FSM debate convergência de lutas para deter fascismo e enfrentar crise estrutural do capitalismo
Lideranças da África, América Latina e Europa discutiram crises contemporâneas e ascensão da extrema direita; questão da imigração e luta do povo palestino foram pauta de várias atividades. (Foto: Tatiana Carlotti/F21)
TATIANA CARLOTTI
Enviada a Cotonou pelo F21 e Fatoflix
O avanço da extrema direita, as guerras, a concentração da riqueza, o imperialismo e a destruição ambiental são todos faces de uma crise global que exige uma resposta articulada dos movimentos sociais. A avaliação marcou a mesa “Crises globais: qual construção coletiva?”, realizada no sábado (8/08), em Cotonou, durante o Fórum Social Mundial.
O debate contou com a participação de Massa Koné, líder da Convergência Global das Lutas pela Terra e pela Água na África Ocidental (CGLTE-OA); Fabien Cohen do CRID (Centre de Recherche et d’Information pour le Développement); do brasileiro Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen); de Rosi Zúñiga, do Conselho de Educação Popular da América Latina e do Caribe (CEAAL); de Patricia Pol, da Attac France e de Morgane Ody, coordenadora-geral da La Via Campesina.
A discussão partiu do diagnóstico de que as crises contemporâneas não podem ser compreendidas isoladamente ou apenas dentro das fronteiras nacionais. Mudanças climáticas, conflitos armados, insegurança alimentar, concentração de terras e recursos naturais, desigualdade e autoritarismo são problemas interligados, que exigem respostas construídas desde os territórios, que devem ser articuladas internacionalmente.
Como sintetizou o grande líder das caravanas africanas, Massa Koné, diante de crises que ultrapassam países e continentes, a resposta também precisa atravessar fronteiras. É preciso “pensar e agir globalmente para sair dessas crises.” Dos territórios africanos às organizações camponesas, dos movimentos negros às lutas feministas, sindicais e ambientalistas, é urgente construir uma força social capaz de articular resistências locais e ação internacional.
Soberania alimentar é diferente de segurança alimentar
Koné relacionou as crises atuais que atingem gravemente os países africanos ao modelo de desenvolvimento capitalista, baseado na competição e na exploração dos recursos naturais. Os países ricos, destacou, “precisam da nossa matéria-prima [da África], mas estabelecem regras que nos oprimem”. Essa lógica contribui para produzir uma crise de confiança entre Estados, governos e populações e até entre diferentes comunidades dentro do continente africano.
Koné frisou que enquanto para os centros financeiros a palavra pode estar associada à redução de lucros e rendimentos, para os povos atingidos diretamente ela significa guerra, instabilidade política e genocídios. “Não existe país que possa escapar disso. Isso está além dos países e das nações”, afirmou, ao defender “uma análise global da situação.”
Segundo ele, segurança alimentar e soberania alimentar são conceitos distintos. Soberania implica a capacidade dos próprios povos de decidir o que cultivar e como garantir sua alimentação, enquanto a ideia de segurança admite relações de dependência externa.
Para enfrentar essa situação, Koné defendeu a construção de uma forte convergência de luta entre os países africanos, com capacidade de preservar as identidades e experiências próprias de cada região. Essa articulação, salientou, já está em curso na África Ocidental e em outras partes do continente africano. A palavra de ordem é “convergir nossas experiências, convergir nossas ideias. Convergir nosso compromisso”.
Consciência política e experiência de resistência
Na sequência, o brasileiro Gilberto Leal, dirigente do CONEN, trouxe para o debate em torno do enfrentamento das formas contemporênas de opressão, a necessidade de se recuperar as experiências históricas de resistência negra anticolonial e pan-africanista. “Temos uma grande responsabilidade em relação ao futuro da humanidade”, afirmou.
Ele destacou que o próprio FSM nasceu com o objetivo de enfrentar as opressões existentes no mundo e que sua palavra de ordem — “Um outro mundo é possível” — deve ser acompanhada pela construção concreta da base social capaz de produzir esse outro mundo. Essa construção, apontou, não parte do zero.
