Lula anuncia R$ 30 bi para empresas afetadas por tarifaço e promete reação internacional

Lula anuncia R$ 30 bi para empresas afetadas por tarifaço e promete reação internacional

O presidente Lula lançará nesta quarta-feira (13) um pacote emergencial de R$ 30 bilhões para socorrer empresas brasileiras atingidas pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, em um gesto que reforça a disposição do Brasil de não se curvar ao protecionismo norte-americano. A medida provisória dará prioridade a pequenas companhias e exportadores de alimentos perecíveis, máquinas e outros setores vulneráveis, preservando empregos e incentivando a busca de mercados alternativos. Lula também prometeu apoiar empresários na contestação das taxações na Justiça dos EUA. Segundo o ministro Fernando Haddad, os recursos virão de crédito extraordinário, fora do limite fiscal, e foram definidos após diálogo direto com representantes do setor produtivo.

TARIFA DOS EUA AFETA SETOR DE LARANJA

O governo dos Estados Unidos anunciou tarifa de 50% sobre subprodutos do suco de laranja brasileiro e de 10% sobre o suco in natura. Produtores estimam perdas de até R$ 1,54 bilhão, afetando a exportação de bebidas e a indústria de cosméticos. A medida ocorre em meio à escalada protecionista de Washington e aumenta a pressão para que o Brasil articule respostas no âmbito dos BRICS e de outros parceiros estratégicos. Analistas apontam que, diante do peso brasileiro na produção global de cítricos, a tarifa tende a provocar impacto no mercado internacional e fortalecer a retórica de defesa de novas moedas de referência comercial (Reuters).

BRASIL–CHINA AMPLIAM PARCERIA ESTRATÉGICA

O presidente Lula conversou por telefone com Xi Jinping nesta segunda-feira (11), reafirmando o compromisso de Brasil e China com o fortalecimento dos BRICS e do G20. Entre os pontos discutidos estão novos acordos em saúde, petróleo, satélites e economia digital, que devem ganhar destaque na COP 30, em Belém. A conversa também abordou a ampliação do comércio bilateral e a coordenação de respostas conjuntas a medidas protecionistas dos Estados Unidos, reforçando a estratégia brasileira de diversificar parcerias e reduzir a dependência de moedas e mercados ocidentais. Xi afirmou que Brasil e China podem servir como modelo de autossuficiência para o Sul Global, enquanto Lula ampliou sua ofensiva diplomática com líderes como Putin e Modi para articular apoio frente ao tarifário norte-americano (Reuters, Al Jazeera, El País).

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CÂMARA ADIA VOTAÇÕES DE FORO PRIVILEGIADO E ANISTIA

A votação da PEC que extingue o foro privilegiado e do projeto que anistia envolvidos nos atos de 8 de janeiro foi adiada, após impasse entre líderes partidários e ameaça de obstrução. A decisão adia medidas vistas como essenciais para fortalecer a responsabilização institucional, evidenciando as dificuldades do governo em avançar sua pauta no Legislativo. O tema, sensível no debate público, deverá retornar à agenda após a base governista consolidar apoio mínimo para aprovação (BBC).

OPOSIÇÃO RADICALIZA E BLOQUEIA PAUTAS NA CÂMARA

Após o adiamento da PEC do foro privilegiado, parlamentares de oposição anunciaram que vão obstruir as próximas votações. O movimento, que inclui manobras regimentais para atrasar projetos, aprofunda o impasse político e dificulta a tramitação de medidas consideradas estratégicas pelo governo. A estratégia integra um conjunto de ações coordenadas por partidos de oposição para desgastar a base governista e pressionar a pauta do Legislativo (El País).

PROTEÇÃO INFANTIL NA INTERNET É BARRADA POR PROTESTO

O projeto de lei que cria regras para proteção de crianças e adolescentes na internet foi interrompido após ocupação da Mesa Diretora por parlamentares da oposição. A interrupção, que adiou a votação, expôs como disputas políticas vêm travando iniciativas voltadas à garantia de direitos fundamentais. O texto, que previa mecanismos de segurança e responsabilidade das plataformas digitais, será retomado em grupo de trabalho para ajustes e tentativa de consenso (CNN).

DEBATE SOBRE O DÓLAR GANHA NOVOS CAPÍTULOS

Ganhou repercussão a reação de setores da mídia à defesa, pelo governo brasileiro, de alternativas ao dólar no comércio internacional. Enquanto críticos afirmam que a proposta fragilizaria a relação com os Estados Unidos, defensores apontam para os ganhos de autonomia financeira e maior alinhamento com o Sul Global. A discussão ocorre em paralelo à fraqueza recente da moeda norte-americana e ao avanço de propostas de desdolarização no âmbito dos BRICS e de países emergentes, como indicam as declarações recentes de Lula (El País).

*Imagem em destaque: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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