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Com presença de Lula, cúpula do Brics debate ampliação do bloco

Com presença de Lula, cúpula do Brics debate ampliação do bloco

O Brasil e o presidente Lula são citados nesta segunda-feira nas múltiplas reportagens sobre a 15ª. Cúpula do Brics, que se realiza entre terça e quinta-feira. O foco principal dos textos é a possível ampliação do bloco, desejo de até 40 países, e a substituição do dólar por uma moeda a ser utilizada pelos países do grupo. O RT News, russo, traz entrevista com o economista Paulo Nogueira Batista Jr. sobre o uso do dólar. Lula já chegou a Joanesburgo (África do Sul), onde se realiza a cúpula.

Uma expansão do Brics, que está sendo considerada em uma cúpula nesta semana, atraiu um grupo heterogêneo de possíveis candidatos – do Irã à Argentina – com uma coisa em comum: o desejo de nivelar um jogo global que muitos consideram manipulado contra eles. A lista de queixas é longa. Práticas comerciais abusivas. Regimes de sanções punitivas. A percepção de negligência com relação às necessidades de desenvolvimento das nações mais pobres. O domínio do Ocidente rico sobre os órgãos internacionais, como as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional ou o Banco Mundial, em uma análise publicada pela agência Reuters, que traz o título “Aspirantes à expansão do Brics buscam reequilibrar a ordem mundial”. Mais de 40 países manifestaram interesse em ingressar no Brics, segundo autoridades da África do Sul, que sediará a cúpula de 22 a 24 de agosto. Desses, quase duas dúzias pediram formalmente para serem admitidos. Além da África do Sul, fazer parte do bloco Brasil, Rússia, Índia e China.

A Associated Press dedica reportagem sobre a ausência de Vladimir Putin no encontro desta semana do Brics. Informa que ele será o único a ficar de fora quando os líderes do bloco econômico se reunirem em Joanesburgo. Enquanto todos os outros participarão das reuniões pessoalmente, Putin participará por meio de uma chamada de vídeo. O motivo? Um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional emitido para o presidente russo colocou a anfitriã da cúpula, a África do Sul, em uma situação delicada e, por fim, fez com que Putin ficasse em casa. Sobre a expansão do grupo, a AP diz que o Brasil, a Índia e a África do Sul são vistos como menos interessados, temendo que suas vozes sejam diluídas, mas o bloco está avançando e espera-se que os cinco líderes analisem as propostas sobre os critérios de expansão. Se a política for aprovada, um Brics maior poderá ser visto como uma oportunidade para a China e a Rússia ampliarem sua influência.

O Independent também priorizou a ausência de Vladimir Putin na cúpula do Brics, o único a ficar de fora em Joanesburgo nesta semana. Enquanto todos os outros participarão das reuniões pessoalmente, Putin participará por meio de uma chamada de vídeo. O motivo? Um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional emitido para o presidente russo. O texto também explora a possível ampliação do grupo.

O argentino La Nación optou por abrir o texto sobre a cúpula do Brics com declaração do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, defendendo a opção de não alinhamento adotada pela grande maioria das nações que, desconfiadas do mundo desenvolvido, constituem o novo “sul global”. A África do Sul “não se permitirá ser arrastada para uma competição entre potências mundiais”, alertou Ramaphosa. A 15ª cúpula do Brics, que se reúne na capital sul-africana de terça a quinta-feira, tem como pano de fundo a divisão no cenário internacional, alimentada pela guerra na Ucrânia. Pretória – assim como Pequim e Nova Délhi – se recusa a condenar Moscou pela invasão da Ucrânia, alegando favorecer o diálogo, mas sendo criticada pelo bloco ocidental. A cúpula tem como pano de fundo a divisão no cenário internacional, alimentada pela guerra na Ucrânia. A foto principal é do presidente Lula.

O britânico The Guardian também foca a reportagem sobre o Brics na possível ampliação do bloco. Dezenas de líderes de outros países da África, Ásia e Oriente Médio também estarão presentes na cúpula do Brics, muitos deles esperando ser convidados a participar do bloco. A cúpula poderá ver o grupo Brics, cujas economias representam um quarto do produto interno bruto global, tomar um rumo claramente antiocidental. Isso aumenta a perspectiva de um novo e reenergizado ator econômico e político contra os EUA e seus aliados nas questões mundiais, diz o jornal.  Assim como outras publicações, o jornal informa que as autoridades da África do Sul dizem que mais de 40 países manifestaram interesse em participar do Brics. Vinte e três deles foram considerados como tendo pedido formalmente para serem admitidos. Traz o presidente Lula na foto principal.

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“Dólar americano ‘não é confiável’, diz ex-executivo do FMI à RT News, noticiário da Rússia em inglês. O sistema monetário internacional baseado no dólar está se tornando cada vez mais “disfuncional”, levando os países do Brics a considerar a criação de sua própria moeda, disse à RT o ex-representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), Paulo Nogueira Batista Jr. De acordo com Batista, embora o dólar continue sendo uma importante moeda de curso legal global, a moeda não é mais confiável.  Falando antes da 15ª Cúpula do Brics em Joanesburgo, o economista brasileiro disse que as instituições financeiras lideradas pelos EUA não estão atendendo às necessidades dos países em desenvolvimento. Ele apontou para a “crescente insatisfação” entre as economias de mercado emergentes com a forma como as instituições baseadas no dólar, como o FMI e o Banco Mundial, trabalham.

O banco de desenvolvimento fundado pelos chamados países do Brics está planejando emitir seu primeiro título em rúpia indiana até outubro, disse seu diretor de operações nesta segunda-feira, uma vez que a instituição está sob pressão para levantar e emprestar mais em moedas locais. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) emitiu seu primeiro título em rands (moeda da África do Sul) na semana passada e poderia considerar a emissão em moeda local nos membros Brasil, Rússia e Emirados Árabes Unidos, disse o vice-presidente do banco, Vladimir Kazbekov, em entrevista, segundo a Reuters.

Crime

O Guardian registra a morte de Maria Bernadete Pacífico, cujo filho foi morto a tiros em 2017. Ela foi assassinada por pistoleiros em sua casa na Bahia. Organizações de direitos humanos no Brasil estão clamando por justiça após o assassinato de uma ativista da comunidade negra que vinha recebendo ameaças. Maria Bernadete Pacífico, líder comunitária e religiosa do quilombo de Pitanga dos Palmares – um assentamento afro-brasileiro de descendentes de escravos fugitivos no estado da Bahia, no nordeste do país – foi morta na noite de quinta-feira.

Argentina

O La Nación noticia a preocupação de países da América do Sul, incluindo o Brasil, com o candidato Javier Milei, que se tornou o inesperado vencedor das primárias para a Presidência da Argentina.  O presidente Lula, juntamente com seu colega argentino, Alberto Fernández, e o venezuelano Nicolás Maduro, entre outros, estão compartilhando dúvidas sobre o futuro do plano de integração regional, que o líder libertário promete rasgar em pedaços se chegar à Casa Rosada em dezembro.

Joias

O jornal Página 12 traz reportagem sobre as investigações contra Bolsonaro. Surgiram novas e contundentes alegações de corrupção, com detalhes sobre a venda de joias – especialmente relógios de alto valor – recebidas como presentes durante seu mandato presidencial. confirmados, mas que facilmente ultrapassam sessenta mil dólares. Também cita o caso do hacker Walter Delgatti que admitiu, durante audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso Nacional, ter recebido pedidos diretos de Bolsonaro para tentar violar as urnas eletrônicas, além de se infiltrar no celular do juiz Alexandre de Moraes, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral e membro do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte do Judiciário.

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