“Nós temos uma multiplicidade de exemplos dos nossos ancestrais que nos dão o caminho para essa construção”, afirmou, ao citar as lutas contra o colonialismo e as do pan-africanismo. “Sem nenhuma dúvida, essas experiências contribuíram para a independência dos países da África e são exemplos da nossa história de luta, que precisamos atualizar agora”, declarou.
Leal também citou as mobilizações nas Américas contra os projetos de integração comercial sob hegemonia dos Estados Unidos, como a ALCA. “Nós temos que enfrentar esses desafios para não ficarmos somente nas tentativas ou no desejo de vencer o capitalismo opressor”, salientou.
Para isso, ele defendeu que o FSM seja um instrumento permanente de formação e de conscientização política. “Eu proponho aqui que o Fórum Social abra uma campanha […] de consciência política de nossa base social no mundo inteiro”, afirmou. Essa formação deverá servir para construir “uma aliança maior e mais profunda com os movimentos sociais, movimentos sindicais e governos progressistas”.
Ele também propôs a construção de instrumentos próprios de comunicação para os movimentos sociais, salientando que eles não podem permanecer completamente dependentes das grandes plataformas digitais para organizar suas redes e circular suas informações. “Nós estamos sofrendo com as redes sociais existentes, então, temos que criar, se possível, a nossa própria rede social”, alertou.

Crises do capitalismo e ascensão do fascismo foi pauta central dos debates durante o FSM, em Cotonou (Foto: Tatiana Carlotti/F21)
Extrema direita e fascismo
Já a mexicana Rosa Zúñiga trouxe para o debate a experiência latino-americana e caribenha diante da ascensão da extrema direita. Ela também fez uma forte defesa da autodeterminação dos povos, mencionando a luta do povo cubano, em pleno bloqueio energético do governo Donald Trump e, também, a do povo palestino contra o genocídio perpetrado pelo Estado de Israel.
“Muitos povos também buscam sua autodeterminação. Como o povo palestino também. Ou como o povo cubano. Ou outros povos do mundo”, frisou Zúñiga. “O povo cubano sofre, o povo palestino sofre. E isso inclui também o povo do Benin. Nossos povos, em geral, sofrem muito”.
A dirigente do Conselho de Educação Popular da América Latina e do Caribe (CEAAL) também chamou atenção para problemas como desaparecimentos e assassinatos de mulheres no México. Ao tratar da violência em seu país, ela destacou particularmente a situação de Jalisco, onde cerca de 2,5 mil pessoas desapareceram. Zúñiga aproximou essas questões das diferentes crises enfrentadas pelos povos e frisou também as consequências das mudanças climáticas, mencionando transformações severas e grandes incêndios.
Ela relacionou o fascismo à disputa pelos territórios e à apropriação das terras e defendeu que a educação popular desempenhe um papel central na troca de experiências entre os movimentos. É preciso compartilhar os aprendizados acumulados pelas lutas latino-americanas e caribenhas e transformá-los em instrumentos de organização, afirmou, salientando: “temos uma resistência de mais de 500 anos”.
Essa resistência, destacou, expressa-se também na preservação das culturas e das identidades dos povos. “Através de nossas cores, através de nossas tradições, através de nossas roupas […] resistimos. Através da nossa música. Através da nossa poesia”, afirmou.
A partir dessa resistência, Zúñiga defendeu a criação de vínculos concretos entre os movimentos: “temos que fazer redes e coisas bem concretas entre nós”. Em sua avaliação, a resposta às crises passa pela capacidade dos povos de trocar experiências e construir formas próprias de organização, incluindo governo, economia, comércio e educação.
Desequilíbrio estrutural do capitalismo
Patricia Pol, da Attac France, por sua vez, argumentou que a expressão “crise global” é insuficiente para explicar o momento atual. Para ela, trata-se de um “desequilíbrio estrutural” de um sistema capitalista globalizado, produtivista e predatório.
