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Programas – de 6 a 14 de junho

Programas – de 6 a 14 de junho

*O programa é repudiar e condenar mais uma vez a crueldade e a violência do estado de Israel no recente bombardeio a uma escola da Agência para Refugiados da ONU (UNRWA) na Faixa de Gaza. Quarenta pessoas morreram, entre elas cinco crianças. Há 74 feridos. O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse que há pelo menos 35 mortos.

*O programa é ler A centro-esquerda e o dever de agir, análise de Roberto Amaral, Secretário-geral da Coordenadoria Socialista Latino-americana: “O sionismo que impera no enclave israelense na Palestina agindo impunemente com o apoio militar, operacional e diplomático dos EUA, já assassinou algo como 40 mil palestinos, em sua maioria velhos, crianças e mulheres. Não há ‘conflito’, apenas matança de civis desarmados, em grande parte crianças”.

*”Foram destruídas 230 mil unidades residenciais, deixando ao relento cerca de um milhão de pessoas – mais da metade da população de Gaza, cuja infraestrutura civil foi completamente aniquilada: energia, água potável, esgotos, todo o sistema de saúde (26 hospitais foram bombardeados), 12 universidades e 56 escolas postas abaixo, deixando sem aulas 650 mil estudantes”, continua Roberto Amaral.

*O programa é denunciar e relembrar: bombardeios de Tel Aviv contra o território palestino já deixaram mais de 36 mil mortos e criaram uma crise humanitária na qual mais de um milhão de pessoas passam fome, segundo a ONU.

*O programa é aguardar. Após três anos, o livro com a segunda parte da biografia do Presidente Lula deve ser lançado em setembro próximo. Esta é a previsão do autor, Fernando Morais. Em entrevista ao Brasil de Fato, o escritor declarou que o plano inicial era o volume chegar às livrarias em março passado. Mas “houve a necessidade de checar algumas coisas com ele próprio”, e Morais decidiu estender a biografia de Lula até a eleição de 2022.

*A Justiça na Sociedade do Espetáculo – Reflexões públicas sobre direito, política e cidadania, de Pedro Estevam Serrano, professor de Direito Constitucional na PUC/São Paulo, parte de episódios e debates da vida cotidiana para falar sobre as grandes dificuldades do Direito e da Justiça, e recupera a noção sociológica de ‘sociedade do espetáculo’.”Antes de tudo é preciso diferenciar liberdade de direito de liberdade”, escreve o autor.

*Serrano ensina que está falando de “um bem frágil e precioso que costuma ser ameaçado não apenas pela força bruta das ditaduras, mas também por uma visãopunitivista que gosta de acreditar que a dureza de sanções e o acúmulo de medidas fortemente repressivas, mesmo para crimes de baixa gravidade, reduz a criminalidade e representa um passo positivo na construção de uma sociedade mais justa” (Editora Alameda).

*O filme Não Existe Almoço grátis é atração da Mostra Ecofalante, edição carioca, que começou dia 5 último, o Dia Mundial do Meio Ambiente, e vai até o próximo dia 12. O documentário apresenta cerca de 50 cozinhas solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto espalhadas pelo Brasil fornecendo diariamente refeições gratuitas para milhares de pessoas. O filme de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel foca em três cozinheiras do MTST na favela de Sol Nascente, de Brasília, enquanto elas preparavam comida para centenas de brasileiros e brasileiras que chegavam à capital para a posse de Lula, em janeiro de 2023. “A humanidade dessas três mulheres soa como um resumo do que o Brasil vivia naquela virada de ano: solidariedade, esperança e alegria. De preferência, com o prato cheio”, comenta o curador da mostra, Francisco Cesar Filho. Confira a programação, que é gratuita, em ecofalante.org.br.

*O programa é repudiar o repúdio: a carta enviada pela Marinha à Câmara dos Deputados para rechaçar a inclusão de João Cândido, o Almirante Negro, no Livro dos Heróis da Pátria, foi baseada no volume Revolta dos Marinheiros, 1910, de Hélio L. Martins, publicado pela própria corporação militar. A obra relativiza a tortura, minimiza chibatadas, traz ofensas contra o marinheiro, um notável líder da Revolta da Chibata, e classifica a conduta de Cândido como… “reprovável”. Na carta, o comandante Marcos Sampaio Olsen, da Marinha, chama o motim de “deplorável”.

*Na semana em que a morte de Roberto Burle Marx, grande paisagista do século XX, completou 30 anos, foi inaugurada, na Casa Cavanelas, em Pedro do Rio/Petrópolis, a nova sede do Instituto Burle Marx. A Casa Cavanelas foi projetada pelo engenheiro Edmundo Cavanelas em conjunto com Oscar Niemeyer e com Burle Marx na sua área externa. Um bom programa e um belo projeto, com atmosfera de calma e serenidade. A ser visitado.

