Diálogos AMSUR – Eleições 2026 e as estratégias para um Brasil democrático e soberano

Diálogos AMSUR – Eleições 2026 e as estratégias para um Brasil democrático e soberano

Em mais uma edição de seu programa de debates, Diálogos AMSUR conversa com Tarso Genro, que foi prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul, além de ministro da Educação, das Relações Institucionais e da Justiça durante os dois primeiros governos Lula

POR DIÁLOGOS AMSUR

Os acontecimentos políticos e geopolíticos recentes – julgamento do núcleo golpista pelo STF, tarifaço, desmonte da governabilidade congressual, reorganização da direita que busca novo arranjo para 2026, PECs da anistia e do foro privilegiado, etc. – apontam para um quadro político instável e profundamente polarizado, que tem como centralidade as eleições de 2026.

Para essas eleições, surgem cenários complexos com possibilidades futuras que demandam o desenho de uma estratégia política que combine um conjunto de variáveis também complexas. Conquistar um novo governo progressista, como o atual, demandará composições que lhe permitam a vitória eleitoral e, ao mesmo tempo, um futuro governo com melhores condições de avanço em direção a um “projeto de país”.

Assim, o desafio é não apenas conseguir a vitória nas eleições presidenciais, mas permitir ao novo governo sedimentar-se em um processo de transição simultaneamente negociado e disputado. Negociado, por um lado, pela necessidade de compor maiorias políticas, particularmente congressuais, mas também sociais, com interesses distintos que se precisarão articular e que serão limitantes no prazo de um mandato.

Disputado, por outro lado, por precisar referir-se a um horizonte de mais largo prazo, na direção da disputa de um “Projeto de País”, cuja consecução demanda a constituição de uma correlação de forças e uma visão de longo prazo, do qual o tempo de um governo é parte e não fim absoluto, já que vários aspectos desse projeto são estruturais e precisam de mudanças de mais longo prazo, mas que demandam sedimentação de premissas para sua continuidade, tanto no âmbito interno ao País, como em sua inserção geopolítica, particularmente na América do Sul.

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Esse horizonte, para ser perseguido, impõe ao próximo processo eleitoral uma estratégia com maior sofisticação, focando não apenas as eleições nacionais majoritárias, mas também as estaduais e as congressuais. Como organizar as frentes políticas necessárias para isso? Como desenhar, já no processo eleitoral, uma disputa pelo futuro do País, que dê norte às obrigatórias disputas políticas pós-eleitorais?

Para avançarmos nesse debate, contaremos com as contribuições de Tarso Genro, advogado que foi prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul, além de ministro da Educação, das Relações Institucionais e da Justiça durante os dois primeiros governos Lula. Confira a discussão:

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