Pimenta se despede da Secom; Sidônio Palmeira assume na próxima semana

Pimenta se despede da Secom; Sidônio Palmeira assume na próxima semana

AJUSTES NA SECOM

Paulo Pimenta, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), anunciou nesta terça-feira (7) que deixará o cargo a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pimenta ocupava a função desde janeiro de 2023 e será substituído por Sidônio Palmeira, marqueteiro responsável pela campanha de Lula em 2022.

“O presidente tem uma leitura muito precisa de que nós tivemos uma primeira fase do governo, que foi uma fase de reconstrução, uma fase de reposicionamento dos programas, das ações do governo. E, a partir de 2025, vamos entrar em uma fase nova do governo, que é aquilo que a gente chama do período da colheita, dos resultados. E o presidente quer ter à frente da Secom uma pessoa que tenha um perfil diferente do que eu tenho. Um profissional de comunicação, uma pessoa que tenha experiência, que tenha talento, criatividade, capacidade de poder exercer essa tarefa e coordenar essa política de comunicação do governo no próximo período”, afirmou Pimenta, em seu gabinete, a jornalistas.

O último ato de Pimenta à frente da pasta será a participação nas atividades em lembrança aos dois anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, nesta quarta-feira (8). Palmeira assumirá o cargo na próxima semana, em cerimônia no Planalto.

Em suas primeiras palavras como futuro ministro, Sidônio afirmou: “Eu vou fazer o máximo possível para informar e manter a transparência que esse governo tem. Eu faria até um paralelo, que é um segundo tempo que estamos começando.” Ele destacou ainda o trabalho já feito pelo governo e o desafio de seguir adiante, além de prometer uma relação próxima com a imprensa (CNN, Agência Brasil).

INDONÉSIA MEMBRO DOS BRICS

A Indonésia é o mais novo membro dos BRICS, anunciou nesta segunda-feira (6) o governo brasileiro, que assumiu a presidência do grupo em 1º de janeiro. O Itamaraty destacou a importância do país, que tem a maior economia e população do Sudeste Asiático, além de compartilhar o objetivo de reformar a governança global e fortalecer a cooperação entre países do Sul Global.

A adesão já havia sido aprovada na Cúpula de Joanesburgo, em 2023, mas só foi oficializada depois das eleições presidenciais indonésias de 2024. O BRICS, criado em 2006, conta com Brasil, Rússia, Índia, China e, desde 2011, África do Sul. Em 2024, o grupo cresceu com a entrada de Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos e Etiópia, passando a representar mais de 40% da população mundial e 35% do PIB global. Sob a presidência da Rússia, no ano passado, o bloco introduziu uma categoria de “países parceiros”, admitindo 11 nações, incluindo Bolívia , Malásia , Nigéria , Tailândia , Turquia , Uganda e Vietnã. Já em 2025, nações da Ásia, África e América Latina podem aderir, consolidando o BRICS como uma voz cada vez mais forte do Sul Global.

Sob a liderança do Brasil, o bloco focará em temas como mudanças climáticas, uso de moedas locais, inteligência artificial e a integração dos novos membros. Ao longo do ano, estão previstas 18 reuniões ministeriais. A Indonésia destacou que sua entrada no Brics ajudará a fortalecer a visibilidade dos países do Sul Global e promoverá um equilíbrio na ordem mundial (O Guardião, Prensa Latina).

MAIS MILITARES ENVOLVIDOS NA TENTATIVA DE GOLPE

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar a participação de coronéis do Exército na tentativa de golpe de 2022 e 2023. A Justiça Militar decidiu encaminhar o processo ao STF, pois considerou que os crimes investigados estão relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, e não são da sua competência. O STF, por sua vez, já determinou que é responsável por todos os processos ligados a esses eventos.

A investigação militar apontou que quatro coronéis foram os responsáveis pela elaboração e divulgação da “Carta dos Oficiais Superiores ao Comandante do Exército”, pressionando o general Freire Gomes a aderir ao golpe e impedir a posse de Lula. Os coronéis envolvidos são Alexandre Castilho Bitencourt da Silva, Anderson Lima de Moura, Carlos Giovani Delevati Pasini e José Otávio Machado Rezo (Prensa Latina).

TRUMP X TRUDEAU

Intensificando suas ameaças de impor tarifas protecionistas, Donald Trump anunciou nesta terça-feira (7) que fará uso da “força econômica” contra o Canadá, um de seus maiores parceiros comerciais. As declarações devem agravar ainda mais a crise política no Canadá, após a renúncia do primeiro-ministro Justin Trudeau e a suspensão do parlamento até março.

Em coletiva de imprensa, Trump não descartou o uso de força militar para retomar o Canal do Panamá ou tomar a Groenlândia, além de prometer renomear o Golfo do México para “Golfo da América”. Ele também sugeriu uma união entre Canadá e EUA, considerando a fronteira comum de mais de 230 anos como uma “linha artificial”. Ao ser questionado sobre o uso de força militar, respondeu: “Não, força econômica”. Trump reiterou sua alegação de que os EUA “subsidiaram” o Canadá e que o país gasta demais para defender o vizinho.

Trudeau anunciou sua saída na segunda-feira, após quase 10 anos no poder, assim que o Partido Liberal escolher seu sucessor. Horas depois, Trump provocou novamente o Canadá nas redes sociais, dizendo que muitos canadenses adorariam ser o 51º estado dos EUA (Guardian).

*Imagem em destaque: Lula e Sidônio Palmeira, novo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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