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Lula: “Crime Organizado não é coisa de uma favela. É uma multinacional de delitos”

Lula: “Crime Organizado não é coisa de uma favela. É uma multinacional de delitos”

Presidente Lula e o ministro Flávio Dino participam da posse de Ricardo Lewandowski, nesta quinta-feira (1), no Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ele caberá enfrentar a “indústria do crime, do roubo de dinheiro público e do sofrimento da população mais pobre”.


POR TATIANA CARLOTTI

Nesta quinta-feira (1º.), o ministro aposentado do STF, Ricardo Lewandowski, assumiu a pasta da Justiça e da Segurança Pública do governo Lula. Ele ocupa o lugar de Flávio Dino, hoje, no STF. A dança das cadeiras acontece em meio às investigações da Polícia Federal contra a tentativa de golpe no país, e procura criar um cordão de isolamento em defesa da democracia.

Para Lula, a Lewandowski caberá construir parcerias dentro e fora do Brasil para enfrentar a “indústria do crime, a indústria do roubo de dinheiro público e de sofrimento da população mais pobre desse país”, destaca a cubana Prensa Latina.

“O crime organizado não é uma coisa de uma favela, de uma cidade, de um estado. O crime organizado é uma indústria multinacional de fazer delitos internacionais e está em toda atividade desse país (…) Do futebol ao Poder Judiciário, à classe política brasileira, à classe empresarial, o crime organizado está metido e mancomunado com gente dos Estados Unidos, com o crime organizado da França, da Suécia, da Holanda. Ou seja, é uma multinacional com muito poder”, apontou o presidente.

Lewandowski acenou por onde começar a limpeza. “Tal como ocorre em outras nações, o crime organizado começa a se infiltrar em órgãos públicos, especialmente naqueles ligados à segurança e a multiplicar empresas de fachada para branquear recursos obtidos de forma ilícita”, afirmou.

Na cerimônia, estava presente o ministro Flávio Dino cuja gestão promoveu “uma queda de 4% nas mortes violentas (até 40.429) e redução de 9,7% nos roubos de veículos (até 132.825) no país. Também foi reduzido o número de registos de novas armas em mãos de civis, de 135.915 em 2022 para 28.344 no calendário seguinte”. Em seu discurso, Dino destacou a “cooperação efetiva e real dos organismos federais, regionais e municipais”.

A posse de acontece diante de mais um escândalo envolvendo os Bolsonaros. Desde 2023, uma investigação da Polícia Federal acumula evidências de que o ex-presidente utilizou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar políticos e autoridades de oposição, em busca de vantagens pessoais, relata Mário Osava na Inter Press Service (IPS).

Ainda na seara da segurança pública, destaca-se a reportagem de Fabrício Lorusso, no mexicano Sin Embargo, sobre o desaparecimento de pessoas no Brasil e no México. Em 2022, foram 74.061 registros de desaparecimento em nosso país, uma média de 203 pessoas por dia. Cerca de 54% localizados. No México, em 2022, foram 23.131 desaparecimentos, quase 61% localizados.

MERCOSUL

“Acordo da UE com o Mercosul é a primeira “vítima” da revolta dos agricultores franceses”, estampa a manchete do português Público, que traz as declarações de Emmanuel Macron contrárias ao acordo, ditas durante o encerramento da Cúpula da UE, em Bruxelas, nesta quinta-feira.

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“Pedimos simplesmente que as regras ambientais e sanitárias que impomos aos nossos agricultores e outras profissões sejam as mesmas”, também destaca La Nacion.

Já o espanhol El Salto, traz o cenário dos protestos: “Em Bruxelas, a manhã de 1 de Fevereiro começou com a queima de estrume em frente à sede do Parlamento Europeu e um desfile de tratores e pequenas fogueiras. Eram condutores de tratores, na sua maioria provenientes da Bélgica. Outros agricultores da França e da Alemanha também aderiram, de olho nos acordos comerciais e no impacto que eles têm nas operações agrícolas”.

La Nacion destaca as reivindicações principais: redução obrigatória de agrotóxicos, eliminação de vantagens fiscais para o diesel agrícola, negociações difíceis com os industriais, concorrência desleal com países estrangeiros, melhores condições de trabalho. Mobilizações também acontecem na Alemanha e na Polônia. Clarin e Le Monde cobriram ao vivo os protestos.

GUERRA NA UCRÂNIA

Em entrevista ao portal russo RT, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov afirmou que apoiadores do Ocidente de Kiev nem sequer estão discutindo as iniciativas da China, do Brasil e da África do Sul para resolver o conflito na Ucrânia. Ele lembrou que foram apresentados vários planos de paz alternativos: “uma iniciativa chinesa para resolver o conflito entre Moscovo e Kiev que ´coloca a ênfase na necessidade de erradicar as razões da atual situação na Europa´; uma proposta da África do Sul e de outras nações do continente discutida na cúpula Rússia-África em São Petersburgo no verão passado; e um plano apresentado pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva”.

Vale destacar que a Rússia ultrapassou os Estados Unidos como maior fornecedor de diesel do Brasil, leia no portal RT.

ESTÁDIO ‘MERCADO LIVRE’

La Nacion informa que o gigante do comércio eletrônico Mercado Libre chegou a acordo para ter os direitos do nome do estádio do Pacaembu. Custou 1 bilhão de reais – cerca de US$ 200 milhões – pagos em cinco anos, com parcelas renováveis por mais cinco até atingir o máximo possível de 30 anos. E assim, o estádio de futebol de 1940, que sediou a Copa do Mundo de 1950 e os Jogos pan-americanos de 1963, passará a se chamar “Mercado Livre Arena Pacaembu”.

QUEDA DO DESEMPREGO

Na Página 12, uma reportagem sobre a queda de desemprego no país que ficou em 7,8% em 2023, abaixo dos 9,6% medidos em 2022 e dos 14% em 2021. A taxa de desemprego da população economicamente ativa chegou a 7,4%, a menor para um trimestre em quase nove anos. Em 2014, ano que Dilma Rousseff foi reeleita, o índice chegou a 6,6% no último trimestre.


Lewandowski, Lula e Dino durante a posse em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil.

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