Pol recuperou a trajetória das mobilizações altermundialistas que deram origem ao FSM e a proposta de “desarmar os mercados”, observando que décadas depois, “os mercados ainda não foram desarmados”, enquanto os Estados estão cada vez mais armados e grandes empresas multinacionais acumulam poder e riqueza.
A dirigente francesa relacionou diretamente esse processo ao fortalecimento da extrema direita. “Os movimentos sociais, os sindicatos, os coletivos de luta, as diásporas devem se unir contra a extrema direita, devem se unir para defender a justiça social e a justiça ecológica”, afirmou.
“Nós também precisamos desarmar o patriarcado. Nunca mudaremos este mundo” sem superar as relações de dominação entre homens e mulheres, afirmou.
Fabien Cohen, do CRID, destacou em particular a concentração dos meios de comunicação franceses nas mãos de multimilionários ligados à extrema direita, alertando que essa disputa política já ocorre no campo das mentalidades, da cultura e da memória histórica. “Eles querem reescrever a história”, afirmou.
Nesse contexto, Cohen destacou a importância de compreender a batalha cultural e ideológica travada pela extrema direita. O controle dos meios de comunicação amplia sua capacidade de difundir determinadas interpretações da história, dos conflitos sociais e das próprias lutas populares, enquanto os movimentos sociais enfrentam dificuldades muito maiores para fazer circular suas narrativas.
A resposta a esse processo, segundo ele, precisa ser construída a partir da sociedade organizada. Cohen apontou “a resistência, a luta, os movimentos sociais e a solidariedade internacional” como instrumentos fundamentais para enfrentar a ofensiva conservadora e produzir uma resposta coletiva às crises atuais, defendendo que essa articulação seja capaz de ligar as experiências locais às lutas internacionais.
As alternativas, argumentou, precisam nascer nos territórios e das experiências concretas das populações, mas não podem permanecer isoladas. Uma conquista obtida em uma comunidade, região ou país deve ser compartilhada para fortalecer movimentos que enfrentam problemas semelhantes em outras partes do mundo.
Terra, trabalho e igualdade
A coordenadora-geral da La Via Campesina, Morgane Ody, por sua vez, frisou que “em todo o mundo, a extrema direita está crescendo”. Essas forças, destacou, estimulam conflitos “entre pessoas de diferentes religiões, diferentes cores de pele, diferentes nacionalidades”, colocando populações umas contra as outras enquanto a fome aumenta e a crise ambiental destrói as condições materiais da vida.
Diante desse quadro, Ody apontou três campos interligados de enfrentamento: a luta pelos territórios e pelo direito das populações de decidir como utilizar a terra e os recursos naturais. A luta pelo trabalho, não apenas contra a exploração, mas contra o “trabalho alienado” — quando trabalhadores são mobilizados para produzir armas, publicidade ou bens que não atendem às necessidades sociais. E a luta pela igualdade e contra todas as estruturas de dominação. “Estamos todos no mesmo barco neste planeta e essa igualdade é essencial”, afirmou.
“Existem recursos suficientes no mundo para garantir uma vida digna a todos os seres humanos. Mas não existem recursos suficientes no mundo se os bilionários vierem pilhar tudo”, sintetizou. A crise, nessa perspectiva, decorre da forma como eles são apropriados e distribuídos. A resposta passa, portanto, pela construção de organização e força popular capazes de impedir essa apropriação e disputar a distribuição das riquezas.
Para Ody, essa tarefa exige superar também a fragmentação entre diferentes setores das classes populares. A dirigente destacou particularmente a necessidade de construir uma articulação forte entre pequenos produtores rurais e trabalhadores urbanos, aproximando as lutas do campo das mobilizações existentes nas cidades.
OUTRAS FRENTES DE LUTA
Direitos do povo palestino
Ao longo do FSM, centenas de atividades debateram e aprofudaram as graves crises atuais. A questão da Palestina atravessou diferentes eixos da programação do Fórum Social Mundial em Cotonou.
