FSM no Benin ecoa vozes combativas da África: ‘iremos juntos até o fim’
Tradicional marcha do evento global ocorreu no sábado (08) com forte participação de movimentos e lideranças populares dos países africanos que pressionam por ‘terra, água e direitos’; encerramento contou com presença massiva dos reis do país e delegações internacionais. (Foto: Tatiana Carlotti – F21)
POR TATIANA CARLOTTI
Enviada especial a Cotonou pelo F21/Fatoflix
A escolha de Benin como sede do Fórum Social Mundial (FSM) lançou um holofote sobre as lutas dos movimentos sociais e populares do continente africano. Sob o bordão “nós iremos até o fim”, lideranças e ativistas das caravanas organizadas pela Convergência Global das Lutas pela Terra e Água na África Ocidental (CGLTE-OA) contagiaram as organizações e militantes de 108 países que participaram da 17ª edição do evento global, ocorrido entre os dias 4 e 8 de agosto, em Cotonou.
Juntos e sob o mesmo grito em torno de um outro mundo possível, eles marcharam no último sábado (08) nas dependências da Universidade de Abomey-Calav, após o ato ser impedido de ocorrer nas ruas da maior cidade beninense, de 760 mil habitantes. São bandeiras e palavras de ordem de organizações, em geral, muito pouco divulgadas e que trazem uma África aguerrida e em plena luta pelo usufruto de direitos por recursos naturais, à plena soberania, equidade de gênero e justiça social.
Desde meados de julho, essas organizações marcham por comunidades de diversos países africanos nas caravanas organizadas pela CGLTE-OA, sob a coordenação de Massa Koné, liderança inconteste entre os ativistas africanos. Ao longo do ato, as palavras de ordem foram vocalizadas em diversos cartazes: «Defender as sementes camponesas é construir uma soberania alimentar baseada na agroecologia camponesa e na justiça social», defendiam as lideranças da Caravana da África Ocidental.
“Direito à terra, à água, às sementes e as florestas”, complementava os membros da caravana a África Central; enquanto a Associação para a Defesa dos Direitos e Apoio às Trabalhadoras Domésticas exigia “Gestão equitativa dos recursos naturais, proteção social no trabalho e trabalho digno”.

Ativistas africanos e internacionais em marcha no FSM de Cotonou. (Foto: Tatiana Carlotti – F21)
O reconhecimento da autodeterminação dos povos, princípio básico das Nações Unidas, entrou em pauta no imenso cartas levado pelo povo saarauí, que pede “A libertação de todos os prisioneiros saarauís detidos nas prisões marroquinas”. Já os ativistas do Memorial Thomas Sankara denunciavam a violência em Burkina Faso, empunhando um imenso cartaz, com a diretriz do líder revolucionário: “ousar inventar o futuro”.
Ao lado dos movimentos africanos, as entidades internacionais empunharam suas palavras de ordem. Em meio às bandeiras ecoando “Free Palestine”, a Assembleia Social Mundial das Lutas e da Resistência exigia “Basta de racismo, fome, guerras e fascismo. Paz, terra, água e justiça climática para todos”; enquanto a francesa Attac alertava para a necessidade de “descolonizar o mundo, desarmar as multinacionais e construir a paz e a solidariedade”.
Esses e tantos outros temas que norteiam milhares de pessoas engajadas na construção de “um outro mundo possível” foram debatidos ao longo dos três dias do evento em Cotonou, cujo balanço culminou na conferência de encerramento, após a marcha, no auditório Idriss Deby.
Atrações culturais e a intervenção de vários ativistas das caravanas, das delegações internacionais e dos organizadores locais do FSM dividiram o palco e a atenção da plateia que incluiu a presença dos reis do Benin, gestores tradicionais, que detêm imenso respeito do povo beninense.
