Com Lula e Wellington Dias, o povo pobre é levado ao centro da política

Com Lula e Wellington Dias, o povo pobre é levado ao centro da política

Por Oscar de Barros

É necessário reverenciar figuras como Lula e Wellington Dias — homens públicos sensíveis, comprometidos com a transformação social e com a dignidade dos mais pobres

Ainda persiste, em amplos setores da elite brasileira, um pensamento tão arcaico quanto cruel: a ideia de que é necessário manter o povo na pobreza para garantir serviçais. Esse raciocínio, embora raramente dito com todas as letras, aparece nas entrelinhas de discursos que desqualificam programas sociais como o Bolsa Família. “Depois desse benefício, ninguém mais quer trabalhar”, dizem alguns, ignorando que o verdadeiro anseio da população é por trabalho digno, com salário justo e condições humanas.

Rejeitar essa lógica elitista é reconhecer o papel histórico de líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, que em seu primeiro mandato criou o programa Fome Zero — mais tarde transformado no Bolsa Família —, revolucionando a política de combate à fome no Brasil. No Piauí, essa visão foi imediatamente compreendida por Wellington Dias, que, antes mesmo da vitória eleitoral de Lula em 2002 ser sacramentada, já havia incorporado o combate à fome como prioridade absoluta em seu governo.

Foi assim que nasceu uma experiência emblemática em Guaribas e Acauã, liderada pela professora e assistente social Rosangela Sousa. Ela foi encarregada de desenhar, em território piauiense, a política que logo ganharia reconhecimento internacional. 

Como diz o dito popular: “o mundo não gira, ele capota”.

Em 2016, o Brasil sofreu um golpe parlamentar que afastou a presidenta Dilma Rousseff — mulher honesta e competente — para dar lugar a Michel Temer, arquiteto de retrocessos como a reforma trabalhista, a reforma da Previdência e o chamado teto de gastos, que congelou investimentos sociais por duas décadas. Na sequência, o país foi lançado ao caos pelo governo de Jair Bolsonaro, cuja gestão levou milhões de brasileiros à fome, à fila do osso e ao desamparo.

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Em 2022, Lula foi reconduzido à Presidência da República e, em um gesto simbólico e estratégico, nomeou o senador Wellington Dias para o Ministério do Desenvolvimento Social. O “Índio”, como é carinhosamente chamado, assumiu a missão de tirar o Brasil, mais uma vez, do Mapa da Fome. E a meta, que parecia ousada para quatro anos, foi atingida antes do previsto. A FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, anunciou hoje, que o Brasil erradicou novamente essa mancha da sua história — uma conquista que remonta às ações de inclusão dos governos petistas e que já havia sido alcançada em 2014, no governo Dilma Rousseff.

Em comentário recente, respondi a uma pergunta recorrente: “Qual é a maior obra do PT?” Sem hesitar, disse: é a redução histórica da pobreza e da extrema pobreza. Dados recentes do IBGE mostram que o Piauí tem apresentado quedas expressivas nos índices de miséria e insegurança alimentar, resultado direto de políticas públicas voltadas aos que mais precisam.

Hoje, é necessário reverenciar figuras como Lula e Wellington Dias — homens públicos sensíveis, comprometidos com a transformação social e com a dignidade dos mais pobres. Eles rompem com a lógica secular das capitanias hereditárias, que ainda sobrevive no pensamento da elite, segundo a qual a política deve atender aos de cima (os ricos) e abandonar os de baixo (os pobres) à própria sorte. Com Lula e Wellington, a resposta é clara: não. A política deve servir ao povo — especialmente aos que sempre foram esquecidos.

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