Lula anuncia atual secretário da Fazenda para substituir Haddad

Lula anuncia atual secretário da Fazenda para substituir Haddad

Dario Durigan foi anunciado nesta quinta (19) como ministro no lugar de Fernando Haddad que sai do governo para disputar São Paulo. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

POR TATIANA CARLOTTI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan será o novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixará o cargo para disputar as eleições estaduais. O anúncio foi feito de maneira informal durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, quando Lula cumprimentava as autoridades presentes. Ao apresentar Durigan, Lula declarou: “Quero cumprimentar o companheiro Dario Durigan. Ele será o substituto do Haddad no Ministério da Fazenda. Pode olhar para a cara dele, que é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”.

Lula destacou para elogiar Haddad no comando da equipe econômica. “Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou o presidente. Mais cedo, o ministro havia confirmado que deixaria o cargo: “Hoje é um dia especial, um dia que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”. A expectativa é que ele anuncie sua pré-candidatura ao governo paulista em evento ao lado de Lula, em São Bernardo do Campo.

No balanço de sua gestão, Haddad destacou a articulação com o Congresso e a cooperação entre União, estados e municípios. “O apoio do Congresso e a reconstrução do pacto federativo foram fundamentais para corrigir distorções tributárias e permitir crescimento com inclusão”, disse, ao citar entre as obras de sua gestão a isenção do Imposto de Renda, a tributação de rendas mais altas e o aumento dos investimentos públicos.

Quem é o novo ministro?

Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda e principal articulador político da equipe econômica, é formado em Direito e já passou pela Advocacia-Geral da União (2010-2011), atuou como assessor jurídico na Casa Civil (2011 e 2015) e na gestão Haddad na Prefeitura de São Paulo (2015 e 2016). Ele também atuou na Meta Platforms, que controla o Facebook e Instagram, onde foi responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil. A informação é da Reuters e Agência Brasil.

Operação policial deixa ao menos oito mortos em favelas do Rio

A EFE informa que ao menos oito pessoas morreram durante uma operação policial contra o narcotráfico em favelas da região central do Rio de Janeiro. A ação, realizada pelo batalhão de operações especiais, teve como um de seus principais alvos Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, apontado pelas autoridades como um dos líderes do tráfico no Morro dos Prazeres. Jiló era acusado de ter participado do assassinato do turista italiano que entrou por engano em uma favela em 2016. Ele foi morto durante a operação que mobilizou mais de 150 agentes. Escolas na região foram fechadas e linhas de ônibus tiveram o serviço suspenso.

Brasil rejeita classificar facções como terroristas, diz Mauro Vieira

A teleSUR repercute a fala do chanceler Mauro Vieira sobre a oposição do governo brasileiro à possibilidade de os Estados Unidos designarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Em audiência numa comissão da Câmara dos Deputados, o ministro deixou claro que já transmitiu essa posição em conversas com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Ele disse que o Brasil não pode aceitar essa classificação por “imperativo legal”, advertindo que tal enquadramento teria implicações graves, inclusive sobre empresas e instituições brasileiras, além de abrir margem para ações mais agressivas por parte de Washington.

A reportagem lembra que Washington tem a intenção de declarar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, os EUA já adotaram essa classificação para várias organizações criminosas em países como Colômbia, Venezuela, México e El Salvador.

Outro tema sobre o país que ainda repercute é a queda da Selic para 14,75%, primeiro recuo em quase dois anos. France 24 destaca que a decisão já era defendida pelo governo Lula, que desde o início de seu atual mandato tem cobrado. A Selic vinha sendo mantida em 15% desde junho de 2025, após sete altas consecutivas. A redução anunciada nesta quarta-feira foi de 0,25 ponto percentual e coincidiu com as projeções da maioria das instituições financeiras.

