguns títulos:
“No Brasil, Lula busca um quarto mandato, com a sombra de Trump” (Mediapart)
Al Jazzeara: “Lula, do Brasil, lança candidatura ao quarto mandato e enfoca a soberania nacional. Lula tem procurado usar a relação da família Bolsonaro com Trump para apresentar a eleição como uma escolha entre a independência nacional e a submissão a interesses estrangeiros.”
France24: “Em sua sétima campanha eleitoral, o presidente do Brasil enfoca a soberania”
South China Morning Post: “Aos 80 anos, Lula, do Brasil, lança campanha para um quarto mandato para enfrentar o filho de Bolsonaro. Ícone da esquerda promete proteger minerais essenciais do controle estrangeiro, à medida que se aproxima a disputa eleitoral contra o rival de extrema direita.”
Lula da Silva: “Se eu vencer essas eleições, será como se fosse minha quarta Copa. O presidente, que lidera as pesquisas contra Flávio Bolsonaro, mostrou um perfil mais combativo. “A guerra começa agora”, disse ele, de olho nas eleições de outubro. “Quero estar preparado para que ninguém invada este país para levar embora este presidente”, acrescentou, em alusão à captura de Maduro. Página12
INFLUÊNCIA DE ISRAEL NAS ELEIÇÕES
A publicação Middle East Eye traz artigo sobre a influência de Israel em eleições. Da Escócia à França, e da Colômbia a Honduras, empresas israelenses estão recorrendo a táticas obscuras para garantir a vitória de candidatos pró-Israel. Isso inclui enormes redes de bots, a disseminação de desinformação sobre candidatos pró-palestinos e a manipulação das redes sociais. Assim como no caso da indústria de spyware, o mundo reage com paralisia e medo.
No Brasil, a situação pode se repetir, com o candidato à presidência Flávio Bolsonaro — filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — lançando sua campanha com o apoio de Netanyahu. É justo supor que hackers eleitorais israelenses estarão trabalhando dia e noite para apoiar a campanha de Bolsonaro e sabotar o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na reta final para as eleições gerais de outubro.
APOSTAS
O governo brasileiro votará em breve a aprovação de um projeto de lei que poderá proibir os jogos de cassino online no país. O projeto de lei PL 2.258/2026 foi apresentado em maio pelo deputado Paulo Pimenta – do Partido dos Trabalhadores (PT), partido no poder – e visa reformular a Lei das Apostas, que rege os jogos de azar online no Brasil desde 1º de janeiro de 2025. Caso o projeto seja aprovado, o “quadro regulatório dos jogos de azar no Brasil proibirá jogos de cassino online cujos resultados sejam gerados por sistemas eletrônicos ou algoritmos”, informa a SBC News. (Independent)
COPOM
O Banco Central do Brasil deve reduzir as taxas de juros pela quarta vez consecutiva em sua reunião de 5 de agosto, segundo uma pesquisa da Reuters, com as preocupações com a inflação impedindo uma redução mais rápida de uma das taxas básicas de juros mais altas entre as principais economias.
Analistas afirmaram que os formuladores de políticas, diante de uma economia em crescimento modesto e de um governo com margem fiscal limitada devido ao alto custo dos empréstimos, provavelmente evitarão dar pistas sobre o caminho a seguir. A Selic está em 14,25% ao ano. (Reuters)
MILEI DE NOVO
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar Lula no último domingo (2), chamando-o de “ladrão” e “corrupto”. As novas declarações reforçam as críticas que já haviam provocado uma crise diplomática entre os dois países na semana passada. “Ele é ladrão, é corrupto; foi condenado por roubo e corrupção, esteve preso, então é verdade que podemos falar dele como um ex-presidiário”, afirmou Milei em entrevista ao canal LN+. (La Nación)

Jornalista, ex-Folha, Reuters e Valor Econômico.
