Não é Milei, é o imperialismo!

Não é Milei, é o imperialismo!

A operação de Trump faz parte do plano explícito do imperialismo ianque para reforçar sua hegemonia em nosso continente, diz artigo na mídia latina

Longe de tentar acalmar os ânimos no conflito bilateral, o presidente reenviou várias mensagens com conteúdo crítico (incluindo insultos) dirigidas ao seu principal parceiro do Mercosul. Por meio de sua conta na rede social X, Milei repostou uma mensagem do legislador republicano norte-americano Carlos A. Giménez, que chamou o presidente brasileiro de “porco”, e afirmou que “o ódio e o desprezo com que o criminoso Lula da Silva do #Brazil se expressa em relação ao NOSSO Secretário de Estado @marcorubio provêm diretamente de seus chefes na ditadura castrista-comunista”. O deputado trumpista acompanhou essa mensagem com um vídeo contendo declarações de Lula da Silva, nas quais o presidente brasileiro classifica Rubio, braço direito de Trump, como “bolsonarista” e “antilatino-americano ou latino-americano frustrado” que – segundo sua visão – “odeia Cuba, a Colômbia, o Brasil e age de maneira diferente do que conversa com Trump”. (La Nación)

A operação político-diplomática liderada pelo presidente da Argentina, o ultradireitista Javier Milei, contra o presidente do Brasil, Lula, já teve graves consequências, tanto no âmbito institucional quanto nas relações bilaterais e no Mercosul. Essa operação faz parte do plano explícito do imperialismo ianque para reforçar sua hegemonia em nosso continente. Ela não pode ser analisada como um fato isolado, diz o do jornalista Gabriel Mazzarovich. Os EUA, com sua política de chantagem, ameaças e ingerência, não só contribuíram para a vitória da extrema direita em boa parte do continente, como também desestabilizaram ou paralisaram organismos de integração regional como o MERCOSUL, a CARICOM e a CELAC. E nem mesmo está recorrendo aos organismos históricos da hegemonia norte-americana, como a OEA; não, porque esta possui normas, regras e cartas democráticas. A ruptura da ordem internacional em nosso continente implica a criação de novas estruturas, nas quais os EUA decidem quem está e quem não está e detêm o comando, sem qualquer possibilidade de controle ou debate. (Nodal / El Popular Uy)

Forte advertência do ministro das Relações Exteriores do Brasil a Javier Milei por causa dos ataques a Lula da Silva: “Pare com as agressões” (Ambito)

ELEIÇÃO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato não consecutivo aos 80 anos, representa a coalizão de esquerda e social-democrata liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Seu adversário é o senador Flávio Bolsonaro, de 45 anos, que foi formalmente indicado pelo Partido Liberal (PL) em julho, após a inelegibilidade judicial e a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Dados eleitorais recentes indicam uma disputa acirrada. Uma pesquisa de agosto de 2026 mostra Lula liderando as intenções de voto no primeiro turno com 40%, contra 35% de Flávio Bolsonaro, enquanto cenários de segundo turno colocam os dois candidatos em uma margem estreita de 47% a 44%.  Com o título “As eleições brasileiras revelam duas agendas conflitantes”, a Telesur traça um perfil de cada candidato.

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BTG/Nexus: Lula tem 47% e Flávio 44% no 2º turno, seguem empatados tecnicamente. Lula, contudo, está numericamente à frente.

BOLSA FAMÍLIA: REDE SOCIAL

Le Monde Diplomatique traz artigo analítico de intelectuais sobre a redução da fome no Brasil com o título “A política que tirou o Brasil do Mapa da Fome – e por que o Nordeste é a prova do seu acerto. O erro mais comum de quem critica o Bolsa Família é tratá-lo como um simples repasse de dinheiro”.   O texto afirma que o programa é uma rede social de proteção.

PIX E O EXTERIOR

O Banco Central do Brasil informou nesta segunda-feira que está avaliando as conexões entre seu popular sistema de pagamentos instantâneos Pix e plataformas semelhantes no exterior, em um esforço mais concreto rumo à integração transfronteiriça, à medida que o sistema passa a ser alvo de escrutínio por parte dos EUA.

Em um relatório sobre o Pix — que foi recentemente citado pelo governo dos EUA entre as práticas que considera desleais e que serviu de justificativa para a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros —, o Banco Central afirmou que a interligação de sistemas de pagamentos instantâneos poderia reduzir custos, acelerar transações, ampliar o acesso e melhorar a transparência nos pagamentos transfronteiriços.

A linguagem foi mais firme do que no relatório anterior do órgão regulador sobre a gestão da Pix, publicado em 2023, que afirmava apenas que a plataforma “poderá, no futuro”, ser integrada a sistemas internacionais de pagamentos instantâneos.

O relatório mais recente indica que as autoridades estão discutindo conexões bilaterais e a participação em hubs multilaterais de pagamentos. (Reuters)

COLÔMBIA: TERREMOTO

O presidente Lula expressou “preocupação” com o forte terremoto que atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10). Assim como fez com a Venezuela, o chefe de Estado reforçou que o Brasil está disponível para prestar ajuda humanitária. “Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade aos colombianos, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. “O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, destacou o presidente. (Ansa)

Na imagem, o presidente argentino Javier Milei em rede social / Foto: Pablo Vignali / adhocFOTOS

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