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Pentágono diz que ataques a “narcolanchas” na América Latina são “só o começo”

O Resumen Latinoamericano traz uma reportagem sobre as declarações do subsecretário interino de Guerra para a Defesa Nacional e as Américas dos Estados Unidos, Joseph M. Humire, que afirmou que os ataques contra supostas “narcolanchas” na América Latina são “solo el comienzo”. A fala foi feita durante uma audiência no Comitê de Serviços Armados da Câmara de Representantes. A declaração sugere uma ampliação do escopo da chamada Operação Lança do Sul, apresentada pelo Pentágono como parte do combate ao narcotráfico. Diante das críticas de parlamentares democratas, o funcionário do Pentágono sustentou que as missões estão “salvando vidas estadounidenses”.

Lula analisa plano de modernização militar de quase US$ 90 bilhões

La Política Online informa que o Exército brasileiro apresentou ao governo um plano de modernização militar estimado em US$ 87,78 bilhões, valor que se aproxima de US$ 90 bilhões, para investimentos até 2040. A proposta inclui a compra de drones, blindados, sistemas de defesa antiaérea e mísseis, com foco em ampliar a capacidade dissuasória do país, e ganhou impulso depois da declaração de Lula ao lado do presidente sul-africano Cyril Ramaphosa: “É preciso se preparar caso queiram nos invadir”.

Racismo e transfobia na Alesp

A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) fez comentários transfóbicos e encenou um gesto classificado como racista ao pintar o rosto de preto durante discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, informa Resumen Latinoamericano. O episódio ocorreu quando ela criticava a eleição da deputada federal Erika Hilton para a presidência da Comissão de Mulheres da Câmara dos Deputados. “Eu, sendo branca, tendo vivido como branca, agora, aos 32 anos, decido me maquiar, vestir como uma pessoa negra, maquiando-me e deixando ver só a minha aparência. E aqui eu pergunto, e agora? me tornei negra?”, afirmou, pintando o rosto.

A deputada Mônica Seixas (PSOL) pediu a suspensão da sessão e denunciou o que chamou de prática racista e transfóbica, mas o presidente da sessão, Fábio Faria de Sá (Podemos), recusou o pedido e manteve os trabalhos, informa o Resumen Latinoamericano. A deputada Beth Sahão (PT) disse que a deputada “expressa todo seu racismo e transfobia em seus dicursos. Ambas condutas são delitos”. Parlamentares do PT e do PSOL articulam uma representação no Conselho de Ética da Alesp para pedir sanções contra Fabiana.

Uma reportagem publicada, na sequência pelo UOL, informou que Fabiana Bolsonaro se declarou “parda” à Justiça Eleitoral nas eleições de 2022, conforme dados do DivulgaCand, plataforma do TSE. Ela teria recebeu R$ 1.593,33 do Fundo Eleitoral destinado a candidatos negros.

Bolsonaro melhora, mas segue na UTI sem previsão de alta

A ANSA informa que Jair Bolsonaro apresentou nova melhora clínica, mas permanece internado na unidade de terapia intensiva do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. O boletim médico foi divulgado nesta quinta-feira (19). O quadro é de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. A defesa de Bolsonaro sustenta que ele deveria cumprir pena em regime domiciliar humanitário. O pedido foi protocolado no Supremo Tribunal Federal, enquanto o ex-presidente permanece hospitalizado sob escolta e em acompanhamento intensivo.

Mulheres do MTST bloqueiam avenidas em São Paulo contra feminicídio

O Resumen Latinoamericano informa que mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) bloquearam quatro avenidas importantes da cidade de São Paulo na manhã desta quinta-feira (19), em protesto contra a violência de gênero. A ação integra a Campanha Nacional pelo Fim do Feminicídio, realizada simultaneamente em quatro estados. Foram fechadas as avenidas do Estado, Tiradentes, Vital Brasil e Tancredo Neves. Com cartazes e intervenções, as manifestantes denunciaram o aumento recorde dos feminicídios e cobraram políticas públicas mais efetivas de proteção às mulheres.

O número de vítimas de feminicídio no estado de São Paulo cresceu 96,4% em quatro anos, na comparação entre 2021 e 2025. Em todo o país, no mesmo período, o aumento foi de 14,5%.