Programas – de 15 a 22 de dezembro

Programas – de 15 a 22 de dezembro

*Hoje, dia 15 de dezembro, Ato Pelas Crianças Palestinas, das 11 às 19 horas, no Masp, com músicas, performances, esquetes teatrais, relatos de mães palestinas, exposição documental etc. “Salvem as crianças palestinas” é o tema do evento.

*Contra o Sionismo – Retrato de uma Doutrina Colonial e Racista é o título do volume do jornalista Breno Altman, fundador do site Opera Mundi. Lançado esta semana, esse “livro de combate” tem apresentação de Bruno Huberman, professor do curso de Relações Internacionais da PUC/SP: “Todas e todos aqueles solidários aos povos oprimidos e engajados no combate ao racismo e ao colonialismo têm neste livro um importante instrumento de formação para a disputa narrativa com impacto direto sobre o presente e o futuro da Palestina e de Israel” (Editora Alameda).

*Observação do atual presidente da Inter Press Service, jornalista Fernando Morais, sobre a importância da informação através de fontes internacionais e alternativas para a elaboração de uma visão completa do conflito na Palestina. Ele ressalta que vêm ocorrendo manifestações de rua em todo o mundo nas quais se pede uma cobertura mais honesta por parte da mídia.

*Canais como o Sputnik, Al Jazeera e Russia Today oferecem uma cobertura mais equilibrada do conflito em Gaza. “Ouvir ambos os lados da situação é princípio básico do jornalismo”, lembra Morais.

*Trágica denúncia de Yasmeen El-Hasam, representante da União de Comitês de Trabalhadores Agrícolas da Palestina, a UAWC, sobre a privação de alimentos utilizada como arma de guerra do atual governo do estado de Israel contra a população palestina. “Fontes de água e de comida são atacadas e a população inteira de Gaza, 2,3 milhões de pessoas estão em insegurança alimentar; estão à beira da fome. Foi limitada a distância marítima autorizada para a pesca por parte dos palestinos, e os camponeses de Gaza não podem ter acesso a suas terras; a maioria delas destruída. Não há água para irrigação, não há meios de transporte de produtos, não há mais condições para sobrevivência de plantas e de animais”.

*De olho neste programa: o festival de cinema Herzog: Além das Margens, no auditório da Caixa Cultural do Rio de Janeiro, que se estende até o próximo dia 23, tem como tema “o ser humano além das margens da vida”. Serão apresentadas obras inéditas no Brasil do cineasta alemão, autor do clássico O Enigma de Kaspar Hauser, de 1974. Os filmes: Os Delírios do Mundo Conectado (Lo and Behold: Reveries of the Connected World, 2016); Visita ao inferno (Into the Inferno, 2016); Nômade: Seguindo os Passos de Bruce Chatwin (Nomad: In the Footstepsof Bruce Chatwin, 2019) e Encontrando Gorbachev (Meeting Gorbachev, de 2018). Os curadores da importante mostra são Sylvia Palma e Filippo Pitanga.

*Sugestão de leitura: O tempo das utopias de Sandro Ramon Ferreira da Silva (Ed. Alma Revolucionária 2023). Temas do livro: Igreja católica, Cristianismo e Política, América Latina, Teologia da Libertação. O autor, professor Ferreira da Silva, faz Programa de Pós-Graduação em História da UFF.

*Outra sugestão de leitura de fim de ano: a edição abreviada e autorizada pelo autor e sua filha de O Arquipélago Gulag, de Aleksandr Solzhenitsyn com posfácio de Daniel Aarão Reis. Na Esquina do Livro do site Tempo Contemporâneo, esta semana, é recomendada a obra do Nobel de Literatura, escrita clandestinamente entre 1958 e 1967.

*A primeira edição de Arquipélago Gulag foi lançada em Paris no final de 1973. Poucas semanas depois o autor foi preso, acusado de “alta traição”, teve cassada a cidadania soviética e foi obrigado a deixar a URSS, o que não impediu o sucesso do livro. Na França, a tiragem inicial de 300 exemplares esgotou em algumas horas. O texto presente é o da versão mais recente, abreviada, depois da original, em três volumes. O trabalho de redução foi feito pela mulher de Solzhenitsyn, Natália, e em 2010 o volume foi lançado em versão eletrônica. Em 2022 foi impresso pela quarta vez, com as tiragens anteriores esgotadas. (Editora Carambaia de 2019).

