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Lançamento em São Paulo (25/04): POR TRÁS DAS CHAMAS. Um livro de intervenção

Lançamento em São Paulo (25/04): POR TRÁS DAS CHAMAS. Um livro de intervenção


LANÇAMENTO EM SÃO PAULO:

POR TRÁS DAS CHAMAS. Um livro de intervenção.
Nilmário Miranda
Carlos Tibúrcio
Pedro Tierra (Hamilton Pereira)

Mortos e desaparecidos políticos, 60 anos após o golpe de 1964.
Da Casa da Morte aos Fornos da Cambahyba: práticas nazistas da ditadura – e outros relatos sobre Memória, Verdade e Justiça.

Data: 25/04 5ª feira
Horário: das 17h às 19h45.
Local: Sede da editora Expressão Popular e do Armazém do Campo-SP.

Alameda Nothmann, 806 – Campos Elísios. (Estações do Metrô mais próximas Santa Cecília e Marechal Deodoro. Parada de ônibus em frente. Estacionamentos próximos na rua paralela, Barão de Limeira).


2024 marca os 60 anos do golpe de 1964, que gerou uma ditadura civil-militar de 21 anos de duração no Brasil.

O regime de exceção acabou formalmente em 1985. Lá se vão 39 anos, tempo suficiente para que o povo brasileiro já tivesse feito um pleno e total acerto de contas com os responsáveis pela violação da democracia em nosso país e por crimes bárbaros contra a humanidade, imprescritíveis, e até hoje impunes.

Não é por menos que este livro começa com um relato dramático e revelador sobre práticas verdadeiramente nazistas de agentes da repressão tanto na Casa da Morte, em Petrópolis, como na Usina Cambahyba, em Campos dos Goytacazes, ambos municípios do Rio de Janeiro. Além de prender arbitrariamente, sequestrar, torturar e assassinar cidadãs e cidadãos brasileiros, a grande maioria jovens, que se insurgiam contra o regime ditatorial, mutilavam e incineravam seus corpos nos fornos da usina.

Este é um livro de intervenção política e pedagógica. Estão reunidas aqui apenas nove histórias – resumidas, mas relevantes –, sobre a ditadura e as lutas de várias organizações de esquerda para enfrentá-la e tentar derrubá-la. Confrontos quase sempre desiguais, com resultados no geral dramáticos e cruéis para a militância. Gerações que vieram depois desse período, principalmente a juventude atual, desconhecem grande parte desses acontecimentos. A emergência mais recente de movimentos de extrema-direita e neofascistas, não somente no Brasil, difundindo cada vez mais informações falsas e valores ideológicos antidemocráticos, torna esse conhecimento cada vez mais necessário e imprescindível.

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Além dos nove capítulos, os Anexos, no final do livro, trazem um registro em homenagem aos profissionais da Justiça, especialmente advogadas e advogados, que ousaram enfrentar o arbítrio daquela época; incluem também os resultados e as 29 recomendações da Comissão Nacional da Verdade, quase todas ainda não implementadas; destacam exemplos de Lugares de Memória que podem e devem ser criados e divulgados em todo o país; e, por fim, apresentam gráficos e dados estatísticos detalhados sobre os mortos e desaparecidos políticos e outras informações que certamente poderão contribuir para o debate desse tema.

Os autores: Nilmário Miranda, Carlos Tibúrcio e Pedro Tierra (Hamilton Pereira).

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