Além de atividades específicas sobre o genocídio em Gaza perpetrado pelo Estado de Israel, os ataques dos colonos israelenses contra a população na Cisjordânia ocupada, as graves violações aos direitos humanso em curso, incluindo a situação dos presos palestinos e a destruição da infraestrutrura do território ocupado, a luta do povo palestino esteve presente em vários debates mais amplos sobre colonialismo, imperialismo, autodeterminação dos povos, guerras e articulação internacional do Sul Global.
A programação do FSM também aproximou a resistência palestina das experiências históricas dos movimentos de libertação africanos e colocou a posição dos BRICS diante de Gaza entre os temas de discussão. A atividade “Lutas interconectadas por justiça e liberdade: dos movimentos de libertação africanos à solidariedade global com a Palestina”, realizada na noite de 5 de agosto, em Cotonou, contou com a presença de mais de pessoas, que ouviram a fala de vários ativistas em solidariedade ao povo palestino.
A reunião foi organizada pelo Palestinian Social Forum (PSF), plataforma de luta contra o imperialismo e o projeto colonial de assentimento sioniasta no território palestino, que reúne várias organizações e redes da sociedade civil palestina, aproximando-as de uma série de movimentos de jovens, mulheres, trabalhadores e camponeses que lutam por libertação e justiça social.
A atividade também contou com a colaboração do Forum Social Maghreb/Machrek, CRID, Palestinian Non-Governmental Organizations Network (PNGO), Palestinian Medical Relief Society (PMRS), Al Awda Health and Community Association, Attac France e do Fórum Mundial de Mídia Livre.
Durante o ato, jovens palestinos de Ramallah e Jerusalém organizaram uma exibição de documentários sobre a luta palestina e a situação em Gaza. O Brasil também participou da atividade, com a fala contudente da jornalista Rita Freire, membro do Fórum Latino-Palestino.
Ela mencionou várias iniciativas de solidariedade à causa palestina em curso no Brasil, incluindo as mobilizações de rua organizadas pela Frente em Defesa do Povo Palestino que promove atos regulares em São Paulo, o trabalho de cobertura do Monitor do Oriente Médio (MEMO) e do Coletivo Shireen Abu Akleh de Jornalistas contra o Genocídio, além de toda a articulação realizada pelo Fórum Latino-Palestino com a América Latina.
Freire também mencionou suas preocupações com a atual situação dos palestinos em Gaza e na Cisjordânia, alertando para a necessidade de mais mobilização e de ampliação da articulação internacional para romper com a estrutura de opressão sionista no território palestino.
Controle das fronteiras
Outra pauta fortemente debatida foi a questão da imigração. A atividade “A externalização das fronteiras e as resistências”, organizada pelas entidades WatchTheMed Alarm Phone, Alarme Phone Sahara, Boza Fii, Migreurop e Refugees in Libya – APS, discutiu como países ricos, particularmente os europeus, vêm transferindo para terceiros países parte do controle migratório que antes era exercido em suas próprias fronteiras.
Essa externalização das fronteiras não se restringe às barreiras físicas: envolve acordos entre governos, financiamento, vigilância, políticas de vistos, procedimentos consulares, controles em aeroportos e atuação de forças de segurança para impedir que migrantes cheguem aos países de destino.
Frente a esse cenário, foram denunciadas violações do direito migratório a partir de uma série de relatos relacionados às experiências migratórias africanas, incluindo mortes, detenções, desaparecimentos, tortura e exploração sexual de migrantes interceptados ou devolvidos à Líbia; racismo e a construção do migrante como ameaça na Tunísia; além da presença de políticas de vigilância no Marrocos, considerado “guardião da União Europeia”, a partir do uso de drones, guardas costeiros e outros mecanismos que vêm provocando o deslocamento das rotas migratórias para outras regiões do continente.

América Latina “deixou de ser somente um território de origem, trânsito e acolhida; cada vez mais, é incorporada às estratégias globais de controle da mobilidade humana”, afirma Paulo Elias, da Rede Sem Fronteiras. (Foto: Tatiana Carlotti)
A América Latina também entrou no debate. O brasileiro Paulo Illes, da Rede Sem Fronteiras, destacou que a “nossa região deixou de ser somente um território de origem, trânsito e acolhida; cada vez mais, é incorporada às estratégias globais de controle da mobilidade humana”. Segundo ele, esse processo ocorre em dois eixos principais: a contenção dos fluxos em direção aos Estados Unidos e a antecipação, em países latino-americanos, de controles destinados a impedir a chegada de migrantes à Europa.
