BAHIA: Governo presente cuida da gente

O Brasil na mídia mundial: Lula demarcará mais terras indígenas.

O Brasil na mídia mundial: Lula demarcará mais terras indígenas.

O presidente Lula assinou nesta sexta-feira os decretos de demarcação de seis terras indígenas, e prometeu demarcar o “maior número possível” dessas terras durante os próximos quatro anos, informa o português Jornal de Notícias. A cerimônia aconteceu durante a 19ª edição do Acampamento Terra Livre, com a presença de milhares de indígenas acampados em Brasília, cujo lema deste ano foi “O futuro indígena é hoje. Sem demarcação, não há democracia!”, em referência aos aproximadamente 200 territórios reivindicados pelos povos indígenas que aguardam demarcação. Em seu discurso, Lula reafirmou o compromisso assumido na última edição do evento. “Eu não quero deixar nenhuma terra indígena que não seja demarcada nesse meu mandato de quatro anos, esse é um compromisso que eu tenho e que eu fiz com vocês antes da campanha”, disse o presidente, acrescentando: “O que nós queremos é, ao terminar o nosso mandato, os indígenas brasileiros estarem sendo tratados com toda a dignidade que todo ser humano merece”.

Essas novas reservas, que garantem aos indígenas o uso exclusivo dos recursos naturais preservando sua forma de vida tradicional, são consideradas pelos cientistas como uma das principais barreiras contra o desmatamento da Amazônia, cujo controle é uma das principais metas do governo, diz o argentino Clarín, destacando que nenhuma nova reserva foi criada durante o mandato de Jair Bolsonaro (2019-2022), antecessor de Lula, que havia prometido antes de assumir o poder “não ceder nem um centímetro” aos povos originários.

“É um processo que leva tempo, mas vamos garantir que o maior número possível de reservas indígenas seja legalizado. Se quisermos atingir o desmatamento zero até 2030, precisamos de reservas indígenas certificadas”, disse Lula, de acordo com o francês Le Monde.

Das seis novas reservas, duas estão situadas na Amazônia. A maior delas, chamada Unieuxi e atribuída a 249 indígenas dos povos Maku e Tukano, abrange mais de 550 mil hectares no estado do Amazonas, ao norte do país. Outras duas reservas estão localizadas no nordeste, uma no sul e outra no centro.

De acordo com o censo de 2010, cerca de 800 mil indígenas vivem no Brasil, a maioria em reservas, que ocupam 13,75% do território. Um total de 764 reservas foram delineadas, mas um terço delas ainda não foi aprovado.

“Quando dizem que vocês ocupam 14% do território e acham que é muito, é preciso lembrar que antes da chegada dos portugueses vocês ocupavam 100% do território”, disse Lula, aplaudido pelo público.

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A agência russa Sputnik News distribui conteúdo informando que o presidente Lula convidou oficialmente presidentes sul-americanos para participarem de um ‘retiro’ de chefes de Estado da região em Brasília, no dia 30 de maio.

No comunicado enviado aos líderes e divulgado pela imprensa, Lula defende a necessidade de fortalecer a integração na América do Sul e pede que as diferenças sejam deixadas de lado “em prol de um destino comum”. Ele também destaca a importância da cooperação em áreas como defesa, saúde e infraestrutura, entre outras questões. Além disso, o presidente ressalta o papel da América do Sul como um ator importante no cenário global e menciona os desafios geopolíticos do mundo atual.

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De acordo com a imprensa, alguns presidentes já receberam a carta de Lula, incluindo o colombiano Gustavo Petro, que se encontrou esta semana com o assessor especial da presidência brasileira, Celso Amorim, em Bogotá. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, entregará outras cartas durante sua visita ao Equador e à Bolívia na próxima semana.

O governo brasileiro também conta com a participação do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, embora ciente de que possa haver uma maior resistência à sua presença por parte de alguns países, como Equador e Paraguai.

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Segundo o site Télam, os presidentes da Argentina e do Brasil se reuniram através de uma videoconferência nesta quinta-feira para discutir a situação do comércio bilateral, analisando o progresso dos acordos de cooperação assinados em janeiro em Buenos Aires. A conversa entre Alberto Fernández e Lula durou cerca de 45 minutos e também incluiu a discussão sobre o papel da Unasul na região, para a qual ambos os países formalmente anunciaram seu retorno nas últimas semanas. Eles destacaram a importância de fortalecer os laços comerciais e fraternos entre os países da região.

O diálogo entre os líderes acontece em um contexto em que Lula propõe a adoção de moedas regionais no comércio bilateral e a avaliação da possibilidade de uma moeda para o comércio exterior sul-americano, visando reduzir a dependência do dólar.

“Sou a favor, no caso do Brasil com a América do Sul, que criemos uma moeda comercial, que aqui nos Brics (coalizão do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) seja criada uma moeda comercial entre nossos países, como os europeus criaram o euro”, disse Lula na quarta-feira em visita à Espanha e Portugal.

O CEO do Telegram, Pavel Durov, anunciou que a empresa não foi capaz de atender às demandas do Supremo Tribunal Federal para compartilhar informações e, como resultado, apelará da decisão que proibiu o serviço de mensagens no país, informa a agência russa RT.

Em um post publicado nesta na quinta-feira, o empresário russo de tecnologia declarou que o pedido de informações feito pelo tribunal é tecnicamente impossível de ser atendido, e informou que a empresa está apelando da decisão e aguardando uma resolução final.

Nesta semana, o STF determinou a suspensão do acesso ao Telegram no país por lojas de aplicativos e empresas de telecomunicações, após a plataforma se recusar a fornecer informações às autoridades policiais em relação a uma investigação de um tiroteio em uma escola.

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