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Banco dos Brics inicia processo de transição e abre caminho para Dilma assumir presidência

Banco dos Brics inicia processo de transição e abre caminho para Dilma assumir presidência

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do grupo de nações emergentes Brics, informou nesta sexta-feira que iniciou o processo de transição de sua liderança, abrindo caminho para que a ex-presidente Dilma Rousseff assuma a presidência da entidade. O presidente Lula, que viaja à China no final do mês, já havia confirmado sua intenção…

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do grupo de nações emergentes Brics, informou nesta sexta-feira que iniciou o processo de transição de sua liderança, abrindo caminho para que a ex-presidente Dilma Rousseff assuma a presidência da entidade. O presidente Lula, que viaja à China no final do mês, já havia confirmado sua intenção de indicar Dilma para presidir o banco, aponta a Reuters

Reportagem do The Brazilian Report, intitulada “Chefe brasileiro do BRICS renuncia e Dilma Rousseff assume”, destaca que o atual presidente do “banco dos BRICS”, Marco Troyjo deixará o cargo até 24 de março. A ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, se confirmada, deverá cumprir o restante do mandato rotativo do Brasil como chefe do banco, que expira em julho de 2025.

Falando em BRICS…  

Nesta sexta-feira, o presidente chinês Xi Jiping foi reconduzido ao comando da República Popular da China, durante a 14ª Assembleia Popular Nacional – a autoridade suprema do Estado, que ainda acontece no país. “Xi Jinping, presidente eleito por unanimidade, presidente do CMC da RPC, lidera a China em nova jornada em unidade e confiança”, aponta o Global Times, destacando que “o resultado da eleição reflete a vontade comum e a unidade de todo o país e também reforça as principais vantagens da China de certeza política e consistência que garantem que o país seja capaz de superar desafios e realizar a modernização chinesa enquanto o mundo está passando por profundas mudanças nunca vistas em um século, disse disseram analistas”.

Má notícia

No britânico The Guardian, o destaque é para o desmatamento na floresta amazônica brasileira que aumentou em fevereiro para o nível mais alto já registrado para o mês. A reportagem destaca a escalada do desafio enfrentado pelo governo Lula que “tenta desfazer a destruição ambiental causada pelo ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro”. 

“Satélites do governo mostram que um recorde de 322 quilômetros quadrados de floresta amazônica foi destruído em fevereiro, um aumento de 62% em relação ao ano passado e o maior número para o mês desde o início dos registros”, aponta o jornal britânico. O tema também é destaque em La Nacion 

Além do desmatamento, o Brasil também entra na pauta internacional, arrastado pelas notícias policiais envolvendo Jair Bolsonaro e cia. Os veículos internacionais ecoam a decisão desta quinta-feira do Tribunal de Contas da União (TCU) que proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro de usar ou vender as joias recebidas pelo governo da Arábia Saudita, em 2021. 

Veja Também:  "Não vou permitir que esse país volte a ser governado por um negacionista", afirma Lula sobre 2026

Bolsonaro e as joias da Arábia Saudita

Naquele ano, “as autoridades fiscais apreenderam as joias no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, depois de terem sido encontradas na mochila de um assessor, que integrava a comitiva do então ministro das Minas e Energia de Bolsonaro, Bento Albuquerque. As joias não foram devidamente declaradas”, detalha o jornal português O Expresso, destacando a possibilidade de contrabando das joias, avaliadas em 16,5 milhões de reais.

“Um segundo pacote de joias, composto por um relógio, uma caneta e um anel, também da Chopard, de acordo com O Globo, aparentemente passou pela alfândega sem ser declarado e conseguiu entrar no país. O segundo conjunto foi aparentemente colocado dentro da coleção privada do ex-Presidente, o que também podia levar a outra irregularidade, caso se determine que os objetos não se destinavam a uso pessoal”, complementa a reportagem.

Já o argentino Página 12 foca nas declarações do ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que “admitiu que as joias com diamantes de US$ 3,5 milhões” apreendidas “eram para a ex-primeira-dama e esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro”.

Outra reportagem, que promete repercussão é do jornalista Jamil Chade no UOL Internacional, “´Embaixada fantasma´ de Bolsonaro no Golfo gerou desconfiança na diplomacia”, sobre a inauguração, no final de 2021, em Manama, da embaixada do Brasil no Bahrein, nunca foi ocupada por ninguém. Na BBC News Brasil, de Londres, o tema levou a outra reportagem sobre os presentes dados a Lula e Dilma por líderes estrangeiros.


Enquanto isso…

Na Argentina, enquanto o Clarín estampa a manchete: “Como foi o plano criminoso de Cristina Kirchner e Lázaro Báez para roubar milhões de dólares do Estado, segundo o TOF 2”.

A perseguição política é denunciada em Página 12, no artigo “A bala judicial” que aponta a fragilidade dos argumentos contra Cristina e o lawfare, do qual ela vem sendo vítima: “Nas 1.616 páginas que o Tribunal Oral Federal 2 usou para justificar a condenação de Cristina Fernández de Kirchner, a Frente de Todos encontrou apenas um motivo: a proscrição da principal liderança política do país no início de um ano eleitoral”, afirma.

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