BAHIA: Governo presente cuida da gente

‘Lula se movimenta em todas as áreas da política internacional para recuperar o lugar de potência líder do Brasil’

‘Lula se movimenta em todas as áreas da política internacional para recuperar o lugar de potência líder do Brasil’

O site latino Rebelión traz o que considera “uma reflexão sobre a importante agenda internacional do presidente brasileiro Lula da Silva”. O presidente Lula está se movimentando em todas as áreas da política internacional para recuperar o lugar de potência líder do Brasil que perdeu durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). As posições de extrema direita do presidente anterior, suas declarações contra a mudança climática e seu manifesto autoritarismo que justificava o golpe de Estado de 1964, relegaram o Brasil a segundo plano. Em outras palavras: poucos líderes queriam aparecer em uma foto com Bolsonaro. Pouco mais de um ano na presidência, Lula tem uma agenda internacional extensa como poucos. Isso ficou muito claro em sua recente visita ao Egito e à Etiópia, na África. No Egito, ele mais uma vez levantou uma antiga aspiração brasileira: a reforma do Conselho de Segurança. O Conselho atual reflete o mundo de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, com pequenas modificações, já que a Rússia substituiu a dissolvida União Soviética e, desde 1971, a República Popular da China tomou o lugar de Taiwan, que deixou de ser reconhecida como um país. Durante a turnê, Lula não poupou críticas severas a Israel, descrevendo os eventos em Gaza como “genocídio”. Texto de Pedro Brieger, jornalista e sociólogo argentino que também foi publicado pelo site latino Nodal. Segundo o próprio Rebelión, o site tem como objetivo ser um meio de informação alternativo que publica as notícias que não são consideradas importantes pela grande mídia.

BOLSONARO NA PAULISTA ATRAIU MÍDIA MUNDIAL

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro negou ter incitado um golpe de Estado depois de ter perdido as eleições presidenciais de outubro de 2022. O líder da extrema-direita disse a centenas de milhares de apoiadores em um comício no domingo que as alegações contra ele eram uma “mentira”, publicou o britânico Independent. Bolsonaro pediu anistia para as “pobres almas miseráveis” presas após ataque ao palácio presidencial. “O que é um golpe de Estado? Tanques nas ruas, armas, conspiração. Nada disso aconteceu no Brasil”, disse Bolsonaro a uma multidão estimada em 185 mil pessoas que encheu quarteirões de São Paulo. “O fato de Bolsonaro não ter nenhum poder agora reduz o que ele pode fazer. Antes, temíamos que ele pudesse usar a força das forças armadas. Agora isso está descartado”, disse um cientista político ao jornal. “Essa nova realidade não o favorece com imprevisibilidade e drama.” A reportagem recebeu comentários de leitores. Um deles disse: “Prendam o canalha!

No The Guardian, o título: “Jair Bolsonaro: dezenas de milhares de pessoas participam de uma manifestação em apoio ao ex-presidente do Brasil”.  Diz o texto que, no discurso, ele se absteve de atacar antigos adversários e a Suprema Corte. Antes do evento, os aliados expressaram preocupação com o fato de que qualquer comentário contra as autoridades ou instituições brasileiras poderia deixá-lo em maus lençóis. Bolsonaro está tentando mostrar que sua base é resiliente, pois está sendo investigado pela polícia federal por seu suposto papel nos ataques de seus apoiadores no 8 de janeiro de 2023. Ele quer que as dezenas de pessoas que ainda estão presas por esses incidentes sejam perdoadas.  Bolsonaro também é acusado de receber ilegalmente joias da Arábia Saudita durante sua presidência. O texto reproduziu as agências Reuters e Associated Press.

A BBC internacional destacou a afirmação de Bolsonaro de que tem sido vítima de perseguição política desde que deixou o cargo há pouco mais de um ano. Ele disse a dezenas de milhares de apoiadores em São Paulo que as alegações de golpe contra ele eram uma “mentira”. A polícia está investigando se Bolsonaro incitou um golpe fracassado após perder a eleição de 2022. Ele disse que era hora de esquecer o passado e deixar o Brasil seguir em frente. A reportagem termina coma seguinte frase: Ele continua sendo a figura de proa mais influente da direita na política brasileira.

No Brasil, a demonstração de força de Jair Bolsonaro nas ruas de São Paulo, diz o Le Monde.

Bolsonaro denuncia ser alvo de perseguição política em manifestação que juntou milhares em São Paulo, no português Expresso.

A manifestação na avenida Paulista foi a maior mobilização popular desde a vitória de Lula em 2022. Cantos contra o presidente e a favor de Israel marcaram a tarde quente com mais de 35 graus na maior cidade da América do Sul, diz o argentino Ámbito.

Bolsonaro mostra sua força política, noticia o colombiano El Tiempo.

