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Após atrito com Israel, grupo de brasileiros deixa Gaza

Após atrito com Israel, grupo de brasileiros deixa Gaza

Um grupo de brasileiros que estavam em Gaza há semanas, e cuja situação havia provocado uma ruptura diplomática entre Brasília e Israel, cruzaram a fronteira com o Egito no domingo, informou o Ministério das Relações Exteriores. “O grupo de 32 brasileiros e suas famílias já estão em território egípcio, onde foram recebidos por uma equipe da embaixada brasileira no Cairo, que é responsável pela etapa final da operação de repatriação”, escreveu o Ministério das Relações Exteriores no X, antigo Twitter. A Reuters afirma que o ritmo lento da libertação dos brasileiros aumentou o atrito entre o Brasil e Israel, que explodiu na semana passada depois que a agência de espionagem israelense Mossad disse que ajudou a impedir um ataque do Hezbollah no Brasil. Uma aparição do embaixador de Israel no Brasil com o ex-presidente Jair Bolsonaro, um fiel aliado de Israel e inimigo político de longa data de Lula, também irritou as autoridades brasileiras.

Um avião com 32 brasileiros e suas famílias que deixaram a Faixa de Gaza, zona de conflito entre a ala militar do movimento Hamas e Israel, rumo ao Egito deve chegar a Brasília às 23h30 (horário local), informa Prensa Latina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou hoje a atualização da chamada Lei de Cotas, que reserva um mínimo de 50% das vagas para ingresso em universidades públicas em todo o Brasil. De acordo com o Palácio do Planalto, o processo seletivo respeitará a proporção de indígenas, negros, mestiços, quilombolas e pessoas com deficiência. Aprovado no Senado em 24 de outubro, o projeto faz alterações no provimento número 12.711 de 2012, como a inclusão de quilombolas e a redução da renda per capita máxima, noticia a Prensa Latina.

A polícia brasileira prendeu no domingo mais um homem suspeito de ligações com o grupo militante libanês Hezbollah, elevando para três o número de detidos suspeitos de envolvimento com o grupo, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto, sob condição de anonimato. O nome do detido, preso em Brasília, capital do Brasil, não foi revelado, mas sua suposta ligação com o grupo apoiado pelo Irã já estava sendo investigada, disseram as fontes. Na semana passada, o Brasil prendeu duas pessoas em São Paulo em uma operação para desarticular uma suposta célula do Hezbollah que supostamente planejava ataques a alvos judeus no país sul-americano.

Com Reuters e AFP, o argentino La Nación também noticiou a prisão pela Polícia Federal do Rio de Janeiro de mais um homem suspeito de ligações com o grupo militante libanês Hezbollah, num total de 3. O homem foi preso em Copacabana. “Neste domingo, outro suspeito foi preso na cidade do Rio de Janeiro por volta das 18 horas”, disse a polícia em um comunicado nesta segunda-feira, mas não deu mais informações sobre o suspeito.

Um homem e uma mulher, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foram baleados fatalmente no sábado, no acampamento Quilombo do Livramento, no sítio Rancho Dantas, no município de Princesa Isabel, na Paraíba. Os mortos foram identificados como Ana Paula Costa Silva, 29 anos, e Aldecy Vitunno Barros, 44 anos, que era coordenador do acampamento. “É com extrema indignação e exigindo justiça que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra da Paraíba (MST) denuncia os assassinatos de Ana Paula Costa Silva e Aldecy Viturino Barros e pede à polícia que realize prontas investigações junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado”, diz o MST-PB em nota à imprensa, segundo o site latino Nodal.

O argentino Ámbito traz reportagem sobre o debate entre os candidatos à Presidência da Argentina que ocorreu no domingo com foco no comércio internacional e o título: “Massa alertou que a ideia de Milei de não negociar com a China e o Brasil custará 2 milhões de empregos”. “Quem são os principais parceiros comerciais da Argentina? O Brasil é um deles e a China é outro. Vamos defender essa agenda comercial que gera empregos para dois milhões de argentinos. Vamos claramente defender nosso relacionamento com a Santa Sé: este homem que está aqui chamou o argentino mais importante da história, nosso Papa, de ‘representante do maligno’. E alguns dos que estão com ele aqui disseram que as relações com a Santa Sé deveriam ser rompidas. Vamos trabalhar para que em 2024 o Papa visite a Argentina”, disse Massa no debate. Javier Milei argumentou: “Como liberal libertário, acredito profundamente no comércio internacional e em sua abertura… Diante dessas mentiras que dizem que eu afirmo que não devemos comercializar com a China ou com o Brasil, eu lhes digo que isso é falso porque é um assunto privado, porque toda vez que o Estado se envolve gera corrupção e é pago com uma queda no bem-estar dos argentinos”.

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A cubana Prensa Latina dedica nota sobre o calorão no Brasil. A forte onda de calor que está atingindo pelo menos 1.100 municípios no Brasil hoje levou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a emitir um alerta de alto perigo para 13 estados e o Distrito Federal. O alerta dura até as 23h59 (horário local) da próxima quarta-feira, o que significa que o feriado da Proclamação da República também deve ser marcado pelo calor sufocante. Nesta segunda-feira, as temperaturas devem chegar a 40 graus Celsius em Campo Grande, Cuiabá e Rio de Janeiro, enquanto em São Paulo, os termômetros podem chegar a 37 graus à tarde.

O português Correio da Manhã também dedica texto sobre o calor no Brasil. O calor severo, com temperaturas entre 5 e 15 graus acima da média, vai continuar e até mesmo intensificar-se. Esta segunda-feira a previsão para São Paulo é de 38 graus, chegando a 40 perto do fim de semana, e a 45 ou até mesmo 47 graus em cidades do interior do estado e em cidades de outros estados, particularmente da região centro-oeste, já geralmente mais quentes.

Reportagem do Financial Times afirma que ação da Braskem inviabilizou uma área em Maceió. O que parece ser o resultado de uma zona de guerra é, na verdade, um desastre ambiental urbano de origem supostamente humana, que forçou cerca de 55.000 pessoas a evacuar permanentemente suas casas em Maceió. O motivo da saída em massa foi o afundamento lento do solo, que provocou rachaduras em edifícios e crateras em estradas. A culpa foi atribuída – por um órgão oficial de geologia, bem como por moradores locais – a décadas de mineração subterrânea de sal pela Braskem, a maior produtora de petroquímicos da América Latina. A Braskem está enfrentando ações legais que podem aumentar consideravelmente os R$14,6 bilhões (US$3 bilhões) que ela provisionou para custos relacionados ao incidente, uma soma não muito distante do valor de mercado atual do grupo químico, de US$3,2 bilhões.

Foto: Grupo de brasileiros em Gaza / Reprodução

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