Minas Gerais sedia 3º Fórum dos Direitos da Natureza com apoio da ONU e coloca Brasil no centro de debate global

Minas Gerais sedia 3º Fórum dos Direitos da Natureza com apoio da ONU e coloca Brasil no centro de debate global

Evento em Ouro Preto e Mariana, entre os dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto, impulsiona movimento que propõe reconhecer a Terra como sujeito de direitos (Foto: Fórum Brasileiro dos Direitos da Natureza).

POR 3º Fórum Brasileiro dos Direitos da Natureza

O Brasil será palco de um dos debates socioambientais mais inovadores da atualidade. Entre os dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto, as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana (MG) recebem o 3º Fórum Brasileiro dos Direitos da Natureza, realizado com o apoio do Programa Harmony with Nature da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro reúne lideranças indígenas, comunidades tradicionais, juristas, pesquisadores e organizações da sociedade civil em torno de uma proposta que vem ganhando força no mundo: reconhecer a Natureza como sujeito de direitos.

Mais do que um evento, o Fórum marca o avanço de uma agenda que questiona a forma como o sistema jurídico e econômico enxerga o meio ambiente. A ideia central é simples e, ao mesmo tempo, transformadora: rios, florestas e ecossistemas não devem ser tratados como recursos exploráveis, mas como entidades com direito à existência, regeneração e proteção.

Esse movimento, que já inspira legislações em países como o Equador, ganha força no Brasil por meio da articulação entre organizações como a Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza – Mãe Terra que atua na construção de políticas públicas e no apoio a iniciativas legais voltadas à proteção da Natureza.

O 3º Fórum surge como um momento decisivo dessa trajetória. Realizado em Mariana, região marcada pelo desastre ambiental do Rio Doce, o encontro conecta o debate teórico às consequências concretas da degradação ambiental, trazendo à tona a urgência de novos paradigmas jurídicos e políticos. A escolha do território reforça o questionamento central que mobiliza o evento: o que mudaria se ecossistemas afetados por tragédias ambientais fossem reconhecidos como sujeitos de direito?

Veja Também:  Defesa nacional – um imperativo existencial

Ao longo dos três dias, o Fórum promove uma intensa troca entre saberes tradicionais, ciência e direito, além de fomentar propostas concretas que podem influenciar legislações no Brasil e dialogar com iniciativas internacionais. A programação também se conecta a debates globais em curso, contribuindo para a construção de instrumentos internacionais voltados à proteção da Terra.

Com forte potencial de repercussão, o evento oferece uma oportunidade para aprofundar uma pauta emergente no jornalismo contemporâneo: “A Terra tem direitos — a nova fronteira dos direitos da Natureza no Brasil”. A abordagem reúne elementos de investigação, impacto humano e inovação jurídica, ao dar voz a comunidades indígenas, populações tradicionais e especialistas que estão redesenhando a relação entre sociedade e meio ambiente.
O evento será presencial, com inscrições gratuitas por meio do site forumdireitosdanatureza.org.br.

Sobre a Articulação Brasileira pelos Direitos da Natureza, a Mãe Terra

A Articulação nasceu de um diálogo realizado no Seminário Nacional do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental a partir de uma das conclusões do Sínodo da Amazônia, realizado em outubro de 2019, indicando ser necessário defender os direitos das pessoas e da natureza.

Nossas redes:
www.forumdireitosdanatureza.org.br
@forumdireitosdanatureza
www.direitosdanatureza.eco.br
@direitosdanatureza.eco

Contato para imprensa:
Ludger Comunicação – Karolly Ludger
Assessora de imprensa (11) 99539-7612
[email protected]

Tagged: