Lula amplia liderança na corrida presidencial
O presidente Lula (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador de direita Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de outubro, segundo mostrou nesta quarta-feira uma pesquisa da Quaest encomendada pela corretora Genial. Esta é a primeira pesquisa da Quaest após uma série de acontecimentos políticos, incluindo uma investigação de corrupção que tem como alvo um importante aliado de Lula e discussões sobre a responsabilidade pelas novas ameaças de tarifas dos EUA contra o Brasil. Lula, de esquerda, aparece com 45% das intenções de voto em um possível segundo turno, contra 37% do senador Bolsonaro, atualmente o principal candidato da oposição. Pesquisa da Quaest realizada em junho mostrou Lula à frente de Flávio Bolsonaro por 44% a 38%.
Em um cenário de primeiro turno, Lula obteria 40%, Bolsonaro 28%, Ronaldo Caiado 4%, Renan Santos 3% e Romeu Zema 2%. No Brasil, se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos válidos, os dois candidatos mais votados vão para o segundo turno. A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho. A pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. (Bloomberg / Reuters / Ansa)
MARIELLE: EXECUÇÃO DAS PENAS
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a execução imediata das penas de prisão contra os condenados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, ocorrido em 2018, o que representa um passo decisivo em um dos casos de crime político mais emblemáticos do país. Ao declarar encerrado o processo criminal, o Supremo Tribunal Federal abriu caminho para que os mentores e cúmplices condenados começassem a cumprir suas penas, após anos de processos judiciais. (Telesur)
NOVO TARIFAÇO: EUA QUEREM O IMPOSSÍVEL
O Brasil se prepara para a imposição, pelos Estados Unidos, de uma nova tarifa de 25% sobre parte de suas importações, após meses de negociações intensas, mas em grande parte infrutíferas, segundo informaram à Reuters três pessoas a par do assunto. A medida deve dar início a uma rodada mais ampla de tarifas americanas que afetará vários países. O anúncio do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, previsto para esta quarta-feira, pode afetar mais de 4.000 produtos, do açúcar ao ferro-gusa, exportados do Brasil para o mercado norte-americano, representando cerca de US$ 15 bilhões em comércio anual, de acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria. “Houve dezenas de reuniões, seis ou sete só no último mês”, disse uma autoridade brasileira. “Mas eles querem o impossível.” “Eles estão dando um tiro no próprio pé”, disse uma autoridade sobre o governo Trump. “Estão empurrando o Brasil e outros países cada vez mais para a Ásia.” (Reuters/ Ansa)
O Guardian publicou na terça-feira um editorial no qual afirma que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usa acusações comerciais e tarifas contra o Brasil para atacar a autonomia do país. “Trump transforma a autonomia (do Brasil) em uma infração comercial”. “A ameaça tarifária de Donald Trump reinterpreta a tentativa do Brasil de proteger sua democracia como uma prática comercial desleal – e dá ao bolsonarismo um palco em Washington”, afirma o editorial do jornal.
PCC E CV: LAVAGEM DE DINHEIRO
O Ministério Público e a polícia do Rio de Janeiro indiciaram 22 pessoas por lavagem de US$ 20 milhões para duas gangues brasileiras designadas pelos EUA como grupos terroristas. A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou em comunicado que as gangues são o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) e alegou uma ligação indireta entre a operação de lavagem de dinheiro e uma estrutura de financiamento ligada ao grupo islâmico Al Qaeda. As autoridades prenderam 10 das 22 pessoas indiciadas, realizaram buscas em vários estados e estão buscando congelar os bens ligados à rede de lavagem de dinheiro. (Reuters)
INFLAÇÃO EM ALTA
O governo brasileiro elevou, nesta quarta-feira, sua previsão de inflação para este ano de 4,5% — projetada em maio — para 5,1%, acima da meta do Banco Central de 3%, com uma banda de tolerância de 1,5 ponto percentual para cada lado. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, responsável pelas projeções oficiais do governo, afirmou que as pressões do lado da oferta continuaram a pesar sobre os preços dos alimentos, observando que produtos frescos, como leite, arroz e feijão, registraram aumentos acima de seus padrões históricos.

Jornalista, ex-Folha, Reuters e Valor Econômico.
