Lula leva ao G7 importância de se chegar a acordos na COP30

Lula leva ao G7 importância de se chegar a acordos na COP30

Reportagem do La Nación sobre o encontro de líderes do G7 no Canadá, que acontece nesta segunda e terça-feira, cita que os representantes que não fazem parte do grupo principal foram convidados pelo primeiro-ministro canadense Mark Carney para participar da reunião, como o presidente Lula; Volodymir Zelensky, da Ucrânia; e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que terá uma reunião com o  presidente Donald Trump em meio a tensões sobre questões comerciais e migratórias. O primeiro-ministro indiano Narendra Modi é outro dos convidados.

Lula usará sua participação para defender a importância de se chegar a acordos na Cúpula do Clima COP30 que o Brasil está organizando em novembro em Belém.

O foco do jornal argentino é uma minuta de declaração conjunta dos líderes do G7 (grupo formado por Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Itália) pedindo a redução do conflito entre Israel e Irã, mas que ainda não tem o consentimento de Donald Trump. O rascunho foi divulgado pela agência Reuters citando duas fontes.  La Nación

LEILÃO POLÊMICO DE PETRÓLEO NO AM

O governo brasileiro prepara-se para realizar, na terça-feira, um leilão de exploração petrolífera meses antes da COP30 de novembro, gerando forte oposição de ambientalistas e comunidades indígenas preocupadas com os impactos ecológicos e climáticos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) brasileira vai licitar direitos sobre 172 blocos de exploração de petróleo e gás, abrangendo uma área de 146 mil km², maioritariamente offshore.

Este “leilão do fim do mundo”, como os ativistas o têm apelidado, abrange 47 blocos situados na Bacia Amazónica, uma região ambientalmente sensível na foz do rio Amazonas, mas que tem sido considerada uma nova fronteira para a exploração de combustíveis fósseis.

A exploração de petróleo nesta região tem sido um grande foco da tensão entre a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o de Minas e Energia, Alexandre Silveira. (Público)

BALAS PERDIDAS ATINGEM SÓ UMA COR

“Quando as ‘balas perdidas’ só encontram uma cor” é o título da análise do Le Monde Diplomatique. A violência do Estado no Brasil atinge especialmente negros e pobres, categorias que, não por acaso, costumam estar relacionadas, e assume os contornos de uma “guerra justa” contra a periferia. Considera a situação um “apartheid racial”.

BRASILEIRA DETIDA NOS EUA

Caroline Dias Gonçalves, estudante brasileira de 19 anos da Universidade de Utah, foi detida por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) durante uma viagem ao Colorado: desde então, ela está detida em um centro de detenção de imigração do estado. A detenção ocorreu em meio à pressão do governo Trump para intensificar a prisão e as deportações de imigrantes. De acordo com o relato da própria Caroline ao seu irmão, quando o policial pediu sua identidade, ela mostrou a carteira de motorista, mas o policial apontou que era falsa, então ele a questionou sobre sua origem, ao que ela respondeu que era de Utah.

O policial não acreditou nela porque alegou que “tinha sotaque”. Diante das acusações do agente, Caroline Dias disse ao policial que nasceu no Brasil, mas que veio aos Estados Unidos quando era criança (em 2012, quando tinha sete anos de idade), versão que seu irmão confirmou ao Tribune. (La Nación)

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO MENOR

Os fluxos de investimento estrangeiro direto para as economias em desenvolvimento caíram para US$ 435 bilhões em 2023, o menor valor desde 2005, com apenas US$ 336 bilhões fluindo para as economias avançadas, o menor valor desde 1996, informou o Banco Mundial na segunda-feira.

O relatório afirma que as crescentes barreiras comerciais e de investimento, a fragmentação e os riscos macroeconômicos e geopolíticos estão diminuindo as perspectivas dos fluxos de investimento estrangeiro para os países em desenvolvimento, o que representa uma ameaça aos esforços de desenvolvimento.

“A queda acentuada no IDE para as economias em desenvolvimento deve soar como um alarme”, disse Ayhan Kose, economista-chefe adjunto do Banco Mundial, em um comunicado divulgado com o relatório. “Reverter essa desaceleração não é apenas um imperativo econômico – é essencial para a criação de empregos, o crescimento sustentado e o alcance de metas de desenvolvimento mais amplas.”

O relatório observou que as recessões globais e nacionais estavam associadas a uma deterioração significativa no IED, com o IED começando a se enfraquecer antes da recessão. Segundo o relatório, o declínio do investimento estrangeiro deixou “vastas lacunas de infraestrutura não atendidas” nos países em desenvolvimento, ao mesmo tempo em que prejudicou os esforços para acabar com a pobreza global e atender às necessidades urgentes de mudança climática.

Os três maiores países em desenvolvimento – China, Índia e Brasil – receberam, em conjunto, quase metade do total de fluxos de investimento estrangeiro direto durante o período de 2012 a 2024. As economias avançadas foram responsáveis por quase 90% do total deste valor nas economias em desenvolvimento durante a última década, sendo que cerca de metade desse total veio da União Europeia e dos Estados Unidos, informou o banco. (Reuters)

JBS ESTREIA NA NYSE

“O polêmico retorno dos bilionários barões da carne do Brasil”, diz o título do Financial Times, e complementa: O maior frigorífico do mundo, JBS, entrou na bolsa de Nova York (Nyse) na sexta-feira, marcando uma reviravolta dramática para os irmãos Batista.

GRIPE AVIÁRIA

Foi feito um apelo para que o Departamento de Agricultura da África do Sul busque um novo acordo comercial com o Brasil que permita a importação contínua de produtos de frango seguros, apesar dos surtos de gripe aviária. Isso ocorre em um momento em que a África do Sul firmou um acordo comercial semelhante com os EUA, com duração de um ano, para a importação de frango.

O setor alimentício local disse que esse acordo é necessário com o Brasil, que é o maior fornecedor de carne desossada mecanicamente (MDM) do país.

De acordo com uma carta divulgada pelo Departamento nesta semana, o acordo permite que os EUA administrem suas próprias proibições internas de exportação em nível estadual. Isso significa que o frango pode continuar a ser exportado para a África do Sul a partir de estados não afetados, enquanto aqueles que estão enfrentando surtos de gripe aviária são temporariamente excluídos. (IOL)

Na partida para o G7 no Canadá, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin / Ricardo Stuckert / PR

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