Chantagem no Congresso é tão grave quanto invasão de prédios públicos
Por Basílio Carneiro
Em 8 de janeiro, extremistas invadiram as sedes dos Três Poderes para criar o caos e abrir caminho para uma intervenção militar.
Meses depois, a cena se repetiu de outra forma: deputados da oposição ocuparam a mesa diretora da Câmara para chantagear o país e forçar a votação de uma anistia aos golpistas daquele dia.
A diferença foi só no estilo. Sem vidraças quebradas, mas com o mesmo DNA autoritário. O objetivo era idêntico: subverter o Estado de Direito e sabotar as instituições democráticas.
Criar instabilidade para obter vantagem política virou modus operandi dos que não aceitam o resultado das urnas.
Democracia não se defende só contra invasores de prédio público, mas também contra chantagistas de terno e gravata dentro do plenário.
Os parlamentares que participaram desse motim devem ser punidos com o mesmo rigor aplicado aos golpistas do 8 de janeiro.
Porque, no fundo, são iguais.
Na imagem, deputados bolsonaristas bloqueiam trabalhos na Câmara após prisão domiciliar de Bolsonaro no início de agosto / Reprodução