Papel central das caravanas
“Massa Koné é um grande líder da nossa luta”, afirmou ao F21, Mariama Siri Jalo, coordenadora da Via Campesina na Guiné Bissau. “Ele não pegou um avião para vir até aqui, permaneceu ao nosso lado e passou conosco todas as dificuldades do percurso [das caravanas]”, ressaltou, referindo-se ao bloqueio realizado pelo governo Romuald Wadagni, empossado em maio deste ano, contra a entrada das caravanas a partir de Lomé, na última segunda-feira (4).
“As autoridades disseram que não podíamos entrar”, contou a líder popular, frisando que a marcha passou, sem problemas, pela Guiné-Bissau, Senegal, Guiné-Conacri, Gana e Costa do Marfim. “Nossos coordenadores entraram em contato com as autoridades até porque muitos países participantes do FSM estavam aguardando a nossa chegada em Cotonou”, acrescentou. Foram mais de 24 horas de negociações para que as caravanas regressassem e o evento fosse liberado.
A líder da Via Campesina também ressaltou o impacto das caravanas pelos países africanos. “A caravana reúne diversas etnias e nós atravessamos essa fronteira. Trocamos experiências e pudemos ver como as outras pessoas moram, alimentam-se e usam seus transportes”, acrescentou, ao contar ter montando em um cavalo que nunca havia visto antes em seu país.
“Na caravana as pessoas se unem e criam uma solidariedade comum entre os povos. Queremos que ela continue, é muito importante. Ela cria um espaço de diálogo entre as pessoas, sobretudo, entre as mulheres”, observou.

“A caravana é uma escola e nós discutimos muito sobre o que podemos fazer”, afirma Mariama Siri Jalo, coordenadora da Via Campesina na Guiné Bissau. Foto: Tatiana Carlotti/F21
Mariama está à frente de uma plataforma destinada às mulheres africanas que visa denunciar violências, dificuldades em relação ao acesso à terra e, sobretudo, a persistente ausência de voz feminina nas decisões das comunidades. Sua militância começou com a alfabetização de crianças na Guiné Bissau. Ela chegou a trabalhar como alfabetizadora para as Forças Armadas do país e, atualmente, ensina as mulheres camponesas a ler e a escrever, “inclusive, para que elas possam entender as leis que lhes permitem ter acesso à terra”.
Questionada sobre a situação das mulheres na Guiné-Bissau, a líder popular mencionou que muitas ainda não têm voz dentro de suas comunidades. “Elas fazem suas atividades geradores de rendimento, mas nem o governo, nem os homens as apoiam”.
Segundo Mariama, um dos grandes problemas é a continuidade escolar das meninas. Muitas cursam apenas os três primeiros anos básicos e abandonam a escola para trabalhar e, em casos mais graves, para se tornarem esposas em casamentos forçados. “Nossa plataforma está justamente trabalhando para mudar essa realidade e permitir que as mulheres tenham acesso à escola, criem e desenvolvam sua autonomia”, frisou.
Mulheres em luta
A luta das mulheres africanas e do mundo inteiro teve grande espaço nos debates desta 17ª edição do FSM. A jovem Fanta Diallo, pertencente à União das Mulheres do Setor Informal, também frisou o impacto das caravanas da CGLTE nesta luta, em sua fala na conferência final do evento.
“Após vinte dias de caravanas e paradas entre os países, aqui estamos nós, num momento histórico e inesquecível do FSM. Estamos aqui para celebrar os nossos dez anos de caravana. Dez anos de luta e combate em defesa dos direitos das comunidades rurais. Dez anos de esforços para que as mulheres, os jovens e as comunidades rurais possam ter acesso aos recursos naturais”, observou.
Ela destacou que as caravanas trazem muitas oportunidades, atuando como “espaços de partilha de experiências, de aprendizagem e estabelecimento de relações entre as mulheres da África”. Atualmente, a União das Mulheres do Setor Informal encontra-se presente em 15 países africanos, enquanto a Associação de Defesa dos Direitos das Trabalhadoras Domésticas atua em dez nações da África Ocidental.

