Lula confirma Alckmin como vice e se despede de ministros

Lula confirma Alckmin como vice e se despede de ministros

Vice-presidente deixa comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para entrar na disputa eleitoral. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

POR TATIANA CARLOTTI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira (31/03) que Geraldo Alckmin será novamente seu candidato a vice-presidente nas eleições de outubro, reforçando a continuidade da aliança que garantiu a vitória em 2022.

Nesta terça, durante a primeira reunião ministerial de 2026, Lula se despediu dos ministros que deixarão os cargos para disputar as eleições neste ano e passou o recado aos que ficam: “Temos muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro, e a obrigação de quem vai ficar é concluir, é fazer com que a máquina fique funcionando sem nenhuma paralisia. Não dá para começar a fazer um novo ministério faltando nove meses para terminar o nosso mandato”.

Na sequência, anunciou a saída do vice-presidente: “O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula. Para disputar o pleito, ele terá que deixar comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, durante período eleitoral.

Alckmin tem desempenhado papel relevante na gestão, sobretudo em negociações econômicas internacionais, incluindo tratativas comerciais com os Estados Unidos. A manutenção da chapa simboliza a consolidação de uma frente ampla que uniu antigos adversários políticos e que agora busca repetir a fórmula em um ambiente novamente marcado por forte polarização, afirma o Ámbito.

Embaixador do Irã agradece apoio internacional

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, agradeceu as manifestações de solidariedade internacional ao seu país diante da ofensiva militar de Estados Unidos e Israel. Em declaração à Prensa Latina, o diplomata destacou mobilizações em várias partes do mundo. Segundo ele, manifestações também ocorreram em território brasileiro, refletindo um sentimento global de apoio ao povo iraniano diante da escalada do conflito no Oriente Médio.

Ghadiri criticou duramente os Estados Unidos, acusando o país de utilizar o diálogo político de forma enganosa e de atuar com objetivos geopolíticos e econômicos. O diplomata afirmou que o Irã está preparado para enfrentar uma eventual invasão terrestre e ressaltou que a população rejeita novas negociações após episódios anteriores de ataques durante processos diplomáticos. Ele também mencionou que o país não permitirá a repetição de ciclos de guerra seguidos de cessar-fogo e negociações, defendendo uma postura mais firme diante das ameaças externas. Sobre o Estreito de Ormuz, explicou que não houve fechamento total, mas sim mudanças na gestão, com restrições a embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel.

62 anos de Golpe

Neste 31 de março, completam 62 anos de golpe militar no Brasil. A ativista brasileira Victória Grabois voltou a defender a necessidade de memória, verdade e justiça pelos crimes cometidos durante a ditadura militar (1964-1985). Em declaração à Prensa Latina, ela reiterou a importância de romper o silêncio histórico e responsabilizar o Estado pelas violações cometidas no período.

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Professora e fundadora do movimento Tortura Nunca Mais, Grabois relembrou que perdeu três familiares diretos — o pai Maurício, o irmão André e o marido Gilberto Olímpio — assassinados por agentes do regime em 1973, na região da Serra do Araguaia. Mais de cinco décadas após os crimes, a ativista afirmou não ter expectativa de conhecer plenamente o que ocorreu, mas insistiu na necessidade de esclarecimento. “Quero que abram os arquivos e digam onde mataram, como mataram e quando mataram”, afirmou.

Foram entregues 27 certificados de óbito retificados pelo Ministério dos Direitos Humanos e pela Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, em ato realizado na Universidade Federal da Bahia. Entre eles está o de Maurício Grabois, cuja causa da morte foi oficialmente reconhecida como resultado de ação violenta do Estado.

Brasil + Angola + Repulica Democrática do Congo

O Brasil intensificou sua atuação diplomática na África ao reforçar parcerias estratégicas com Angola e a República Democrática do Congo. Prensa Latina informa que o chanceler Mauro Vieira se reuniu com autoridades angolanas para ampliar a cooperação bilateral. Durante o encontro, os países destacaram o potencial de iniciativas conjuntas voltadas ao desenvolvimento econômico, com participação do setor privado e de instituições financeiras.

Na República Democrática do Congo, também reportado por Prensa Latina, a agenda foi centrada na cooperação climática e na proteção das florestas tropicais. Os dois países discutiram a preservação de suas grandes bacias florestais, fundamentais para o equilíbrio climático global e para o armazenamento de carbono.

Breves:

Caiado lança candidatura – O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, oficializou sua candidatura à Presidência da República. De acordo com a EFE, o político busca ocupar espaço no centro-direita e aposta em um discurso de pacificação nacional. Entre suas propostas, destaca-se a defesa de uma anistia ampla para os condenados pelos atos de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar. Ele possui cerca de 5% das intenções de voto.

Etanol ajuda Brasil na crise: O Brasil tem conseguido mitigar os efeitos da crise global do petróleo provocada pela guerra envolvendo o Irã, graças ao uso de biocombustíveis. Segundo a Associated Press, o etanol desempenha papel central na estabilidade dos preços internos. A ampla frota de veículos flex permite que os consumidores escolham entre gasolina e etanol, reduzindo a dependência de importações de petróleo e amortecendo choques externos. Mesmo com a pressão sobre os mercados globais, o Brasil mantém maior estabilidade nos preços de combustíveis, reduzindo impactos sobre consumidores e economia.

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