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Movimentos sociais e coletivo da USP convocam atos em SP contra terrorismo

Movimentos sociais e coletivo da USP convocam atos em SP contra terrorismo

Polícia Militar do Distrito Federal foi omissa e só reprimiu a atuação dos golpistas contra edifícios dos 3 Poderes horas após a destruição.

AGENDA – 08/01/2023

Dois atos estão programados para esta segunda-feira, 9 de janeiro, em São Paulo, em reação ao terrorismo que tomou Brasília no domingo, com invasão e destruição do Palácio do Planalto, e dos edifícios do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. A polícia militar do Distrito Federal foi omissa e só reprimiu a atuação dos golpistas horas após a depredação.

O Coletivo USP pela Democracia convoca a manifestação “Resistência Popular contra o Golpe – Ato em Defesa da Democracia” às 12h na Faculdade de Direito da USP no Largo São Francisco. Em nota, o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior afirma que a “a USP não aceita, não tolera e não admite agressões à democracia. […] Os arruaceiros fanáticos mancharam de vergonha a capital federal na data de hoje. Entidades do mundo todo, representantes de governos estrangeiros e instituições democráticas rechaçam a baderna e se solidarizam com o novo governo brasileiro, eleito e empossado legitimamente”.  

Outro ato, mais abrangente, está sendo organizado por movimentos sociais também em defesa da democracia e cobrando punição aos golpistas. Será realizado no Masp às 18h. Esta convocação menciona, sem detalhar, que outras cidades também irão se manifestar. “Vamos derrotar o golpismo nas ruas”, diz o deputado federal eleito Guilherme Boulos (PSOL) em postagem sobre o ato em redes sociais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou ainda no domingo intervenção na área de segurança pública do Distrito Federal para manter a ordem pública. A intervenção irá até o final de janeiro. Os eventos violentos realizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocorrem apenas uma semana após a posse de Lula. Não há números oficiais, mas houve citação a 4.000 vândalos, que puderam circular livremente pelo interior dos edifícios que abrigam os Três Poderes.

Ao decretar a intervenção, durante visita à cidade de Araraquara (SP), Lula afirmou em pronunciamento que as autoridades da área de segurança pública de Brasília tiveram “incompetência, má vontade ou má-fé”. Disse inda que “vamos descobrir quem são os financiadores desses vândalos que foram a Brasília e todos eles pagarão com a força da lei esse gesto de irresponsabilidade”. À noite, de volta a Brasília, Lula foi conferir pessoalmente a destruição do Palácio do Planalto, já livre dos vândalos. 

Cerca de 300 golpistas foram presos em flagrante até o fechamento desta nota, segundo a Polícia Civil do DF.

Organizações e movimentos sociais do Brasil e de vários países se manifestaram em defesa da democracia e em repúdio ao atentado golpista, entre os quais os membros do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

Veja a agenda dos atos neste link.

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