Caravanas atuam como espaços de partilha de experiências, aprendizagem e estabelecimento de relações entre mulheres africanas. (Foto: Tatiana Carlotti – F21)
Defesa das minorias sexuais
Os direitos das minorias sexuais foi outra bandeira de luta presente no Fórum africano. Atualmente, mais de trinta países africanos oprimem com políticas repressivas, em maior ou menor grau, sua população LGBT. Não é o caso do Benin, explicou Agblakou Luc Expedit Zinssou, presidente da Société Hirondelle Club. “Nossos governantes acompanham-nos e apoiam-nos, porque trabalhamos em estreita colaboração com eles para que as coisas possam realmente mudar”, disse ao Fórum 21, durante a marcha.
A discriminação, no entanto, ocorre na sociedade, nas comunidades e nas famílias. “Estamos trabalhando para que as minorias sexuais sejam verdadeiramente incluídas em projetos e programas, seja no Benim, na África ou no mundo”, frisou.
Zinssou é um dos fundadores do Fórum Social Mundial do Orgulho, “um espaço que criámos para que as minorias sexuais e de género tenham seu lugar de direito no Fórum Social Mundial”.
“De Porto Alegre a Cotonou, passaram-se 25 anos do FSM sem que as minorias sexuais e de gênero tivessem um espaço próprio no FSM. Por isso, nós criámos o Fórum Social do Orgulho no Benim para que seja o espaço oficial capaz de reunir os movimentos e as lutas pelas minorias sexuais em nível mundial”, afirmou.
Luta Saarauí
A luta pela autodeterminação dos povos também esteve na marcha. Bachir Moutik, membro da resistência saarauí, explicou ao F21, o contexto de cerca de 2 milhões de pessoas no Saara Ocidental. Última colônia africana da Espanha, em 1975, a região foi entregue ao Marrocos e à Mauritânia, sem qualquer processo de decolonização ou de escuta da população local sobre seu destino.
O ativista acusa nesse processo “uma grave violação do princípio da autoderminação dos povos, garantido pelas Nações Unidas”, em que “a Espanha, simplesmente, cedeu o território ao Marrocos e à Mauritânia”. Frente a isso, a Frente Polisário, que já vinha combatendo a ocupação espanhola, continuou sua luta contra os dois países. Em 1979, a Mauritânia se retirou da região e agora, explicou Moutik, a guerra se concentra, essencialmente, contra o Marrocos.
“O povo saarauí continua sua luta. Houve um cessar-fogo há 10 anos, mas desde novembro de 2020, tivemos um regresso à guerra porque não há solução”, avalia. Ele frisou que o cenário piorou em dezembro de 2020, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu primeiro mandato, apoiou o Marrocos, com suporte da França, mencionando também, como agravante neste processo, a normalização das relações entre o governo marroquino e o Estado de Israel.
“O que os norte-americanos querem nos impor é ficarmos sob o domínio de Marrocos. Queremos, a todo o custo, exercer ou aplicar o nosso direito à autodeterminação com a opção da independência”, destacou.
Segundo ele, a disputa na região engloba a exploração mineira, em particular, o fosfato. “O território é muito rico e, atualmente, não está totalmente explorado”. Moutik também salientou as intenções do Marrocos de explorar as energias renováveis, incluindo a construção de parques eólicos e energia fotovoltaica, na região. “Estão vendendo isso para a Europa”, destacou.
Em meio a luta, os saarauís da diáspora atuam em uma grande frente de sensibilização. “Nossa causa não trata-se apenas da independência do Saara Ocidental, mas da defesa da independência e de um mundo onde os povos se emancipem e cada povo tenha seus direitos garantidos. Estamos lutando pelo exercício do direito à autodeterminação dos povos. Se os sarauís, os palestinos, o kanakys conseguirem isso, outros povos do mundo também o farão”, afirmou.
