7/9: Enquanto uns pedem democracia e soberania nacional, outros acenam bandeira de Trump e escudos contra o Supremo

Dois palanques, dois gritos: de um lado a democracia e a soberania nacional, do outro extremistas defendendo Trump, Israel e atacando o Supremo
O Sete de Setembro deste ano mostrou dois palcos bem distintos. De um lado, o grito por democracia e soberania nacional; do outro, os extremistas defendendo Trump, Israel e atacando o Supremo.
Em meio a esse contraste, o clã Bolsonaro aproveitou para mandar seu recado: com o medo de condenação, a família subiu ao palanque para mostrar quem manda no ninho. Flávio, Hélio Negão e companhia bateram o martelo: em 2026, o candidato sai de dentro da casa.
Leia também:
https://folhadapb.com.br/noticia/10278/de-pastor-a-agitador-malafaia-promete-guerra-em-nome-da-fe
Os aliados de ocasião, aqueles urubus que rondam carniça política, tiveram de engolir em seco. O palco é da família e as migalhas são para quem aceitar se ajoelhar. Quem não gostar que procure outro pouso.
Não há espaço para general reciclado, pastor exaltado ou governador cheio de ambição. A candidatura tem dono, endereço e sobrenome. A regra é curta e grossa: alinhou, entra. Desalinhou, rua.
Em bom português, os urubus ficaram em segundo plano. Se não gostarem, que batam asas. Porque no Sete de Setembro da oposição, embalado pelo desespero da anistia, a carniça já tem dono e não pretende dividir o prato. Mais do que isso, os atos só serviram para potencializar a divisão da própria oposição, cada vez mais perdida entre a lealdade ao clã e a fome de poder dos urubus.
Na imagem, o presidente Lula e Janja no desfile de 7 de setembro / Marcelo Camargo/Agência Brasil