“O que está sendo externalizado não é somente o controle das fronteiras. Também estão sendo externalizadas as responsabilidades internacionais de proteção”, ressaltou. Elias destacou a contradição brasileira que, apesar de possuir uma legislação migratória construída sob a perspectiva dos direitos humanos, além de experiências como o visto e o patrocínio comunitários, sofre os efeitos da expansão internacional das políticas de contenção.
“A externalização muda de forma de acordo com cada região do mundo, mas seus objetivos permanecem os mesmos: afastar as fronteiras, dificultar o acesso à proteção e deslocar responsabilidades internacionais”, apontou. Diante dela, a resistência não deve se limitar à denúncia das violações, mas também à construção de soluções.
“A estratégia defendida pela Rede Sem Fronteiras passa pela construção de um outro modelo de governança das migrações, assentado nos direitos humanos, na solidariedade e na corresponsabilidade internacional”, afirmou. Para isso, acrescentou, é preciso “fortalecer as redes internacionais da sociedade civil; produzir informação qualificada sobre as novas formas de externalização; monitorar permanentemente as violações de direitos; desenvolver ações conjuntas de incidência perante governos e organismos internacionais; fortalecer políticas de acolhimento e integração e garantir o protagonismo das próprias pessoas migrantes”.
Illes propôs que o Fórum Social Mundial deixe como resultado o fortalecimento de uma Aliança Internacional contra a Externalização das Fronteiras. “Os governos já construíram uma arquitetura internacional para controlar a mobilidade humana. Agora é nossa vez de construir uma arquitetura internacional da solidariedade, da cooperação e da defesa dos direitos humanos. Não estamos disputando somente políticas migratórias. Estamos disputando o significado da mobilidade humana”, destacou.
Em sua avaliação, “se aceitamos que migrar é uma ameaça, a externalização sempre parecerá legítima. Mas, se reafirmamos que migrar é um direito humano e que proteger vidas é uma obrigação internacional compartilhada, então outra governança das migrações não só é possível: é necessária.”
Comunicação contra o fascismo
A escalada do fascismo e sua relação com a comunicação e as plataformas digitais também foram tema de atividades realizadas durante o FSM. Uma dessas atividades, “Política de Comunicação e Processo de base, face ao fascismo”, foi organizada pelo Réseau International para Inovação Social e Ecológica, Grupo de impulso FSM COL 2028, Conselho de Educação Popular da América Latina e do Caribe-CEAAL e Fórum Mundial de Mídia Livre.
Segundo a jornalista Rita Freire, que também participou da atividade, a ação reuniu militantes da comunicação da América Latina (Brasil, Colômbia, Nicarágua), da Europa (Alemanha), do Oeste africano e da América do Norte (Canadá). As discussões em grupo focaram no papel, na sustentabilidade e na interconexão das mídias livres entre si e, também, junto aos movimentos sociais.
O tema orientador da atividade foi pensar formas de articulação no combate às narrativas fascistas. Uma das conclusões foi de que as “e também com os movimentos visando o combate às narrativas fascistas, além do fortalecimento de plataformas livres e redes autônomas.
Também foi discutido o funcionamento das plataformas sociais e seu controle sobre a sociedade civil apontando o papel crítico e combativo das mídias livres contra esse processo. Os ativistas programaram para daqui um mês um novo encontro virtual para dar sequência e aprofundar as discussões.


Tatiana Carlotti é repórter do Fórum 21 desde 2022, cobrindo política e cultura (confira aqui). Atua também em Opera Mundi, cobrindo política internacional. Tem passagem por Carta Maior e Blog Zé Dirceu. É doutora em Semiótica (USP-SP), mestre em Crítica Literária (PUC-SP) e graduada em História (USP-SP).