Segundo ele, “o direito dos povos à autodeterminação deve estar entre os princípios fundamentais. É preciso exercê-lo e reexercê-lo tantas vezes quanto necessário. Cada povo tem o direito, a qualquer momento, de decidir o que quer”.
Delegações internacionais
Na conferência final, os movimentos, organizadores locais e representantes internacionais do FSM no Benin tomaram a palavra. Membros da Comissão Internacional do FSM, Tikaswari Rai (Ásia-Pacífico) e Rosa Zuñiga (América Latina e Caribe) salientaram a importância do evento para as lutas do Sul Global.
Tikaswari Rai, membro da Comissão Organizadora do FSM no Nepal, lembrou que “guerras e conflitos geopolíticos estão agravando a pobreza e as desigualdades”. Ela frisou que “dificuldades econômicas, insegurança alimentar e energética, mudanças climáticas, deslocamentos e déficits democráticos estão afetando milhões de pessoas na Ásia, na África e em todo o mundo”.
“Mas não estamos aqui apenas para falar sobre crises, estamos aqui para construir alternativas”, ponderou, ao frisar que o FSM nos lembra que “outro mundo é possível e que este mundo deve ser construído por meio das lutas populares, da solidariedade, da democracia, dos direitos humanos, da justiça social, da justiça climática e da igualdade econômica”.
“Da Ásia à África, destacou, as lutas “das comunidades que defendem suas terras e meios de subsistência aos movimentos que lutam pela paz, pela democracia, pelos direitos dos trabalhadores, pelos direitos das mulheres e pela justiça climática estão interligadas”. Ela fez votos de que o espírito de solidariedade vá além de Cotonou, “fortalecendo os movimentos e construindo laços mais sólidos” por todas as regiões do Sul Global e desafiando “os sistemas que colocam o lucro e o poder acima das pessoas e do planeta”.
“Acreditamos que a paz sem justiça não é sustentável, o desenvolvimento sem igualdade não é progresso e a democracia sem a participação do povo não é democracia”, frisou.

Representando as delegações internacionais, Tikaswari Rai (Ásia-Pacífico) e Rosa Zuñiga (América Latina e Caribe), também membros da Comissão Internacional do FSM, salientaram os atuais desafios e a importância do evento para as lutas do Sul Global.
Rosa Zuñiga, por sua vez, destacou as lutas em curso na América Latina e no Caribe. A região apresentou sua disponibilidade para sediar a próxima edição do FSM.
“Da América Latina e do Caribe, nós nos sentimos muito honrados por estarmos aqui hoje no Fórum Social Mundial”, disse a ativista, destacando que o FSM no Benin “foi uma oportunidade de unir nossas lutas para compartilhar nossas estratégias, nossas dores e nossas lutas. Há esperança de construir outros mundos possíveis. Viva os povos que lutam, não nos subjulgaram e não conseguirão”, frisou.
Ela também destacou que, em meio aos ataques e ameaças contra os povos do continente latino-americano, é fundamental estarmos ao lado de “todos os povos que ainda vivem a opressão sistêmica”. E passou o recado: “pelo Haiti, por Cuba, por todas as pessoas que procuram seus filhos ou filhas: Justiça e reparação já!”
De Benin para o mundo
Os reis do Benin prestigiaram os movimentos sociais africanos ao comparecerem e darem suas bênçãos ao evento.O rei do Wémé-Tosso, sua Majestade Zoundjèwandji Ganmassizo, sintetizou esse apoio.
“Durante vários dias, Cotonou foi muito mais do que um local de encontro, mas um espaço onde mulheres e homens de diferentes origens puderam conversar, ouvirem uns aos outros e, por vezes, compreenderem-se de outra forma, em prol do sonho de um mundo melhor”, afirmou.