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*Sugestão de leitura: o volume de José Genoino e da pesquisadora Angela Caldas, Constituinte – Avanços, Herança e Crises Institucionais, lançado mês passado. Trata-se do processo de nascimento da atual Constituição brasileira, conhecida como Constituição Cidadã, de 1988, após o período de repressão da ditadura civil-militar. O livro traz uma análise de Genoino sobre o processo da Constituinte entre 1987 e 1988, quando forças políticas antagônicas e divergentes se reuniram para chegar ao texto final. “Nela, os avanços, as contradições e lacunas em meio à tensão (e à interação) entre essas forças”, lembra a apresentação da Kotter Editorial.

*Nas livrarias, Cine Subaé – Escritos sobre o Cinema (19602023), de Caetano Veloso, uma reunião de críticas e depoimentos sobre os filmes que marcaram a trajetória do cinéfilo Caetano, hoje com 81 anos, e cuja adolescência foi moldada pela programação do Cine Teatro Subaé, na cidade de Santo Amaro. Na época, ele cogitava se tornar crítico de cinema e muitas das críticas que constam do volume são da década de 1960. O primeiro filme visto por Caetano na tela do Subaé e que empolgou o então rapazinho foi La strada, de 1954, de Federico Fellini. Aqui conhecido como A estrada da vida.

*Em Cine Subaé, o jornalista Claudio Leal e o fotógrafo e professor de Audiovisual Rodrigo Sombra reuniram críticas escritas por Caetano para jornais da imprensa baiana, mais entrevistas, depoimentos e comentários do cantor sobre cinema. O cineasta Orlando Senna assina a orelha do livro. Foi ele quem editou as primeiras críticas produzidas por Caetano (Editora Companhia das Letras)

*Sobre o volume recém-lançado intitulado Hugo Chávez em seu labirinto – O Movimento Bolivariano e a Política na Venezuela, de Flavio da Silva Mendes,
escreve o professor de Sociologia no IFCH/Unicamp, MarceloRidenti: “Este livro preenche uma lacuna nos estudos brasileiros sobre a América Latina. Com base em ampla bibliografia e numa pesquisa de campo que envolveu longa visita à Venezuela, o autor explica com clareza as origens sociais e políticas do bolivarianismo e do chavismo, seus dilemas e perspectivas”. Para compreender o fenômeno Chávez, Flávio Mendes, professor no Departamento de Ciências Sociais e no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá, retoma a crítica ao conceito de populismo.

*”O trabalho remonta à ascensão da democracia representativa na Venezuela após a queda do ditador Pérez Jiménez quando se constituiu uma hegemonia duradoura fundada economicamente na exploração do petróleo, o que permitiu articular diferentes forças sociais e políticas” (Editora Alameda).

*Hollywood tomou para si o papel de historiadora militar do Ocidente. Este ano, pela segunda vez, a Rússia é descartada das celebrações do Dia da Vitória, fim da Segunda Guerra Mundial para os europeus. A lógica de apropriação de louros com a vitória sobre o nazismo é cimentada por décadas de livros e filmes estadunidenses girando em torno da guerra e do desembarque na Normandia, desde O Mais Longo dos Dias até O Resgate do Soldado Ryan. Mas há que lembrar de Tigre Branco, de Shakhnazarov, A Balada do Soldado, de Grigori Chukhrai, Neve Ardente, de Gabriel Egiazarov e do clássico Quando Voam as Cegonhas, de Mikhail Kalatozov dentre outras centenas de filmes produzidos pelos estúdios Mosfilm. A conferir na plataforma kino.mail.ru.

*Para refletir: trinta e duas ações civis públicas cobram 800 milhões de reais dos responsáveis pelo desmatamento de 29.500 hectares nos biomas da Amazônia (27 ações), Cerrado (3) e Pantanal (2). Não é pouca coisa. “Proteger o meio ambiente é enfrentar a emergência climática e a ocorrência cada vez maior de fenômenos climáticos extremos. É trabalhar hoje para que amanhã milhões de brasileiros não tenham que passar pelo sofrimento vivido pelos moradores do Rio Grande do Sul”, afirma o advogado-geral da União, Jorge Messias.

*O programa é aguardar este outro evento importante: a Feira do Livro, entre os dias 29 de junho e 7 de julho próximo, no entorno do estádio do Pacaembu, em São Paulo. Seis editoras estarão reunidas no estande esquina6 sintonizadas com publicações sobre a biodiversidade: Ercolano, GLAC, Hedra, Relicário, n-1 edições e Tabla.

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