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Pepe Mujica a Lula: “Sua liderança e esforço incorporam uma mensagem de paz”

Pepe Mujica a Lula: “Sua liderança e esforço incorporam uma mensagem de paz”

O ex-presidente uruguaio enviou uma carta ao seu companheiro brasileiro, por ocasião do convite para um retiro de líderes da América Latina em Brasília, no final de maio, na qual afirma que, do alto de seus 88 anos, “a capacidade de sonhar com uma América diferente dá mais sentido à vida”

Pepe Mujica enviou uma carta ao presidente Lula, em resposta ao convite para participar de um retiro de chefes de Estado sul-americanos no próximo dia 30, em Brasília. O texto é uma mensagem de apoio e reflexão sobre a importância da integração regional na América Latina, e inicia enaltecendo e desejando sucesso à iniciativa do “companheiro” brasileiro, ressaltando que “as grandes decisões que movem o mundo são tomadas em outros lugares, distantes de nossa mesa. É necessário construir proximidade em nossa região para sermos ouvidos internacionalmente. Os desafios que enfrentamos como humanidade exigem, mais do que nunca, esforços coletivos e propostas inovadoras” e que “avançar na integração significa colocar paixão, esperança e conhecimento em nosso povo”. 

Mujica lembra que, ao longo dos séculos, a região falhou em alcançar uma verdadeira integração regional, mas que agora é o momento de aprender com os erros do passado e firmar projetos de cooperação que promovam a solidariedade continental e atendam às necessidades e desejos dos povos, e sugere algumas metas, como uma plataforma de resposta rápida a catástrofes naturais, integração energética e infraestruturas regionais, desenvolvimento industrial e complementação produtiva.

Ao final da carta – publicada na íntegra pelo argentino Página/12 –, o ex-presidente uruguaio elogia Lula por “sua liderança e esforço, que vão além da região e incorporam uma mensagem de paz”, e diz que “aos 88 anos, a capacidade de sonhar com uma América diferente dá mais sentido à vida”.

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A agência cubana Prensa Latina noticia que “o presidente russo, Vladimir Putin, manteve hoje uma conversa telefônica com seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva”.

Segundo nota oficial do Kremlin, os líderes discutiram questões relacionadas à cooperação nos BRICS e outras plataformas multilaterais. Lula compartilhou suas impressões sobre a recente cúpula do G7 no Japão, e ambos expressaram interesse no desenvolvimento da cooperação bilateral em diversos campos.

Lula também mencionou a possibilidade de mediação para o conflito na Ucrânia; em resposta, Putin “fez uma avaliação da evolução da situação em torno da Ucrânia, confirmando que o lado russo está aberto ao diálogo através dos canais politico-diplomáticos, que continuam bloqueados por Kiev e seus patrocinadores ocidentais”.

De acordo com o Jornal de Notícias, de Portugal, Lula “informou que conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, recusando um convite para ir à Rússia, mas que o Brasil, Índia, Indonésia e China querem conversar sobre a paz na Ucrânia”.

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“Conversei agora por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Agradeci a um convite para ir ao Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, e respondi que não posso ir à Rússia nesse momento, mas reiterei a disposição do Brasil, junto com a Índia, Indonésia e China, de conversar com ambos os lados do conflito em busca da paz”, escreveu Lula em seu perfil no Twitter.

A questão da paz na Ucrânia também foi tema de uma conversa, nesta quarta-feira (24), entre Lula e o presidente chinês Xi Jinping, informa a agência de notícias russa Sputnik. De acordo com a publicação, os líderes ainda falaram sobre a próxima reunião dos BRICS – grupo econômico composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, que acontecerá no final de agosto.

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Um grupo de médicos foi multado em 55 milhões de reais pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul, por danos morais e coletivos à saúde, devido à promoção de tratamentos ineficazes contra a covid-19, destaca o português Correio da Manhã.

Os réus divulgaram informações erradas sobre o uso de certos medicamentos, como a ivermectina e a cloroquina, antes mesmo do diagnóstico de infecção pelo coronavírus. Esses medicamentos faziam parte do chamado ‘kit covid’, que também era defendido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

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A condenação do ex-presidente Fernando Collor de Mello por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato foi notícia no angolano O Guardião. Oito dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal votaram a favor da condenação. O relator do caso, Edson Fachin, sugeriu uma pena de 33 anos de prisão, mas a sentença final só será anunciada em 31 de maio.

Collor, primeiro presidente a ser eleito após o período da ditadura militar no Brasil, é acusado de ter recebido 20 milhões de reais em subornos entre 2010 e 2014, quando era senador. O ministro Fachin considerou que o ex-presidente utilizou sua “influência política para facilitar a assinatura de contratos”.

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O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou em segunda instância Jair Bolsonaro a pagar uma indenização de R$ 50 mil por danos morais coletivos a jornalistas. O valor, que na decisão em primeira instância foi fixado em R$ 100 mil, deverá ser pago ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos. As informações são do uruguaio El Observador, que ainda aponta que, de acordo com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, apenas no ano de 2022, o ex-presidente brasileiro foi autor de 557 ataques à mídia e seus profissionais.

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