“Ouvimos a voz dos camponeses, dos pescadores, das mulheres, dos jovens, dos investigadores, dos artistas e dos sábios. Falámos de justiça social, de paz, do clima, da soberania alimentar e do futuro. Por trás de todas estas grandes palavras há seres humanos que sonham com um mundo melhor. Pessoas que querem viver com dignidade. Jovens que querem acreditar no futuro. Famílias que querem viver em paz. Povos que querem ser respeitados e comunidades que querem poder decidir sobre seu próprio destino. É isso que devemos reter desta corrente”, declarou o soberano dos Tossonou Ayato-Ganmènou, do vale do Wémé.

“Por trás de todas estas grandes palavras, há seres humanos que sonham com um mundo melhor”, afirma o rei Zoundjèwandji Ganmassizo. (Foto: Tatiana Carlotti/ F21)
Ele ressaltou o poder dos antepassados e do espírito comunitário na luta. “Os nossos antepassados nos ensinaram que a riqueza de um povo não se mede apenas pelo que ele possui, mas pela forma como cuida dos seus filhos, dos seus idosos, da sua terra e do seu próximo. Nas tradições africanas, sabemos que ninguém confia apenas em si próprio, porque quando a nossa hora chega, é toda a comunidade que avança. Quando um de nós sofre, é toda a comunidade que deve estender a mão”, afirmou.
“É por isso que não devemos deixar que as palavras aqui proferidas fiquem confinadas às paredes deste Fórum Social Mundial. Que cada um parta com algo no coração: uma ideia, uma promessa, uma decisão e, acima de tudo, uma mão estendida. E que, daqui a alguns anos, quando olharmos para trás, possamos dizer: sim, algo mudou porque estivemos aqui em Cotonou”, acrescentou.
Ele também afirmou que o Benin estará “sempre pronto para acolher qualquer alma humana” e abençoou os participantes do evento, “que nossos antepassados velem por cada um dos vossos passos, em cada etapa do Fórum Social Mundial”, desejando paz, diálogo e respeito entre os países em torno do que nos une: “a nossa humanidade”.
“Juntos até o fim“
Na sequência, o grande líder da CGLTE-OA, Massa Koné, agradeceu aos organizadores locais e internacionais pelo evento, trazendo um discurso contundente em torno da luta e da unidade dos movimentos africanos. “Estamos chegando ao final [do evento], mas não vamos embora. Não é o fim, é realmente mais um passo que damos juntos, graças à nossa coragem”, frisou.

Massa Koné (centro, terceira fileira) caminha entre ativistas das caravanas africanas durante a marcha do FSM, em Cotonou, no último sábado. (Foto: Tatiana Carlotti/F21)
Koné rememorou a construção do FSM no Benin, destacando o apoio “das comunidades” e “dessa grande família” que “nos dá força”. “Eu luto todas essas batalhas com meus irmãos malianos, meus irmãos africanos, meus irmãos da sub-região”, exemplificou.
Ele ressaltou que o FSM é hoje o único corpo global dos movimentos, destacando o apoio internacional e a presença das delegações internacionais. Do Brasil, ele citou os “irmãos afrodescendentes” do Comitê da Bahia/Brasil, cuja presença foi carregada de um forte simbolismo, devido ao elo histórico entre os dois países.
Koné também reiterou que a CGLTE-OA continuará a luta social tendo em vista a construção de um grande movimento dos movimentos sociais africanos. E destacou que “um outro mundo não será possível enquanto as pessoas não estiverem comprometidas em concretizá-lo”.
“Nós podemos fazer esse outro mundo. Não é um sonho, não é slogan, mas temos de demonstrar isso com nosso compromisso. Somente juntos é poderemos construir esse mundo do futuro. Viva a libertação pelo diálogo. Viva a voz dos que não tem voz. Juntos nós iremos até o fim”, concluiu.

Tatiana Carlotti é repórter do Fórum 21 desde 2022, cobrindo política e cultura (confira aqui). Atua também em Opera Mundi, cobrindo política internacional. Tem passagem por Carta Maior e Blog Zé Dirceu. É doutora em Semiótica (USP-SP), mestre em Crítica Literária (PUC-SP) e graduada em História (USP-SP).
