Nunca foi tão fácil escolher, porém o enfrentamento ideológico é decisivo

Por Basílio Carneiro
Nos seus governos, Lula ampliou o acesso à educação com Fies, Prouni e Pronatec, promoveu inclusão com Bolsa Família e Brasil Sem Miséria e levou dignidade a milhões com Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos e a transposição do São Francisco.
Na saúde, programas como Mais Médicos, Farmácia Popular, SAMU e Saúde da Família fortaleceram o atendimento. Na economia, houve valorização do salário mínimo acima da inflação, incentivo ao pequeno empreendedor com o MEI e apoio à agricultura familiar com o Pronaf. O país também avançou em infraestrutura com o PAC, ganhou protagonismo internacional com os BRICS e saiu do Mapa da Fome da ONU.
Se comparar o que foi feito, o que está sendo feito e o que ainda será entregue, o cenário aponta para uma vitória consistente. Nunca foi tão fácil escolher. Mas dentro do Partido dos Trabalhadores já existe alerta: há perda de fôlego eleitoral e dificuldade de reconectar com parte do eleitorado.
Pautas como o 6×1 e a isenção do imposto de renda não avançaram como esperado, e o assistencialismo já não garante o mesmo retorno em votos. Muitos eleitores ainda estão fora do debate, o que aumenta a incerteza e exige mais ação política e comunicação.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro tenta crescer com imagem mais moderada, enquanto a direita se fragmenta em conflitos entre Nikolas Ferreira, Renan Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, sem conseguir unidade nem diante de embates com Gilmar Mendes.
