Oposição usa chantagem para travar pautas em reação à prisão domiciliar de Bolsonaro

Oposição usa chantagem para travar pautas em reação à prisão domiciliar de Bolsonaro

*Imagem em destaque: O presidente Lula anunciou nesta terça-feira (5) que pretende ligar para Donald Trump para convidá-lo a participar da COP30, evento que será realizado em novembro em Belém, no Pará. Lula disse que quer ouvir a posição do republicano sobre o clima e as mudanças climáticas, ressaltando o desejo de dialogar com todos os líderes globais sobre o tema. A iniciativa sinaliza abertura diplomática e reforça o protagonismo do Brasil na agenda climática mundial, ainda que venha em meio ao cenário de tensões com os EUA em outras frentes (Agência Brasil). Foto de Antonio Cruz/Agência Brasil

OPOSIÇÃO PROMETE OBSTRUÇÃO

A oposição bolsonarista no Congresso anunciou nesta terça-feira (5) que vai obstruir votações na Câmara e no Senado em protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia inclui manobras regimentais, discursos prolongados e ocupação das mesas diretoras, acompanhada de ato simbólico no Congresso. O PL condiciona o fim da obstrução à aprovação de anistia irrestrita para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, ao fim do foro privilegiado — o que transferiria o julgamento de Bolsonaro do STF para a primeira instância — e ao impeachment de Moraes. Em resposta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), classificou a ocupação como “exercício arbitrário das próprias razões”, convocou reunião com líderes partidários e pediu a retomada dos trabalhos legislativos com serenidade e civilidade.

A decisão do STF, tomada na segunda-feira (4), aponta que Bolsonaro violou medidas cautelares ao participar, por meio de vídeo divulgado pelo filho Flávio, de um ato em sua defesa no domingo (3), em Copacabana, no Rio de Janeiro — contrariando a proibição de uso de redes sociais e de contato com aliados políticos. Entre as novas restrições, ele está impedido de receber visitas não autorizadas, exceto de advogados, e teve o celular apreendido. A medida também provocou reação dos Estados Unidos: em nota, a embaixada em Brasília acusou Moraes de usar as instituições para silenciar a oposição, cobrou que Bolsonaro possa se defender publicamente e sinalizou possibilidade de ampliar medidas contra quem apoie ou facilite as ações que motivaram as sanções (AP News, The Guardian, The Wall Street Journal, The Times, La Nación, Ámbito, DW).

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BRASÍLIA BLINDADA

O governo reforçou nesta terça (5) a segurança no centro do poder em Brasília, diante de atos convocados por apoiadores de Bolsonaro. Houve bloqueio de ruas, barreiras e proibição de acampamentos a até um quilômetro da Praça dos Três Poderes. A operação, feita por forças federais e do DF, busca evitar ataques como os de 8 de janeiro e proteger as instituições democráticas (Prensa Latina).

BRASIL RESISTE AO TARIFAÇO

Apesar da imposição de tarifas de 50% por parte dos EUA sobre produtos brasileiros, a economia do país deve permanecer resiliente graças a fatores como sua diversificação comercial — especialmente com a China — e a isenção de setores estratégicos como aeronaves, energia e suco de laranja, que representam cerca de 36% das exportações para os EUA. Economistas estimam impacto limitado: o PIB pode crescer cerca de 2,2% em 2025 e 1,7% em 2026, com inflação projetada entre 5,2% (2025) e 4,4% (2026), dentro do teto do Banco Central. Ainda há expectativa de que o prazo de 1º de agosto para aplicação total das tarifas seja prorrogado, reduzindo riscos imediatos ao comércio (Reuters)

PETRO ACUSA PERU DE INVASÃO TERRITORIAL

O presidente Gustavo Petro acusou nesta terça-feira (5) o governo do Peru de ocupar ilegalmente território colombiano na região amazônica. Segundo ele, o Peru teria legislado sobre ilhas localizadas ao norte do leito mais profundo do rio Amazonas, que, pelo Protocolo de Limites de 1934, pertencem à Colômbia. Petro afirmou que a medida peruana ameaça o porto de Letícia, fundamental para o comércio e a integração amazônica. Ele disse que a resposta será exclusivamente diplomática e anunciou que a principal celebração da independência colombiana, em 7 de agosto, será realizada em Letícia como ato simbólico (Diario Correo).

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