Um total de 750.000 apoiadores vestidos com as cores verde e amarela da bandeira brasileira ocuparam a avenida Paulista, de acordo com o governo de São Paulo. Dezenas de congressistas e governadores conservadores também compareceram, demonstrando a continuidade do controle de Bolsonaro sobre a direita brasileira, publicou o site japonês em língua inglesa The Japan Times, com o título “Bolsonaro reúne apoiadores no Brasil em meio a investigações policiais”. O texto é extraído da agência Bloomberg. “Mais do que discurso, (queremos) uma foto de todos vocês, porque vocês são as pessoas mais importantes deste evento, para mostrar ao Brasil e ao mundo nossa unidade, nossas preocupações, o que queremos”, disse Bolsonaro em um vídeo há duas semanas convidando seus apoiadores.

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No sul-coreano, que publica em inglês, South China Morning Post: “Não podemos aceitar que uma autoridade possa eliminar quem quer que seja do cenário político, a menos que seja por um motivo justo”, disse Bolsonaro, sobre a decisão de sua inelegibilidade até 2030. “Estou buscando a pacificação, para apagar o passado e encontrar uma maneira de vivermos em paz”, disse. O texto utilizou despacho da agência France-Press.

Diante de uma maré humana de 600 mil a 750 mil pessoas, segundo estimativas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Bolsonaro apresentou sua defesa política e tentou demonstrar apoio, 17 dias após a Tempus Veritatis, a maior operação policial contra o núcleo bolsonarista por uma suposta tentativa de golpe, com dezenas de batidas e prisões, pelo La Nación.

No Página 12, Bolsonaro evitou atacar explicitamente um de seus alvos favoritos, o Supremo Tribunal Federal, que já havia retirado seu passaporte no início deste mês e o proibiu de deixar o país no contexto de investigações policiais que também envolvem vários generais e aliados do ex-presidente. Bolsonaro estava planejando viajar para Washington neste fim de semana para participar da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) com o ex-presidente dos EUA Donald Trump e o presidente argentino Javier Milei.

Com enfoque diferente dos demais, o site argentino La Política Online noticia que Bolsonaro reconheceu a existência de um plano golpista e complicou sua situação judicial. O ex-presidente disse que houve um decreto apresentado pelos militares e que a Polícia Federal considera isso uma “admissão de culpa”.

Em outro texto, o mesmo site informa que, em meio às investigações contra Bolsonaro, o presidente argentino Javier Milei repostou uma publicação do jornalista venezuelano Eduardo Menoni que diz: “Bolsonaro convocou uma manifestação a seu favor às 15h na Avenida Paulista, em São Paulo. Hoje definirá o curso da política no Brasil e a resistência contra a ditadura de Lula da Silva. Você apoiará esses bravos patriotas com Bolsonaro?”.

EXTREMISNO NA AL

O site Rebelión traz extenso texto com o título “A onda de extremismo de direita na América Latina”. Nos últimos anos, os governos de vários países latino-americanos foram assumidos por uma onda de atores políticos liberais e conservadores de direita. Nayib Bukele em El Salvador, Daniel Noboa no Equador, Jair Bolsonaro no Brasil e Javier Milei na Argentina venceram as eleições presidenciais em seus respectivos países com base em programas neoliberais e conservadores clássicos. Embora Bolsonaro não tenha conseguido estender seu mandato presidencial em 2022, cerca de 50% do eleitorado brasileiro favoreceu seu programa de extrema direita, deixando o social-democrata vitorioso, Lula da Silva, com poder político em um nível precário. No caso do Peru, o presidente de esquerda, Pedro Castillo, foi substituído por sua ex-vice-presidente Dina Boluarte, com o consentimento imediato e a aliança da extrema direita no Congresso. Trata-se de uma republicação do site latino Minga, de ativismo para a América Latina.

HADDAD COM COVID

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi diagnosticado com Covid-19 depois de se ter sentido mal no domingo à noite e a sua participação presencial nos eventos financeiros do G20 agendados para esta semana em São Paulo pode estar comprometida. O Ministério das Finanças informou em comunicado nesta segunda-feira que Haddad presidirá virtualmente as reuniões de 28 e 29 de fevereiro, enquanto continua a ser submetido a testes. Se os testes derem negativo, ele será autorizado a participar nos eventos pessoalmente. Além do G20, no âmbito da presidência brasileira do grupo que reúne as maiores economias do mundo, Haddad tinha agendadas reuniões bilaterais e outros compromissos, conforme a agência Reuters.

ODEBRECHT

As anulações decretadas no final do ano passado no Brasil das provas obtidas por meio de acordos de colaboração com a construtora Odebrecht, que permitiram comprovar o pagamento de propinas a políticos e empresários daquele país, incentivaram os acusados na Argentina a acreditar que as acusações seriam enfraquecidas e tudo daria em nada. Por isso, argumentaram que essas acusações deveriam ser descartadas aqui, já que o que os “arrependidos” brasileiros disseram foi anulado no Brasil a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por decisão do juiz da Suprema Corte brasileira José Dias Toffoli. Lula foi preso e condenado com base em provas nesse processo, conhecido como Lava Jato, e onde esses acordos de colaboração com a Odebrecht foram agora anulados, informa o argentino La Nación.

DENGUE

No Financial Times: Brasil lança vacinas contra a dengue com aumento acentuado de casos. Infecções quadruplicam em relação ao ano passado após alertas de que o aquecimento das temperaturas aumentará os casos.

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