Haddad: Mercado financeiro está “chateado” com o governo Lula porque “deu certo” – Financial Times

Haddad: Mercado financeiro está “chateado” com o governo Lula porque “deu certo” – Financial Times

O Financial Times publicou no domingo entrevista exclusiva com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Falamos sobre como o Brasil está numa posição privilegiada no cenário global e a importância de parceiros históricos como China e EUA.”

Na entrevista ao jornal britânico, Haddad evitou responder diretamente sobre o déficit fiscal brasileiro e comentou sobre a “chateação” do mercado com o governo Lula. Quando questionado se o governo tinha o déficit sob controle, o ministro comparou sua função a um piloto de Fórmula 1. “Você não liga para ele e pergunta se tudo está sob controle”, disse Haddad. “Acho que temos uma boa equipe, um bom carro e, quem sabe, talvez até um bom piloto”, declarou. O jornal destacou projeções do FMI que indicam aumento da dívida bruta brasileira de 87,6% do PIB em 2024 para 97,6% em 2029.

No cenário internacional, Haddad comentou o fato de o Brasil não ter sofrido medidas exclusivas americanas apesar das críticas às taxas brasileiras. O ministro citou o superávit norte-americano de US$ 7,4 bilhões na balança comercial com o Brasil como fator que explica a ausência de retaliações. “Não vejo nenhuma chance de escolher um lado”, declarou Haddad sobre as relações com China e EUA, principais parceiros comerciais do Brasil. Ele destacou o “excelente relacionamento bilateral” com os chineses e a “parceria histórica” com os americanos.

O ministro mencionou o acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado em dezembro de 2024. O acordo elimina tarifas em 90% do comércio bilateral, mas enfrenta resistência de países como França e Polônia.  Haddad também afirmou que o mercado financeiro está “chateado” com o governo Lula porque “deu certo”. O ministro disse que gestores que apostaram contra o governo após a vitória eleitoral de 2022 “perderam dinheiro”. (com Poder360)

BOLSONARO / LE PEN

Bolsonaro opinou sobre a decisão judicial que proibiu a líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen de concorrer a cargos públicos por cinco anos. Ele disse que se tratava de “ativismo judicial de esquerda”. Nesta segunda-feira, Le Pen foi condenada por peculato em uma decisão que a tirou da corrida presidencial de 2027, a menos que ela consiga obter um recurso. “Essa decisão é claramente um ativismo judicial de esquerda. Onde quer que a direita esteja presente, a esquerda e o sistema trabalharão para tirar seus oponentes do jogo”, disse Bolsonaro em uma entrevista exclusiva à Reuters.

“Aqui e na França, isso é pura guerra jurídica”, acrescentou. “Parece que esse movimento está se espalhando pelo mundo. A esquerda encontrou uma maneira fácil de se perpetuar no poder usando o ativismo judicial.”

Aliados na França e líderes de extrema-direita de países europeus, incluindo Itália, Espanha e Holanda, uniram-se para condenar a decisão como um exagero judicial.

O texto lembra que Bolsonaro é réu por comandar a tentativa de golpe de Estado em janeiro de 2023.(Independent)

BOLSONARO / ANISTIA

O Brasil tem sido foco político-judicial desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou Jair Bolsonaro réu em 26 de março, deixando-o sujeito a uma possível sentença de prisão de até 28 anos. A tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 é uma certeza para os cinco juízes que votaram na aceitação da denúncia contra o ex-presidente de extrema direita. Pressionado pela possibilidade certa de ir para a prisão, o ex-militar ainda tem uma carta no baralho para jogar: a anistia que várias forças aliadas ao Congresso estão pleiteando, para que os crimes dos quais ele é acusado fiquem impunes. Tentativa de depor um governo legitimamente constituído por meio de violência ou grave ameaça; tentativa de abolir o estado democrático de direito e integrar, promover ou financiar uma organização criminosa. As acusações contra o ex-presidente são muito graves.

Veja Também:  Brasil aplica reciprocidade e retira credenciais de agente dos EUA

Em São Paulo, o líder do PSOL, uma força de esquerda aliada ao PT, Guilherme Boulos, disse do Congresso onde é deputado: “O projeto de anistia apresentado aqui abrange todos os atos desde 30 de outubro da eleição até depois de 8 de janeiro de 2023. Em outras palavras, uma anistia a Bolsonaro, se aprovada no Congresso Nacional, tornaria invisível a possibilidade de julgamento pela Justiça Federal e esses crimes não seriam mais considerados por causa dessa lei de anistia. A situação é grave. Está ameaçando a democracia. É muito importante que as pessoas se mobilizem para deixar claro que a sociedade brasileira não aceite a anistia”. (Página 12)

GREVE DE ENTREGADORES

A greve dos entregadores brasileiros começou nesta segunda-feira (31/03) e durará pelo menos até terça. Milhares de entregadores foram às ruas em dezenas de estados do país, protestando contra as condições precárias de trabalho a que são submetidos pelas grandes empresas que controlam o mercado. As principais reivindicações da greve são: o aumento do valor mínimo de cada entrega para 10 reais, bem como o pagamento adicional de 2,5 reais para cada quilômetro extra; a limitação do raio de entrega por bicicleta a 3 km; o pagamento integral de cada pedido quando eles forem integrados na mesma remessa. (Izquerda web)

JUROS X INFLAÇÃO

O diretor do Banco Central do Brasil, Nilton David, sinalizou na segunda-feira que os formuladores de políticas monitorarão as expectativas de inflação ao determinar seus próximos passos, prevendo que a inflação permanecerá persistente nos próximos meses.

No início deste mês, o BC elevou as taxas de juros em 1% pela terceira vez consecutiva, mantendo a orientação anterior, e previu um aumento menor em maio. A decisão foi tomada com “forte convicção” de que o ciclo de aperto não havia terminado, mas que o próximo passo deveria ser de menor magnitude, disse o diretor de política monetária do banco em um evento organizado pelo Itaú BBA. “Foi mais apropriado para nós dar essa sinalização para garantir uma saída mais suave da orientação futura”, disse David.

A principal questão agora é como os próximos meses se desenrolarão, com a expectativa de que as leituras de inflação permaneçam altas nos próximos três a cinco meses, disse ele, acrescentando que os formuladores de políticas também monitorariam de perto as expectativas de inflação do mercado e o comportamento dos agentes econômicos. (Reuters)

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad  / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Tagged: , , ,