Do dedo em riste ao boleto de R$ 51 mil: o constrangimento de Efraim

O senador Efraim Morais é um político que aponta o dedo, acusa, incrimina, julga e condena, muitas vezes antes da conclusão de qualquer investigação. (Foto: Agência Senado)
POR BASÍLIO CARNEIRO
Folha da PB
O senador Efraim Morais é um político que aponta o dedo, acusa, incrimina, julga e condena, muitas vezes antes da conclusão de qualquer investigação.
Por exemplo: por conveniência partidária, fez coro contra o filho do presidente Lula por suposto favorecimento financeiro.
Acusação vai, acusação vem, abre-se o sigilo fiscal de Lulinha… e nada.
Nem um centavo suspeito. Nem um cafezinho pago de favor.
Aí entra o COAF e resolve dar uma espiada na movimentação de um envolvido no escândalo do INSS e encontra o quê?
Um boleto de R$ 51 mil reais do senador paraibano, pago por seu suplente investigado.
Detalhe: o benfeitor caridoso, Erik Jackson, usa uma tornozeleira eletrônica como acessório. Um verdadeiro exemplo do tal cidadão de bem…
E a explicação do senador? Uma pérola de sinceridade: estava sem dinheiro e pediu ajuda. Não pagou de volta porque… bem… o amigo nunca cobrou, “talvez por ser meu suplente”.
Um gesto desinteressado, de pura amizade.
Quem nunca pediu um empréstimo de 51 mil e deixou por isso mesmo, que atire o primeiro boleto.
No fim das contas, fica a lição: no Brasil, tem gente que caça movimentação atípica dos outros com lupa…
Mas não resiste a uma simples conferida no próprio extrato bancário.
