Mauro Vieira e Marco Rubio avançam em negociações sobre tarifaço

Mauro Vieira e Marco Rubio avançam em negociações sobre tarifaço

Encontro ocorreu no Canadá, em reunião paralela ao G7. A busca de um consenso sobre as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil acontece em nova reunião entre os dois ministros nesta quinta-feira, 13/11, em Washington.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (na foto / Divulgação), nesta quarta-feira, em Niagara Falls, à margem da reunião do G7, para discutir o andamento das negociações tarifárias. A informação é de uma fonte diplomática com conhecimento direto da conversa. De acordo com a fonte, que falou sob condição de anonimato, Vieira disse a Rubio que o Brasil havia enviado uma proposta de negociação aos Estados Unidos em 4 de novembro e enfatizou a importância de avançar nas negociações. O chanceler ressaltou a importância de avançar nas tratativas, conforme orientação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que falaram do tema durante encontro recente na Malásia. Ambos concordaram em marcar uma reunião presencial em breve para avaliar melhor o estágio atual das negociações, acrescentou a fonte. (Reuters)

A busca de um consenso sobre as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil acontece em nova reunião entre os dois ministros nesta quinta-feira, 13/11, em Washington.

CAFÉ BRASILEIRO NA MIRA

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse nesta quarta-feira que os americanos devem ver “anúncios substanciais” nos próximos dias com o objetivo de reduzir os preços de produtos como café, banana e outros itens não cultivados nos EUA. Bessent disse ao programa “Fox and Friends”, da Fox News, que os anúncios, que ele não detalhou, reduziriam os preços “muito rapidamente”, acrescentando que as pessoas começariam a se sentir melhor em relação à economia no primeiro semestre de 2026.

Trump, em entrevista transmitida no programa “The Ingraham Angle” da Fox News na terça-feira, disse que os EUA reduziriam algumas tarifas sobre as importações de café, repetindo comentários que fez pela primeira vez no final de outubro durante sua viagem à Ásia.

Os torrefadores de café nos EUA têm esgotado seus estoques enquanto aguardam o resultado das negociações comerciais em andamento entre os EUA e o Brasil. O café brasileiro, que representa um terço dos grãos consumidos nos EUA, foi excluído desse mercado devido às tarifas de importação de 50% impostas por Trump em agosto.

Questionado sobre os comentários de Trump sobre a redução das tarifas sobre os produtores de café do Vietnã e do Brasil, Bessent disse: “É difícil fazer muitas coisas específicas, mas posso dizer que vocês verão alguns anúncios específicos nos próximos dias em relação a produtos que não cultivamos aqui nos Estados Unidos, como café, banana e outras frutas, coisas desse tipo”. Ele não deu mais detalhes. A Casa Branca tem argumentado repetidamente que as tarifas não aumentam os preços, uma opinião com a qual a maioria dos economistas discorda. (Reuters / Business Insider)

LULA: AVALIAÇÃO ESTÁVEL     

A trágica operação da Polícia do Rio de Janeiro nos complexos Alemão e Penha afetou a imagem de Lula, segundo pesquisa da Quaest, que mostra que a avaliação do governo Lula estagnou e que 50% dos brasileiros desaprovam, contra 47% que aprovam.  Desde julho, a aprovação do governo vinha subindo, enquanto a desaprovação havia diminuído. Agora, a situação se inverteu: a aprovação oscilou para baixo (de 48 para 47) e a desaprovação subiu ligeiramente (de 49 para 50).

Segundo a Quaest, a grande operação policial no Rio, as declarações de Lula a respeito e a preocupação com a segurança pública foram o que freou a melhora na imagem. “Os indicadores estão em um empate técnico pela segunda pesquisa consecutiva, depois que a aprovação e a desaprovação voltaram a ficar empatadas em outubro, pela primeira vez desde janeiro”, detalha a pesquisa.

Nesse sentido, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, disse à Globo que “embora o aumento das tarifas tenha mudado a trajetória da aprovação a favor de Lula, a agenda de segurança pública interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente”. (La Politica Online)

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A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a oscilar negativamente no Brasil em novembro, marcando mais um mês de relativa estabilidade, revela hoje uma pesquisa. A pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira indica que 47% dos entrevistados aprovam o desempenho do presidente Lula, enquanto 50% desaprovam. Em outubro, os números foram de 48% e 49%, respectivamente. Os dados são baseados em um estudo realizado pela Quaest entre 6 e 9 de novembro, com 2.004 pessoas de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, mais ou menos, e o nível de confiança é de 95%.(Prensa Latina)

COP30: MANIFESTAÇÃO E RETOMADA

Um dia após manifestantes indígenas invadirem a cúpula climática COP30 em Belém, os delegados dos países voltaram a negociar ações, políticas e financiamento para combater as mudanças climáticas com um ar de calma.

As negociações estão ocorrendo a portas fechadas, mas a presidência brasileira agendou uma sessão pública de “balanço” para o final desta quarta-feira, na qual os delegados poderão expressar suas preocupações sobre questões como impostos sobre o carbono e financiamento para os países mais afetados pelo aquecimento global. A reabertura foi ligeiramente adiada para reparos dos danos causados na entrada durante o confronto da noite anterior, no qual, segundo a ONU, dois seguranças sofreram ferimentos leves, mas houve mudanças mínimas nas verificações de bagagem, semelhantes às realizadas em aeroportos.

Manifestantes indígenas entraram em confronto com seguranças ao invadirem a cúpula climática COP30 no Brasil. Os manifestantes, carregando bandeiras e cartazes, exigiram direitos à terra e o fim de empreendimentos industriais como agronegócio, exploração de petróleo e mineração ilegal na Amazônia.

Dois seguranças sofreram ferimentos leves durante o confronto, e a ONU Mudanças Climáticas confirmou uma investigação sobre o incidente.

Líderes indígenas expressaram frustração pelo fato de suas terras não estarem à venda e de decisões estarem sendo tomadas sem sua plena participação, apesar da insistência do presidente brasileiro Lula da Silva sobre seu papel fundamental.

O incidente ocorreu durante a cúpula COP30, onde delegados estão discutindo as mudanças climáticas, com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer observando um declínio global nos compromissos climáticos. (Independent / Clarín)

GOVERNADOR DA CALIFÓRNIA POPULAR

Gavin Newsom não consegue sair de uma reunião ou palestra nas negociações internacionais sobre o clima aqui sem ser cercado por repórteres e diplomatas ansiosos por uma declaração, um aperto de mão, uma foto. Em uma visita na terça-feira a um centro cultural com o governador Helder Barbalho, líder do estado brasileiro que sedia as negociações, um transeunte reconheceu os dois. “Lá está o governador”, exclamou ele. “E lá está o governador da Califórnia.” Mais tarde, quando Newsom subia uma escada rolante lotada de repórteres e autoridades internacionais a caminho de um discurso, um espectador gritou: “A escada rolante não está quebrada para você!” — uma alusão ao presidente Donald Trump, que uma vez teve uma escada rolante com defeito nas Nações Unidas. (Político)

RIO MORTAL

O site Jacobin traz análise sobre a posição da direita em relação à operação policial mortal no Rio. “Em 28 de outubro, a polícia do Rio de Janeiro cercou a favela da Penha por 15 horas, matando pelo menos 121 pessoas no pior massacre da cidade. A direita brasileira está comemorando isso como uma vitória contra o crime, enquanto ignora suas próprias ligações com gangues violentas”.

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