Programas – de 29 de setembro a 5 de outubro

Programas – de 29 de setembro a 5 de outubro

Nesta semana, uma seleção de livros e artigos indispensáveis para se aprofundar no tema das mudanças climáticas, e produções cinematográficas de destaque que serão exibidas nos próximos festivais de cinema

*Mudanças climáticas é o principal assunto deste começo de primavera pontuada por inundações, grandes calores, secas, incêndios. Há muitos autores que escrevem sobre o tema e devem ser lidos. Um deles é o respeitado cientista, climatologista, pesquisador e professor Carlos Nobre, com o livro O Futuro do Planeta/Para Mudar o Futuro (Editora EDUSP/Senac). Nobre ressalta: “Temos que reduzir as emissões, rápido, porque os fatores de incerteza estão aumentando. Nem a ciência previu que, em 2023, teríamos o recorde de temperatura do planeta. Os eventos extremos já vêm aumentando há muitos anos, mas ninguém previu que, em 2023, eles estariam tão violentos”.

*Entre autores estrangeiros, o livro de Davi Wallace-Wells, A Terra Inabitável – Uma História do Futuro (Companhia das Letras). Mudança do Clima – Tudo o Que Você Queria e Não Queria Saber é de Sergio Margullis (Ed. Instituto Clima e Sociedade e e-book).

*Escreve Margulis: “Não existem mais dúvidas sobre a responsabilidade dos homens pelo aquecimento global. São avassaladoras as evidências”. Ele observa: “Os impactos das mudanças do clima já vêm causando enormes perdas econômicas e sofrimento humano. O enfrentamento do problema começa pelo seu entendimento, que não é ficção científica e cuja responsabilidade é de todos nós. Devemos agir agora!”.

*Um bom artigo, entre outros milhares que vêm sendo publicados por cientistas brasileiros e de todas as partes, é este, de autoria de Margulis: O que eu tenho a ver com as mudanças climáticas?No Brasil”, ele escreve, “o aumento de temperatura esperado no Nordeste e na Amazônia chega a seis ou sete graus, ainda neste século”.

*Outra sugestão para leitura atenta, é o artigo do sociólogo Liszt Vieira, neste Fórum 21, intitulado O Recado de Tuvalu, onde ele anota: “O sistema climático que conhecemos até hoje está morrendo. Se não houver reversão nas emissões, os efeitos vão se agravar na medida em que o planeta esquentar de 1º C para 1,5º C e muito provavelmente para 2º C e além. Isso implica temperaturas mais quentes, mais incêndios florestais, menos árvores, mais carbono na atmosfera, um planeta mais quente, eventos climáticos extremos”.

*No programa de busca de informação mais detalhada sobre as mudanças climáticas, o 6º Resumo Executivo do Relatório anual do IPCC, o mais recente, elaborado entre 2021 e 2023, é uma “leitura mais que recomendável”, lembram especialistas.

*Outubro, mês do cinema. O Festival do Rio 2023, de 5 a 15 deoutubro, um dos grandes eventos cinematográficos da América Latina, traz importantes filmes internacionais e uma seleção inédita de filmes nacionais. A programação completa está no site do Festival.

*Mais outubro, mês do cinema. Filmes que vêm por aí, no streaming e nas telonas: Meu nome é Gal, com a trajetória da cantora baiana, é um deles. Outro: Assassino da Lua das Flores, o novo Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio e Robert De Niro, estreia nos cinemas dia 19 de outubro e logo em seguida no streaming, em Apple TV+. E Denzel Washington volta com mais um filme da popular saga O protetor, título Robert McCall.

*Já elogiado, O regresso de Casanova, mais recente filme de Gabriele Salvatores e protagonizado por Toni Servillo, está no tradicional festival de fim de ano do cinema da Itália realizado em São Paulo há 18 anos. Desta vez, 32 filmes serão apresentados em mais de 50 cidades brasileiras a partir de 8 de novembro até 9 de dezembro, gratuitamente. Começando no mesmo dia 8, uma seleção dos longas estará disponível online através do site do festival.

*Cidade da Vitória, (Victory City) é o mais recente livro de Salman Rushdie e o primeiro lançado depois do atentado no qual quase perdeu a vida, em Nova Iorque, em 2022. O volume é o grande sucesso atual na Europa onde o autor vem concedendo inúmeras entrevistas, ainda mostrando sequelas dos sérios ferimentos sofridos. “Está muito difícil escrever”, diz ele em entrevista recente, em Paris. (Da Companhia das Letras com capa de Victor Burton).

*Em Berlim, Miúcha, a voz da Bossa Nova estreia na seleção oficial do Doku Arts. É o único filme brasileiro inscrito na programação desse festival cult alemão. Dia 6 de outubro, em sessão trilingue – português, inglês, alemão.

