Traição versão premium: Sanções ao Brasil, eleição e patriotismo; a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro.

Traição versão premium: Sanções ao Brasil, eleição e patriotismo; a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro.

POR FOLHA DA PB / Basílio Carneiro

“Caro Trump, por favor, não deixe de prejudicar o meu país. Só peço um favor: espere passar a eleição. Se o Sr. fizer agora, meu adversário ganha.” (Imagem: )

É como pedir para bombardear o Brasil, porém solicitar que aguarde passar o 7 de setembro, pois quer assistir o desfile.

O senador Flávio Bolsonaro escreveu uma carta pedindo à potência estrangeira que, pasmem, adie uma medida contra o Brasil exclusivamente por conveniência eleitoral.

Chama isso de estratégia e espera que o brasileiro não perceba a contradição. Aguarda adesão nessa empreitada, pelo menos dos que bebem detergente e cortam as tiras das sandálias havaianas.

Quanto ao tal patriotismo, por enquanto deve ficar no “modo avião”: só vale mesmo se não interferir no seu projeto de poder.

Creia, é inacreditável, porém verdade: um senador brasileiro, candidato à presidência da república, afirmou em documento oficial endereçado ao escritório de comércio dos Estados Unidos, além de vassalagem, um explícito exemplo de traição à pátria: 

Tradução livre: “Não estou pedindo que os EUA deixem de tarifar o Brasil. Estou apenas propondo adiar a data em que as sanções econômicas, que nos trarão enormes prejuízos, serão aplicadas.”

O que mais resta para às devidas responsabilidades por entreguismo?

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