Lula chama Marco Rubio de inimigo da América Latina

“Vamos vender para outra pessoa”, diz Lula sobre novo tarifaço.
Lula chamou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de “inimigo da América Latina” e criticou os aliados de Bolsonaro por apoiarem as medidas de pressão dos EUA contra o Brasil. O presidente brasileiro descreveu o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como “um inimigo da América Latina”, após novas ameaças de imposição de tarifas por parte de Washington. Ele também acusou os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar a interferência estrangeira no Brasil ao endossarem as medidas de pressão dos EUA contra o país. Em discurso durante um evento público no estado de Goiás, Lula disse ter transmitido suas objeções às políticas dos EUA diretamente ao presidente Donald Trump durante uma reunião de três horas.
“Ele é anti-América Latina. É um inimigo mortal de Cuba e de vários outros países latino-americanos”, disse Lula. O texto lembra: Lula rejeitou a classificação dos EUA de gangues criminosas brasileiras como terroristas. (Telesur)
“Vamos vender para outra pessoa”: Lula mostra-se desafiador após o governo Trump propor tarifas de 25% sobre o Brasil. (AP)
O governo brasileiro expressou “profundas divergências” em relação à proposta dos Estados Unidos de novas tarifas ligadas ao trabalho forçado em um comunicado divulgado na quarta-feira, afirmando que a medida distorce a questão da proteção das condições de trabalho para justificar medidas unilaterais e protecionistas. A proposta de tarifas de até 12,5% sobre importações de 60 economias, incluindo o Brasil, surgiu depois que o governo Trump determinou que elas não haviam conseguido coibir o comércio de bens produzidos com trabalho forçado, uma afirmação que foi rejeitada pelos parceiros comerciais dos EUA. (Reuters/France 24)
PIX É NOSSO
O Congresso está analisando a possibilidade de incorporar à Constituição o sistema de pagamentos PIX, uma das plataformas financeiras mais utilizadas do país, após as questionamentos levantados pelos Estados Unidos no contexto de um possível aumento das tarifas. (Ansa)
INFLAÇÃO
O Banco Central do Brasil está observando que as pressões decorrentes da demanda estão contribuindo para a inflação, afirmou o presidente Gabriel Galipolo nesta quarta-feira, destacando medidas que excluem choques de oferta, como aqueles relacionados ao conflito com o Irã.
O nível de inflação impulsionado pela demanda é incompatível com o cumprimento da meta de 3% pelo banco, disse ele. Falando por videoconferência em um fórum em Lisboa, Galipolo afirmou que a inflação dos serviços, que é um indicador sensível no mercado interno, tem refletido uma economia resiliente, com taxas de desemprego historicamente baixas, rendimentos em níveis recordes e um crescimento salarial que supera a produtividade, além de um consumo sustentado pelo crédito. (Reuters)
Na imagem, o presidente Lula durante reunião ministerial no Palácio do Planalto na quarta-feira (03/06) / Ricardo Stuckert / PR

Jornalista, ex-Folha, Reuters e Valor Econômico.
