Acordo Mercosul-UE será tema de encontro de Lula e Macron

Acordo Mercosul-UE será tema de encontro de Lula e Macron

O presidente Lula espera discutir o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia com seu colega francês Emmanuel Macron, quando eles se encontrarem nesta semana, incluindo as posições “duras” da França sobre o acordo, noticiou a Reuters. Lula, que viajará à Europa nesta segunda-feira e deve se reunir com Macron em Paris, tem criticado a Assembleia Nacional Francesa por ter aprovado uma resolução contra o acordo na semana passada. Os legisladores franceses disseram que o acordo da UE com o bloco do Mercosul formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai poderia levar ao aumento do desmatamento na América do Sul e prejudicar os agricultores franceses e europeus. “Estou almoçando com Macron e quero levantar a questão de o parlamento francês endurecer o acordo comercial”, disse Lula nesta segunda-feira em uma transmissão semanal ao vivo nas mídias sociais. “Se somos parceiros estratégicos, então um não pode ameaçar o outro.” A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajou para a América Latina na semana passada e disse, após se reunir com Lula, que a UE espera finalizar o acordo até o final do ano, no máximo.

Inelegível

O jornal português Expresso noticia o julgamento de Bolsonaro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira, 22 de junho. Bolsonaro será julgado por abuso de poder político e dos meios de comunicação, mas a decisão final poderá ser anunciada apenas em setembro, citando o jornal “O Globo”. O julgamento poderá, segundo meios de comunicação brasileiros, arrastar-se mais do que o previsto, caso os sete magistrados do TSE não concluam a votação na próxima quinta-feira. Nesse caso, a deliberação poderá continuar a 27 e 29 de junho, mas se existir algum pedido de revisão do processo, a decisão fica adiada para o mês de setembro. Se for considerado culpado ficará inelegível por um período de oito anos.

Morte em escola no Paraná

Pelo menos um aluno morreu após um tiroteio em uma escola na cidade de Cambé, no sul do Brasil, na segunda-feira, informou o governo do estado do Paraná em um comunicado, acrescentando que outro aluno ferido foi hospitalizado. O autor do crime foi preso e é um ex-aluno da escola pública Professora Helena Kolody que entrou nas dependências da escola dizendo que queria solicitar seus registros escolares. O presidente Lula disse que é fundamental que o país encontre uma maneira de construir a paz nas escolas, segundo a Reuters.

A Associated Press também noticiou o caso e informa que o Brasil já registrou quase duas dúzias de ataques ou episódios violentos em escolas desde 2000, metade deles nos últimos 14 meses.

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La Nación: Alunos e pais de alunos da escola estadual Profesora Helena Kolody foram às mídias sociais para comentar o ataque. “Olá, eu estava na escola quando isso aconteceu. Minha escola foi evacuada. Todos estavam assustados”, disse um adolescente no TikTok.

O argentino Clarín e o chileno El Mercurio também noticiaram o fato.

Casamento de pessoas do mesmo sexo

A publicação Brazilian Report traz o resultado de pesquisa do Pew Research Center que mostra que o apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo é compartilhado pela maioria no Brasil, México e Argentina – que juntos representam cerca de 60% da população latino-americana. No Brasil, 52% apoiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto 40% se opõem a ele. A Argentina e o México aceitam melhor a união entre pessoas do mesmo sexo – 67% e 63%, respectivamente.  Como na maioria dos 24 países pesquisados, as opiniões sobre a questão no Brasil estão fortemente divididas ao longo de linhas políticas e demográficas, disse o Pew. Mulheres, jovens adultos e pessoas de esquerda têm maior probabilidade de apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

EUA e China

Toda a mídia noticiou o encontro do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, com o presidente da China, Xi Jinping nesta segunda-feira. O britânico The Guardian afirma no título que foi uma conversa “franca” em uma visita de alto risco com o objetivo de estabilizar as relações. Em uma coletiva de imprensa em Pequim antes de sua partida, Blinken disse que teve “uma conversa importante” com Xi durante o encontro de 35 minutos e enfatizou que era responsabilidade de ambos os países encontrar um caminho a seguir. “Em todas as reuniões, enfatizei que o envolvimento direto e a comunicação contínua nos níveis superiores são a melhor maneira de administrar nossas diferenças de forma responsável e garantir que a concorrência não se transforme em conflito”, disse Blinken. “Ouvi o mesmo de meus colegas chineses.”

“Os dois lados tiveram discussões francas e profundas”, disse Xi no início da reunião. “Espero que, por meio desta visita, Sr. Secretário, o senhor faça mais contribuições positivas para a estabilização das relações entre a China e os EUA”, acrescentou Xi, dirigindo-se a Blinken. O restante do encontro foi a portas fechadas.

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