*Fuga da Sibéria: livro que narra um trecho pouco conhecido da extraordinária vida de Trótski alguns anos antes de comandar o Exército Vermelho. É outra sugestão de leitura de fim de ano. A toda velocidade, durante onze dias, através cerca de 800 quilômetros, o revolucionário russo cruza a montanha nevada siberiana montado num trenó de renas conduzido por um cocheiro local, ébrio e folgazão. Livro em pré-venda, da Editora Ubu.

*Programa carioca imperdível, tradicional do mês de dezembro: visitar a 15ª edição da Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes, no Largo da Carioca, centro do Rio, de 18 a 20 deste mês, e com a participação dos assentados e acampados ligados ao MST do Rio, do Espírito Santo, São Paulo e Minas. A estimativa é que a população carioca tenha acesso a cerca de 45 toneladas de alimentos. In natura e agroindustrializados.

*Pureza, filme de Renato Barbieri, foi eleito pelo público o melhor longa-metragem exibido nos festivais de cinema brasileiro realizados entre novembro e dezembro em Baku, no Azerbaijão, em Nizhny Novgorod, Moscou e São Petersburgo, na Rússia, e Minsk, na Bielorrússia.

*O novo trabalho de um dos diretores mais estimados do cinema italiano, Nanni Moretti, chega aos cinemas brasileiros dia 4 de janeiro. A comédia O Melhor está Por Vir tem como protagonista um diretor de cinema fazendo um filme que se passa na Roma dos anos de 1950.

*Ao assinar o Decreto da Lei Paulo Gustavo (195/2022), em Salvador, Lula sublinhou: “A cultura vai ajudar a fazer a revolução que precisa ser feita no país”. (…) “A cultura movimenta a roda da economia e ilumina o caminho que devemos seguir rumo a um país mais desenvolvido, mais justo, mais inclusivo e muito mais feliz”.

*O Presidente afirmou mais uma vez: “Os ignorantes deste país precisam aprender que cultura não é gasto, que cultura não é pornografia, que cultura não é uma coisa menor. Essa sempre será uma prioridade em nosso governo”.

*Joias do Rio, de Saturnino Braga, é mais do que um pequeno guia de turismo. É o depoimento de quem dedicou a vida à sua cidade e onde explica porque escolheu 14 lugares para apresentar nesse volume. Saturnino foi prefeito do Rio nos anos 1980, aliado de Brizola, enfrentou uma campanha de oposição radical contra sua gestão, e foi eleito senador três vezes. Entre as joias cariocas, ele inscreve Copacabana, o Museu Ferroviário, o Parque de Madureira e mais 11 lugares especiais. (Editora Alameda).

*Comemoração dos 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos: o discurso de posse do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, inspirou o tema da campanha “Vocês existem e são valiosos para nós”, quando ele se comprometeu a “não esquecer os esquecidos e lutar por um país que coloque a vida e a dignidade como prioridade”.

*Depois de ser premiado como melhor cartaz da mostra paralela de Cannes e melhor longa de ficção no Festival Latino-Americano de Biarritz, Levante está estreando esta semana na França em 50 salas. O filme de Lillah Halla narra os desafios de Sofía (Ayomi Domenica), jovem de 17 anos que, às vésperas de um campeonato de vôlei decisivo para o seu futuro como atleta, descobre uma gravidez indesejada.

*Importante: o Capes e o Ministério da Igualdade Racial abriram seleção para o Programa Caminhos Amefricanos com intercâmbio em Moçambique de alunos pretos, pardos e quilombolas que estejam em licenciaturas a partir do 5º semestre em instituições públicas. As candidaturas devem ser apresentadas até as 17 horas do dia 4 de janeiro de 2024. O intercâmbio é de 15 dias na Universidade de Maputo.

*Do professor Salem Nasser, da Faculdade de Direito da FGV-SP, no site Viomundo, Diário da Resistência: “Ontem, enquanto eu tentava desviar minha atenção das imagens que me chegam sem parar de Gaza, enquanto eu tentava não cruzar o olhar daquelas crianças, um olhar sem vida para muitas, um olhar assustado, assombrado, para tantas outras, um olhar furioso, traído, para as demais, enquanto eu evitava tudo isso, de repente, uma frase me capturou e eu já não pude escapar.

*”Falava-se de uma mãe que perdeu todos os filhos que dormiam, num único ataque israelense; em estado de choque, ela perguntava: “onde estão as crianças? onde estão as crianças? morreram sem terem comido nada! morreram com fome!”. A mãe chora como nós deveríamos chorar, a morte dos filhos, e chora a fome que eles sentiram antes de morrer. A compaixão pode cansar; se não deveria ser assim, não sei. A revolta talvez canse também, mas dessa eu não me separo. Não saberei esquecer, nem saberei perdoar”.

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