Ministros e diplomatas tentam construir ponte para aproximar Lula e Milei

Ministros e diplomatas tentam construir ponte para aproximar Lula e Milei

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El Mundo, noticiário espanhol, dedica reportagem sobre o futuro relacionamento do presidente Lula com o presidente eleito Javier Milei. Diz o texto que os próximos dias serão decisivos em uma operação de engenharia diplomática altamente delicada que afetará a América do Sul, mas que também é muito importante para a União Europeia (UE): fazer com que Lula e Javier Milei se sentem e conversem. O argentino tem insistido que não se envolverá com países “socialistas ou comunistas”, uma posição que sua ministra das relações exteriores, Diana Mondino, deve moderar. A futura chefe das relações exteriores argentinas tem conversado com seu colega brasileiro, Mauro Vieira, e com o embaixador brasileiro na Argentina, Julio Glinternick Bitelli, bem como com o embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli. Os quatro estão construindo uma rede que permitirá que os dois presidentes se sintam confiantes para dar o passo e iniciar um relacionamento. “Milei já escolheu o presidente que quer ter em Buenos Aires no dia da posse”, disse ao EL Mundo, com amarga ironia, uma fonte sênior do Itamaraty, sobre a presença de Bolsonaro.

A Argentina está vivendo hoje o que o Brasil viveu há cinco anos. Em meio a um cenário econômico desafiador, os eleitores escolheram um outsider político radical para ser seu presidente. Alguém que prometeu ser como uma bola de demolição para o establishment político – mas que também se aliou a figuras tradicionais para consolidar suas vitórias. No Brasil, foi a vitória de Jair Bolsonaro em 2018. Na Argentina, é o triunfo de Javier Milei, que se descreve como um anarcocapitalista que usa uma motosserra como símbolo de suas intenções de encolher o Estado argentino, diz o Brazilian Report.

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro da Índia Narendra Modi expressou confiança de que o G20 continuará a avançar com uma “abordagem centrada no ser humano” sob a presidência brasileira do G20 e que os membros do grupo darão prioridade à segurança alimentar, à segurança sanitária e ao desenvolvimento sustentável, informa o The Times of India. Em seu discurso de encerramento da cúpula virtual do G20, o primeiro-ministro Narendra Modi também expressou confiança de que o G20 continuará a trabalhar com uma “abordagem centrada no ser humano” sob a presidência do Brasil e que os membros do grupo darão prioridade à segurança alimentar, à segurança da saúde e ao desenvolvimento sustentável. Ele saudou a presidência do presidente Lula no G20.

O noticiário Brazilian Report informa que na terça-feira, parlamentares da Câmara apresentaram ao ministro da Justiça, Flávio Dino, o relatório final do grupo de trabalho sobre o combate à violência escolar. O grupo foi criado em julho, na esteira de uma série de episódios de violência escolar.  Em abril, um homem de 25 anos matou quatro crianças com idades entre 4 e 7 anos em uma creche particular em Blumenau, uma cidade no sul do estado de Santa Catarina. No final de março, um estudante de 13 anos esfaqueou cinco pessoas em uma escola pública em São Paulo, a maior cidade do Brasil, matando um professor de 71 anos. Mais recentemente, no final de outubro, em outra escola de São Paulo, um aluno de 16 anos atirou em três pessoas, matando uma garota de 17 anos.

“Seca histórica na Amazônia: um crime do capitalismo ecocida” é o título do site argentino Izquierdaweb. Segundo a reportagem, os leitos dos rios caíram a níveis mínimos históricos e, em algumas áreas, o aumento da temperatura da água causou a morte em massa de espécies da fauna aquática. Um cenário distópico que, até alguns anos atrás, víamos em filmes futuristas de ficção científica, mas que hoje faz parte da nova realidade causada pelo ecocídio capitalista que está varrendo o planeta. O artigo revisa os principais danos ambientais causados por essa seca e as causas que geraram ou potencializaram seus efeitos.

O site The Conversation, plataforma de colaboração entre acadêmicos e jornalistas, também traz artigo sobre a seca na Amazônia  – sem precedentes que, segundo as projeções, continuará afetando a região pelo menos até meados de 2024. Os níveis mais baixos de água em 121 anos de registros do nível do rio foram registrados na cidade de Manaus. Vastas áreas do leito do rio Amazonas foram expostas e mais de 150 golfinhos morreram em um lago onde a temperatura da água atingiu 39°C (2°C acima da temperatura do corpo humano). As populações humanas ao longo dos rios amazônicos foram isoladas, perderam seus meios de subsistência e carecem de necessidades básicas. Este ano trouxe três tipos de seca simultaneamente, resultando em praticamente toda a região amazônica sendo afetada. A previsão para novembro de 2023 a janeiro de 2024 é de seca em quase toda a região. Algumas chuvas previstas no Peru podem ajudar com os níveis de água no rio Amazonas, mas a região mais ampla continua exposta ao estresse da seca e aos incêndios florestais.

Foto Milei e Lula / Reprodução

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