Lula defende urânio para fins pacíficos e diz que Brasil não pode andar de ‘cabeça baixa’

Lula defende urânio para fins pacíficos e diz que Brasil não pode andar de ‘cabeça baixa’

“O que a gente não pode é ter um país desse tamanho de cabeça baixa a vida inteira”, disse o presidente

O presidente Lula defendeu nesta quarta-feira o enriquecimento de urânio para fins pacíficos e disse que o Brasil não pode andar de “cabeça baixa”. A declaração foi realizada durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, na região de Sorocaba, interior de São Paulo (foto de Ricardo Stuckert). Segundo a Marinha, o país possui importantes recursos de urânio, ainda com menos de um terço do território nacional prospectado, e domina a tecnologia de enriquecimento. Lula disse que a soberania nacional ultrapassa discursos. Segundo ele, discursos são só “palavras”. “A gente tem que estar preparado para eles saberem que a gente vai ter força para poder dizer não, que a gente vai ter força para poder dizer que vamos competir. O que a gente não pode é ter um país desse tamanho de cabeça baixa a vida inteira”, afirmou. Depois, o presidente disse que o submarino é importante para a soberania e para o desenvolvimento tecnológico. (CNN)

OXFAM: DESIGUALDADE

“Brasil. A renda dos 0,01% mais ricos cresce quase 8% ao ano, cinco vezes mais do que a média nacional. Por Resumen Latinoamericano”. Um relatório da Oxfam Brasil mostra que a concentração de riqueza entre os mais ricos está superando o crescimento do PIB. O relatório, publicado nesta quarta-feira, revela uma enorme disparidade no crescimento da renda no país nos últimos anos. Enquanto o aumento médio da renda das famílias brasileiras em geral foi de apenas 1,4%, a parcela correspondente aos 0,01% mais ricos da população, comumente chamados de “super-ricos”, viu seus ganhos aumentarem quase 8% ao ano. Essa taxa de enriquecimento é mais de cinco vezes superior à média nacional e supera até mesmo o crescimento médio do PIB do Brasil, que foi de 1,8% no mesmo período, o que evidencia uma concentração extrema de riqueza no topo da pirâmide social. Segundo Viviana Santiago, diretora executiva da Oxfam Brasil, existe “uma proteção à riqueza extrema”. Além disso, ela ressalta que essa realidade não é um fenômeno acidental, mas um reflexo da estrutura política e social do país.

ELEIÇÃO: FOCO DA MÍDIA EM FLÁVIO BOLSONARO

O cenário político do Brasil entrou em uma fase de tensão máxima às vésperas das eleições presidenciais de outubro. As últimas pesquisas revelam uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora o presidente esteja na liderança, Flávio Bolsonaro está cada vez mais perto de alcançá-lo. Segundo o jornal El País, uma pesquisa da Quaest divulgada na semana passada mostra que o presidente Lula continua à frente do senador Flavio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais de outubro. Lula conta com 38% da intenção de voto, enquanto Bolsonaro tem 31%. Na pesquisa anterior, Lula obteve 39% e Flávio, 30%, respectivamente. (La Nación)

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Nas próximas eleições no Brasil, haverá cerca de 8 candidatos que incluíram “Lula” e 20 que utilizam “Bolsonaro” em seu nome eleitoral, informa a Globo. Eles não têm laços familiares com o atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, nem com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na maioria dos casos, trata-se de uma referência política a um dos dois líderes, utilizada para atrair seus respectivos eleitorados. O fenômeno tem se intensificado especialmente entre os candidatos que adotam o nome de Bolsonaro. Desde 2018, o número de candidatos que utilizam “Bolsonaro” na cédula eleitoral sem realmente ter esse sobrenome nem qualquer parentesco com o ex-presidente multiplicou-se por dez: há oito anos eram apenas dois, em 2022 eram 15 e, em 2026, já são 20. (RT)

Flávio Bolsonaro revelou contratações para sua equipe de campanha presidencial, incluindo o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida, que ajudará a fortalecer a plataforma econômica da campanha.  Em comunicado, a campanha do senador informou que Sachsida se juntaria à equipe de política econômica, trabalhando sob a coordenação de Daniella Marques, ex-diretora-geral da Caixa Econômica Federal e ex-assessora próxima do então ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o governo de Jair Bolsonaro. Embora Marques tenha acompanhado Bolsonaro em vários eventos de campanha e entrevistas à mídia, o senador ainda não indicou um candidato a ministro da Fazenda caso vença a eleição. A plataforma do candidato prevê uma reforma do marco fiscal brasileiro com regras voltadas para a estabilização e redução da dívida pública, bem como medidas que incluem limites ao crédito subsidiado e uma redução gradual do custo de contratação de trabalhadores formais, embora não especifique como essas metas seriam alcançadas. (Reuters)

Flávio Bolsonaro, promete reduzir a indignação popular desde o primeiro dia de um possível governo, eliminar obstáculos para facilitar a instalação de centros de dados estaduais e aplicar uma política de segurança “linha dura” inspirada no presidente salvadorenho, Nayib Bukele.  “No primeiro dia de governo, começamos com o tijeretazo. Lula tem 39 ministérios, nós vamos começar com vários”, afirmou Bolsonaro em entrevista concedida nesta terça-feira, na qual garantiu que tentará reduzir a burocracia por meio do uso da tecnologia e recuperar o esquema de 23 ministérios que, segundo ele, existia durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Ansa)

ACIDENTE: 23 MORTES

Pelo menos 23 pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas quando um microônibus que transportava passageiros colidiu com um caminhão de carga nesta madrugada em uma rodovia na região do município de Ipiranga, no estado brasileiro do Paraná, localizado no sul do país e na fronteira com a Argentina e o Paraguai, segundo informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A maioria das vítimas fatais viajava no micro-ônibus, e o motorista do outro veículo também morreu, segundo o comunicado, que afirmou que as primeiras indicações apontavam para que o caminhão tivesse se desviado para a pista contrária, noticiado por inúmeros veículos internacionais. (La Nación)

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