Santo Frei Galvão e Padre Júlio

Santo Frei Galvão e Padre Júlio

A propósito da proibição episcopal a Padre Júlio Lacellotti o impedindo de continuar a divulgar um dos maiores trabalhos sociais e críticos que realiza junto à população de rua, relembro que o primeiro santo brasileiro canonizado, Santo António Galvão, foi expulso de São Paulo pelo Governador da época por ter defendido um pobre soldado condenado à morte por desobediência e que estava sendo açoitado. Salvou-o e enfrentou o poder autoritário da época. Como represália, foi destituído do Mosteiro da Luz que havia construído, hoje Museu de Arte Sacra, tendo que retornar à sua terra, Guaratinguetá. Pois a comoção e a mobilização popular foram tão grandes que o Governador teve que voltar atrás e ele pode retornar a São Paulo ainda mais forte para continuar seu trabalho social que o levou a ser canonizado.

Tenho certeza que o trabalho de Padre Júlio é assim tão importante e impressionante quanto e que um dia ele será também canonizado pela imensa e diária dedicação de sua vida aos que sofrem as piores injustiças e invisibilidade por serem sem teto, drogados, desesperados, famintos, doentes, rejeitados tendo como única voz as fortes palavras cheias de coragem e dedicação de Padre Júlio, o iluminado. Quem já ouviu seus discursos agradece tanta sabedoria, força e entrega. Estamos diante de alguém que ultrapassa os limites do simplesmente humano. Sua luz brilha forte!

Vamos nos mobilizar como fez no passado o povo de SP para resgatar Frei Galvão de uma proibição arbitrária!

Volta Padre Júlio! Queremos ouví-lo!

(+) Imagem em destaque: Padre Júlio Lancellotti. Crédito: Reprodução/Redes Sociais

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