*O Rio de Debret é o tema da excursão do grupo Papo de Guia, dia 22 de outubro. Encontro às 11 horas em frente ao Teatro João Caetano. Ingressos, em facebook.com/papodeguia.

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*Entre os filmes da programação da 47ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, de 19 de outubro a 1º de novembro, os premiados Afire, de Christian Petzold, longa alemão vencedor do grande prêmio do júri do Festival de Berlim, e About Dry Grasses, do premiado e excelente diretor turco Nuri Bilge Ceylan, vencedor do prêmio de melhor atriz para Merve Dizdar no Festival de Cannes deste ano.

*A vigorosa Mostra paulista também vai exibir Cerrar los Ojos, de Victor Erice, sobre o desaparecimento de um ator durante as filmagens de um filme, e La Chimera, de Alice Rohrwacher, que retrata uma gangue de ladrões de artefatos históricos. Ambos foram exibidos em Cannes.

*Também na mostra paulistana: o americano Maestro, de Bradley Cooper, cinebiografia do compositor Leonard Bernstein, e Evil Does Not Exist, de Ryusuke Hamaguchi, este retratando uma comunidade ameaçada por duas construtoras, que recebeu o grande prêmio do júri de Veneza e o prêmio da crítica no festival italiano. De olho nesse Hamaguchi.

*Confirmada a candidatura do filme Io Capitano, de Matteo Garrone, para disputar uma vaga entre os concorrentes ao prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2024. Vencedor do Leão de Prata no Festival de Cinema de Veneza em agosto passado, Io Capitano é mais um filme registrando a trágica história de jovens africanos – no caso, um senegalês – que atravessam diversos países do continente em busca do sonho de chegar à Europa. Uma das odisseias contemporâneas.

*Adiado algumas vezes para chegar aos cinemas brasileiros, Vidas Passadas (Past lives), de Celina Song, uma das maiores bilheterias lá fora, este ano, continua fazendo sucesso nos Estados Unidos. É produção anglo-coreana, estreou no Festival de Sundance, passou por Berlim e está agora no Festival de San Sebastian. Aqui, por enquanto, pode ser visto na plataforma Prime Video. Nas nossas telonas está prometido para fevereiro do ano que vem.

*Começou o IX Dobra – Festival Internacional de Cinema Experimental, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Até sábado, dia 30, e se prolongando entre 3 e 8 de outubro no Centro Cultural São Paulo.

*Documentário original, Comida Ancestral, de Nicole Allgranti, estreia este fim de semana na plataforma Spcine Play. Gratuito e acessado em qualquer cidade do Brasil, aborda a arte de comer bem entre os povos originários do país. E mostra diversas formas de cozimento praticadas com elementos que provêm da natureza, enriquecendo caças e pescarias. Participam representantes das etnias Guarani Mbya, Paiter Suruí, Guajajara, Tupi Guarani, Noke Koi, Yawanawa, Nukini Munduruku Shanenawa, dentre outras.

*O festival Animage – Festival Internacional de Animação de Pernambuco, de 3 a 8 de outubro em Recife, apresenta na sua 13ª edição curtas e cincolongas-metragens inéditos. A noite de abertura traz a estreia nacional de Bizarros Peixes das Fossas Abissais, primeiro longa-metragem dirigido por Marcelo Marão, e Ciranda Feiticeira. No Teatro do Parque.

*Entre Palavras e Números: Violência, Democracia e Segurança Pública no Brasil, do professor Renato Sérgio de Lima, atual Secretário Geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reúne resultados de pesquisas realizadas durante uma década no campo da segurança pública – que por sinal é outro tema central de debates essenciais. Perguntas abordadas no livro: “Suspeita-se que as pesquisas sobre segurança pública não respondem às principais perguntas que todos querem saber: por que os crimes cresceram? Por que as polícias se revelam tão ineficientes no combate ao crime, especialmente os violentos? Por que a maior parte dos crimes não chega a ser punida, tampouco merece investigação policial?”. (Ed. Alameda)

*E o autor de Entre palavras e Números continua: “Profissionais da lei penal e, sobretudo, policiais, acreditam que os pesquisadores fazem investigações de gabinete, que não têm noção do que se passa nas ruas, não sabem o que é verdadeiramente enfrentar o criminoso cada vez mais violento e com armas cada vez mais potentes”.

*Adiado o lançamento do livro O que fazer com o militar, de Manuel Domingos Neto, para o próximo dia 9 de outubro, às 19 horas, em Porto Alegre. No auditório do Sindicato dos Bancários, no Centro Histórico da cidade, com debate com o autor. Trabalho de grande repercussão, o volume acaba de ser lançado em São Paulo, Rio e Fortaleza.

( L.M.A R.)

*As informações acima são fornecidas por editoras, produtoras e exibidoras

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