Lula confirma que disputará 4º mandato durante viagem à Ásia

Lula confirma que disputará 4º mandato durante viagem à Ásia

LULA 4.0?

O presidente Lula confirmou nesta quinta-feira (23) que disputará um quarto mandato nas eleições de 2026. A declaração foi feita em Jacarta, capital da Indonésia, ao lado do presidente Prabowo Subianto, no Palácio Merdeka.

“Eu vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que estou com a mesma energia de quando tinha 30. E vou disputar um quarto mandato no Brasil”, disse Lula, que faz aniversário na próxima segunda-feira (27). O presidente lidera as pesquisas para 2026. Seu principal adversário, Jair Bolsonaro, segue inelegível até 2030 e cumpre prisão domiciliar cautelar desde agosto, após condenação por tentativa de golpe de Estado (Al Jazeera, Associated Press, AFP).

ÁSIA, TARIFAS E TRUMP

A viagem marca a primeira participação do Brasil na Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Em Jacarta, Lula assinou acordos de cooperação nas áreas de agricultura, energia, comércio, defesa e tecnologia. O presidente embarca nesta sexta-feira (24) para a Malásia, onde participará da 47ª cúpula do bloco entre os dias 26 e 27.

Há expectativa de uma reunião bilateral entre Lula e Donald Trump no domingo (26), em Kuala Lumpur, embora ainda não confirmada oficialmente. O encontro, se ocorrer, deve tratar da retirada das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e do fim das sanções impostas a autoridades nacionais. Na terça (19), Trump defendeu as tarifas, afirmando que elas “salvaram” a produção norte-americana (AFP, The Jakarta Post, PBS).

ACÓRDÃO DA CONDENAÇÃO

O Supremo Tribunal Federal publicou na quarta (22) o acórdão de 1.991 páginas que condena Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por crimes contra a democracia. Com a divulgação oficial da decisão colegiada no Diário de Justiça Eletrônico, começa nesta quinta (23) a contagem do prazo de cinco dias para a defesa apresentar embargos de declaração — recurso que busca esclarecer pontos da decisão, mas não altera o resultado.

Bolsonaro e outros sete integrantes do Núcleo 1 da trama golpista foram condenados em 11 de setembro por 4 votos a 1 na Primeira Turma do STF. O ex-presidente foi considerado culpado por golpe de Estado, atentado contra o Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Como o placar foi de 4 a 1, os réus não terão direito a levar o caso ao Plenário — para isso, precisariam de pelo menos dois votos pela absolvição (Associated Press, The Washington Post).

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CUIDADOS PALIATIVOS

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (22) projeto de lei que institui o Programa Nacional de Cuidados Paliativos, voltado para pacientes com doenças graves sem possibilidade de cura. A proposta, que retorna à Câmara dos Deputados devido a alterações, estabelece diretrizes para aliviar sofrimento físico, psicológico e espiritual de doentes e familiares, garantindo atendimento por equipe multidisciplinar.

Os pacientes terão direito a informações completas sobre prognóstico e alternativas de tratamento. O texto deixa explícito que a política não autoriza eutanásia ou suicídio assistido, restringindo-se ao controle de sintomas e à melhoria da qualidade de vida.

E MAIS…

🔹 A Câmara dos Deputados rejeitou por 344 votos contra 95 um recurso do Partido Novo contra votação conclusiva de projeto que estabelece novas regras para julgamentos no STF.

🔹 Alexandre de Moraes negou pedido de Valdemar Costa Neto para visitar Bolsonaro, reforçando medida cautelar que proíbe o ex-presidente de manter contato com outros réus da trama golpista.

🔹 Foi confirmada no STF por unanimidade a constitucionalidade da resolução que reorganizou o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro.

🔹 Ricardo Lewandowski enviou à Casa Civil o projeto de lei “AntiFacção”, que cria o crime de organização criminosa qualificada com pena de até 30 anos de prisão.

(+) Imagem em destaque: Lula participa do Fórum Econômico Brasil–Indonésia ao lado de ministros e empresários brasileiros, em Jacarta — Foto: Ricardo Stuckert/X

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